ESTA��ES




O homem sonhou com a jovem
que lhe fez car�cia de nuvem.
A jovem incrustava quinze
primaveras no rosto de esfinge.
Tinha um lugar que n�o
se deixava tocar: o ver�o.




O rosto acorda em desalinho.
No travesseiro, alguns fios
de cabelo ensinam a morrer.
Ele ficou na cama a sofrer
as horas olhando para o teto.
Era outono, � beira do inverno.




N�o buscou a velha ao lado.
Esqueceu o amor primaveril.
Esperou o inverno, ferrado.
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