| O PORCO NA FOLHAGEM Abro a janela. Vejo pouco. Inventei de observar o mundo e s� vejo do mundo o pouco desta janela. Mas neste pouco que me � dado ver, um garboso ser rompe a folhagem: o porco. Fecho a janela sem alarde. O papel talvez me arrebate ao bom deserto das vanguardas. Leio os sin�nimos do n�o. Ningu�m, sem, nenhum, nada, nem. Escuto o porco na folhagem. Ou�o o porco no crespo mato da orelha onde "o artista nao v� por computador, nem cr� nos astros". |
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