O JANEIRO MAIS QUENTE DA HISTÓRIA
As temperaturas mundiais registradas em janeiro
foram as mais altas da história já registradas neste período do ano,
anunciaram cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica americana (NOAA,
sigla em inglês) que tem em seus arquivos registros da temperatura do planeta
desde 1880.
"As temperaturas mundiais terrestres e da superfície dos oceanos foram
as mais elevadas registradas para um mês de janeiro", disse o organismo
em um comunicado, citando cientistas de seu centro de dados climáticos.
De acordo com relatórios preliminares, em janeiro, as temperaturas ficaram
0,85ºC acima da média do século 20, batendo o recorde estabelecido em 2002,
de 0,71ºC sobre a média.
Em particular, as temperaturas terrestres estavam 1,89ºC acima da sua média
em janeiro, um nível recorde, enquanto as temperaturas oceânicas eram as
quartas mais quentes já registadas em 128 anos, ou seja 0,1ºC abaixo do
recorde estabelecido em 1998, no auge do fenômeno El Niño.
"O fenômeno El Niño e a tendência contínua para o aquecimento climático
contribuíram para que o mês de janeiro de 2007 fosse o mais quente já
conhecido", explicou a NOAA em sua declaração.
No último século, as temperaturas mundiais na superfície subiram a um ritmo
de 0,06ºC a cada dez anos, mas o aumento foi três vezes mais elevado desde
1976, a 0,18ºC a cada década, com alguns dos mais fortes aumentos de
temperatura nas elevadas latitudes do hemisfério Norte ou perto do pólo
Norte, onde se situam as economias mais industrializadas como a dos Estado
Unidos, Europa e China.
Esse é o preço que a humanidade está pagando pelo dito progresso
desenvolvimentista do capitalismo a qualquer custo. Graças a lentidão
desse modelo de desenvolvimento do emisfério sul, ganhamos mais tempo
para rever a polírica de desenvolvimento. O Brasil está dando exemplo ao
mundo com os investimentos que estão sendo feito em energia renovável, mas
isso ainda não é o suficiente, para amenizar os estragos já feitos em nosso
planeta Terra.
Fonte: Folha On-line 17/02/2007
Comentário: Edimilson Colares