Nécton
O nécton é a comunidade marinha composta pelos organismos que movem-se por conta
própria, mais ou menos independentemente do movimento da água. Seus membros não ficam
restritos a uma faixa do ambiente marinho – a superfície, como os planctônicos ou ao fundo,
como os bentônicos. Ocupam toda a massa aquática, principalmente a zona nerítica dos
mares abertos, que alguns também chamam de região pelágica. Também costumam viver, durante
uma fase da vida ou em determinadas épocas do anos, em outras comunidades, como os recifes
e costões rochosos, onde buscam alimentos e locais de reprodução.
Subdivisões da região pelágica
Zona epipelágica ou eufótica é a zona superficial iluminada. Seu limite inferior
(geralmente entre 50 e 100 metros) é marcado pela zona de compensação fótica,
profundidade onde a fotossíntese aparente é nula (fotossíntese = respiração).
É um ambiente ocupado predominantemente pelo plâncton e por componentes do nécton
que aí buscam alimentos.
A cadeia alimentar estritamente nectônica é acéfala, pois praticamente não possui
produtores. Os herbívoros alimentam-se do fitoplâncton, portanto, na cadeia alimentar de
outra comunidade marinha.
Sendo assim, o nécton apresenta-se como uma comunidade constituída majoritariamente
por predadores. Por esta razão são características comuns entre os seus organismos o bom
desenvolvimento de órgãos sensoriais e de locomoção. E isso também explica a baixa
diversidade de seus ecossistemas, possuindo apenas 4 mil espécies das 200 mil identificadas
no ambiente marinho, o que equivale a irrisórios dois porcento.
Zona mesopelágica (profundidade entre 50-100 a 200 metros) é ainda ligeiramente
iluminada, mas o fitoplâncton não pode sobreviver nela por um longo período. As flutuações
sazonais da temperatura fazem-se ainda sentir nesta zona.
Zona infrapelágica (profundidade entre 200 e 500-600 metros) é rica em espécies
porque compreende simultaneamente espécies que descem durante o dia da zona mesopelágica
e outras que sobem durante a noite da zona batipelágica. Não é mais afetada pelas variações
sazonais de temperatura, e tem o seu limite inferior marcado pela isoterma de 10oC.
Nela dominam os copépodes.
Zona batipelágica (profundidade entre 500-600 e 2.000 metros) contém, além de
uma grande variedade de peixes, copépodes, medusas dos gêneros Atolla e Crossota, anfípodes
e decápodes. Seu limite inferior corresponde aproximadamente à isoterma de 4ºC nas
latitudes médias.
Zona abissopelágica (profundidade entre 2.000 e 6.000 metros) é denominada,
em termos de biomassa, não mais pelos copépodes mas pelos quetognatas, crustáceos,
misidáceos e decápodes.
Zona hadopelágica (profundidade superior a 6.000 metros), muito pobre,
tem como formas dominantes os anfípodes, os ostracodes e os