DAS PAIXÕES COLORADAS
Logo após a vitória do Inter sobre o Palmeiras, me coloquei a pensar em algo. E meu inconsciente me levou ao passado, há tempos atrás, numa dessas andanças reais ou virtuais... nem me lembro direito. Na época em que conheci uma garota, paulista. O fato é que a conheci, e em pouco tempo me encontrava quedado por uma bela Giachetto. Não precisou muito... e vieram juras de amor eterno a Porto Alegre, ao NOSSO Colorado (como ela fazia questão de dizer) e muuuitos outros planos... Mas, o que ela faz nesta história que deveria falar tão somente da Batalha Rubro-verde, da Paixão que move um Torcedor Colorado e da emoção que a vitória nos trouxe?
Pois é... é que enquanto o jogo terminava, eu me perguntava pela bela paulista, a que eu havia conhecido tempos atrás... será que ela continua cativada pela Paixão, alegria e beleza da Torcida Colorada e pelo Colorado? Se pelo menos isso não tiver mudado, e há razão para crê-lo assim, ela com certeza sentiu uma pontinha de alegria lá no fundo do peito e só não gritou o GOOOOOOLLLL em respeito ao velho e bravo pai... palmeirense. Ah! Mas, aquele sorriso de contentamento no canto dos lábios, vejo bem, foi impossível evitar...
Foi pensando nisso que assisti aos últimos segundos do jogo... acompanhei as últimas informações pelo chat do icq... e, em seguida, me concentrava na festa da Torcida Colorada nas arquibancadas do Gigante. Que emoção! Que PAIXÃO! Puxa, quanto eu daria para estar lá, compartilhando daquele momento...
Pensei também que a Rede Globo, muito criticada por mim, foi importante pois revelou neste dia 10/11/1999, em horário nobre, e com máxima audiência, ao Brasil e ao Mundo, porque o lugar do Inter é aqui, na Primeira Divisão do futebol brasileiro... Isto ainda não redime a Globo... É preciso que faça muito mais pra mostrar a grandeza do Inter... Isso é só Paixão? Não! É razão? Não. É Paixão e razão, bem combinadas, que movem uma multidão de Homens-Vermelho, pequenos talvez, mas gigantes nas dificuldades.
Ela, a paulista Giachetto, certamente foi testemunha ocular de tudo isso... aliás, testemunha global. Foi pela 'telinha', como inúmeros Colorados pelo Brasil, que viu o INTER crescer diante do "tão anunciado gigante"... Viu este INTER, apequenado durante 1999, mas não por sua culpa, crescer tanto, mostrar sua raça, e dar à Massa Colorada mais uma cabeça iluminada... a cabeça do CAPITÃO DUNGA... que, na mesma goleira do Primeiro Título Nacional, em 1975, fez o gol de cabeça, da redenção...
Eis a história como o apequenado Davi Vermelho derrotou o auto-intitulado gigante verde, que já não é mais Felipão, mas, felipinho, no diminutivo...
Ah, queres saber mais uma coisa que aproximam a tal paulista, ex-palmeirense, e o Inter? Bem, isso poderíamos deixar pra outra vez, outra história... Digo apenas que ambas paixões, sem intenção ou sem perceber, fazem sofrer... Mas, se tornam uma compensação de alegria e uma explosão de emoção no momento da vitória.
Dá-lhe INTERNACIONAL! Sou COLORADO, com muito orgulho no coração!
André Luis Bender, São Paulo, 11/11/1999