O IMIP fez Euclides imune
como um poeta fez seu verso
de areia, nele injetando ferro
e vidro, material para clones.


Como um poeta fez castelos
de areia, com semiperme�vel
mem�ria, sem desmoron�-los
em verso livre e adoentado.


No poeta vibravam castelos
de areia: sombrios hospitais
na lembranca, sob ondas de medo
que fazem penar os anjos.


Os hospitais n�o desmoronam
porque fazem clones: onda enxuta
no papel que agu�a o medo
sob o verso que a sombra ausculta.
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