Dia 29/06/2007, aconteceu no Auditório da Prefeitura Municipal de Sombrio, uma Audiência Pública para dar início ao processo de criação de unidades de conservação na região lagunar do estremo sul catarinense, mais precisamente, na Lagoa do Sombrio e do Caverá. A empresa contratada pela AMESC, Sócio Ambiental, de Florianópolis, representada no ato pelo Geógrafo Claudio Matos,apresentou o traçado da área que deverá comportar as unidades de conservação. Estavam presentes os prefeitos de Sombrio, José Milton Scheffer, de Santa Rosa do Sul, a prefeita, Gecy Geltrudes de Oliveira Casagrande e o prefeito de Balneário Gaivota, Adroaldo da Cunha Tiscoski. Um pequeno público, mais funcionários das prefeituras, se fizeram presentes. Houve muito pouca participação popular. Mas segundo o Coordenador do FEDESC, Tadeu dos Santos, "isso é normal", mas disse ele que a audiência foi bem divulgada pelos meios de comunicações. Representando a Associação de Proteção e Amparo a Lagoa de Sombrio, se fez presente, Edimilson Colares, que solicitou pressa no processo e defendeu a intervenção direta na Lagoa do Sombrio, principalmente na parte norte onde é muito grave a questão do assoreamento, principalmente após o longo período em que a obra de duplicação da Rodovia BR-101, ficou parada devido ao abandono da obra pela empreiteira no lote 29..

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Em virtude da AMESC defender a criação de unidades de conservação municipalizadas, para dividirem os R$ 3 milhões das medidas compensatórias pela duplicação da BR-101, preocupa-nos que o objetivo não esteja simplesmente relacionado diretamente com a captação desses recursos. O fato é que criar uma colcha de retalhos de Ucs, dessa que é a mais importante região lacustre do Estado de Santa  Catarina é untanto temerário pelo manejo que cada município dará ao mesmo ecossistema, o que poderá ser desastroso para seu equilíbrio já tão degradado. Encaminhamos documentos ao IBAMA e até mesmo a AMESC, solicitando que a região lacustre das lagoas Sombrio/Caverá, seja uma única unidade de conservação de uso sustentável. Estudando outras alternativas encontrei no oeste do estado o CONSÓRCIO LAMBARI, onde municípios da microrregião de Chapecó, formalizaram um consórcio cujo projeto está registrado junto ao MMA, alternativa que poderia ser implantada aqui onde uma Associação ambiental formada pelos municípios administraria e gerenciaria o manejo da unidade de conservação. Estamos dispostos a apoiar essa idéia, pois é uma alternativa viável e sem prejuízo ao futuro desse ecossistema.

Edimilson Colares 
Fórum Permanente em Defesa da Lagoa do Sombrio

Realmente a região tem potencial para uma unidade estadual, entretanto a iniciativa partiu dos município e nesse sentido, sua criação efetiva, se torna muito mais factível em nível municipal.
Quanto a responsabilidade de gestão, apesar de serem unidades distintas, por serem contíguas o próprio Sistema Nacional de Unidades de Conservação prevê a possibilidade de uma gestão integrada, uma vez que elas formam um Mosaico de Áreas Protegidas.
A forma de gestão através de um consórcio é pertinente.
No que diz respeito a gestão de unidades de Conservação entretanto, uma experiência mais avançada do que aquela desenvolvida pelo Consorcio Lambari é a desenvolvida pelo Consórcio Quiriri, sediado em São Bento do Sul.
Lá eles criaram 5 APAs municipais. (www.quiriri.com.br).
 
Assim, os estudos estão sendo conduzidos no sentido de propor UCs municipais de diversas categorias de manejo, conforme os atributos de cada área.
 
Claudio Matos
Geógrafo
Socioambiental - Empresa que está efetuando o diagnóstico para a AMESC
 


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