Na lente do jovem m�dico
a morte � uma recepcionista
que acompanha suas v�timas
do hospital ao cemit�rio.


A morte � uma recepcionista
de hotel, elegante em vestido
negro, sorridente e hiperativa
para atrair novos clientes.


Na ambul�ncia, doente � turista
que canta um maracatu de adeus:
ch� vai, ch� vai! entoa a sirene;
eh vou, eh vou! responde o doente.


Embora contra o turismo
levantem-se os enfermeiros,
a morte ali se multiplica
oferecendo paisagens l�ricas.


Contra a propaganda da morte
nos barracos sem higiene
h� que vacinar o indigente
com espertos linf�citos m�sseis.


O
Instituto Materno-Infantil
(cujo nome de guerra � IMIP)
disp�e de teleguiados m�sseis
mais velozes que antibi�ticos.
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