
AMORC ............
Origem hist�rica
A ANTIGA E M�STICA ORDEM ROSAE CRUCIS, AMORC - GRANDE LOJA DA JURISDI��O DE L�NGUA PORTUGUESA, � uma ordem fraternal, beneficente e caritativa, sem fins lucrativos, de cunho educacional cultural e cient�fico, de �mbito universal, propondo difundir o idealismo m�stico e metaf�sico atrav�s de uma filosofia razo�vel e pr�tica, e de um sistema inici�tico destinado a despertar as faculdades latentes do Ser Humano, e que objetiva ensinar, promover e perpetuar os princ�pios e leis tradicionais dos antigos rosacruzes, conforme aplic�veis �s condi��es e necessidades modernas, promover o esp�rito de fraternidade e compreens�o entre os seres humanos, promover a boa vontade, compreens�o e coopera��o internacional pela preserva��o e manuten��o de v�nculos fraternais, intelectuais e espirituais com a Antiga e M�stica Ordem Rosae Crucis - AMORC, e seus Organismos devidamente constitu�dos em todo o mundo; cooperar com todas as entidades cujos objetivos estejam de acordo com os da Ordem, ou a favor da melhoria da Humanidade em geral; fundar, estabelecer e manter institui��es educacionais e outras organiza��es com promo��es que busquem os objetivos acima, intensificar a felicidade e o bem-estar da Humanidade em geral.
A ORDEM ROSACRUZ - AMORC cumpre estes objetivos por meio de um sistema de instru��o e orienta��o pessoal, propagando os ensinamentos atrav�s de monografias, livros e peri�dicos editados pela ORDEM ROSACRUZ - AMORC ou editados por terceiros e mediiante todas as formas de comunica��o �udio-visual, transmitindo a seus Membros-Estudantes e simpatizantes o conhecimento e a aplica��o pr�tica das Leis C�smicas e Naturais que se manifestam no Universo, em torno do Ser Humano e nele pr�prio.
H� aproximadamente 9.000 anos antes da Era Crist�, a Atl�ntida, ber�o da Tradi��o Primordial, foi submersa ap�s um cataclismo sem precedentes. Daquele continente desaparecido, nada mais resta al�m do arquip�lago dos A�ores.
Os s�bios daquela civiliza��o evolu�da haviam previsto o cataclismo muito tempo antes de sua ocorr�ncia. Acompanhados de grande n�mero de iniciados se exilaram em outros continentes. Alguns deles chegaram ao Egito e se fixaram nas margens do Nilo, na plan�cie de Giz�, n�o muito longe da regi�o de El Faoum. Com o aux�lio das popula��es mais ou menos primitivas da regi�o, erigiram a esfinge e as tr�s grandes pir�mides, para que seu conhecimento fosse gravado em pedra para os s�culos futuros. Cada uma dessas tr�s pir�mides, especialmente a que os historiadores atribuem a Queops, � uma s�ntese da sabedoria que os atlantes possuiam e materializa o conhecimento que eles haviam adquirido em aritm�tica, geometria, f�sica, geografia e astronomia. Por outro lado, imortalizaram at� os dias de hoje o caminho inici�tico que o homem deve palmilhar para se elevar de sua condi��o atual e atingir o estado de perfei��o, prop�sito m�ximo de sua evolu��o espiritual.
Com o tempo, os sobreviventes da Atl�ntida se misturaram �s popula��es locais e deram origem a um novo povo, no antigo Egito. O pr�prio Povo tornou-se o guardi�o da Tradi��o Primordial e recebeu por miss�o perpetu�-la para as gera��es futuras. Assim nasceram as primeiras Escolas de Mist�rios eg�pcias. Mais ou menos em 1.500 AC, o fara� Tutm�s III agrupou as Escolas em uma s� Ordem, regida por um c�digo �nico e um regulamento comum. Essa Ordem tomou uma nova dimens�o no reinado de Akhenaton, que estruturou os ensinamentos que lhe tinham sido transmitidos e escreveu numerosos textos m�sticos, sendo o mais c�lebre deles o "Hino a Aton". No plano esot�rico, ele se op�s ao politeismo praticado pelos sacerdotes de seu pa�s e fundou a primeira religi�o monoteista conhecida da hist�ria. Foi em seu reinado e com seu consentimento que Mois�s deixou o Egito com o povo hebreu, para que o levasse � Terra Prometida e inculcasse a cren�a num s� Deus, ao qual foi atribu�do o nome "Yahve". Com a morte de Akhenaton, em 1350 AC, o clero de Tebas restaurou o culto a Amon, mas a luz que aquele grande fara� trouxe ao mundo jamais deixou de brilhar.
Alguns s�culos mais tarde, s�bios como Tales e Pit�goras tiveram acesso � ci�ncia dos mist�rios, no Egito. Ao voltarem ao seu pa�s, fundaram escolas e ensinaram o que haviam aprendido. Sua filosofia ganhou numerosos adeptos e exerceu grande influ�ncia nos mist�rios de Eleusis. Da Gr�cia a gnose secreta foi levada a Roma e serviu de base ao neo-platonismo, cujas doutrinas, fundadas no ano 250 por Plotino se expandiram pelo Ocidente, sob o impulso de Jamblique e Porf�rio. Foi na �poca de Carlos Magno, gra�as aos te�logos Alcuin e Arnaud, que a Ordem foi implantada na Fran�a da Idade M�dia e depois estabelecida na Inglaterra, Alemanha e outros reinos da Europa. Durante os Cruzados, muitos Templ�rios participaram de seus trabalhos e contribuiram para sua expans�o, especialmente no Oriente. Entre os s�culos treze e dezesseis, o legado cultural e espiritual da Ordem foi confiado aos alquimistas, entre os quais Roger Bacon, Nicolas Flamel e Cornelius Agrippa, muito conhecido dos rosacruzes.
Foi no in�cio do s�culo dezessete que a exist�ncia da Ordem foi tornada p�blica pelo aparecimento em Cassel, Londres e Paris, do manifesto intitulado "Fama Fraternitatis". A partir de ent�o, tornou-se oficialmente conhecida como "Ordem Rosacruz". Naquela �poca, Francis Bacon pol�tico e fil�sofo ingl�s assumiu sua dire��o como Imperator. Em 1693, sob o comando do Grande Mestre Johannes Kelpius, os rosacruzes europeus embarcaram para o Novo Mundo a bordo do "Sarah Maria". Desembarcaram na Filad�lfia e al� se estabeleceram. Anos mais tarde, alguns deles foram para o Oeste da Pensilv�nia e fundaram uma nova colonia. Depois de criarem sua pr�pria gr�fica editaram muitos livros esot�ricos e foi gra�as a eles que os ensinamentos da aut�ntica Rosacruz foram introduzidos na Am�rica. Foi igualmente sob o seu impulso que o mundo das artes e ci�ncias conheceu um progresso sem precedentes nos Estados Unidos e que muitas institui��es foram criadas naquele pa�s. Gra�as a eles, personagens eminentes como Benjamim Franklin e Thomas Jefferson foram iniciados � filosofia Rosacruz e nela se inspiraram por toda a vida.
Em 1801, de acordo com as regras estabelecidas, a Ordem Rosacruz dos Estados Unidos entrou num per�odo de sil�ncio de 108 anos. Entretanto, continuou ativa na Fran�a, Inglaterra, Alemanha, Russia, Sui�a, Espanha, Portugal e alguns pa�ses do Oriente. Por volta de 1900, os respons�veis europeus pela Ordem entraram em contato com Harvey Spencer Lewis, presidente do Instituto de Pesquisas Ps�quicas de Nova Iorque e que se interessava muito pela metaf�sica. Tendo dado provas de sua integridade e conhecimentos em mat�ria de filosofia e esoterismo, foi iniciado em Toulouse em 1909 e recebeu oficialmente a incumb�ncia de reviver a Ordem na Am�rica. Com base nos arquivos que lhe foram confiados e de acordo com as instru��es que recebeu dos rosacruzes da Fran�a, ele colocou os ensinamentos rosacruzes em forma escrita. Para tornar claros os fundamentos tradicionais da Ordem, denominou-a "Antiga e M�stica Ordem Ros� Crucis". Depois de ter consagrado toda a sua exist�ncia em servir � Ordem como seu Imperator, cruzou o portal da mais elevada inicia��o em 2 de agosto de 1939, em San Jos� na Calif�rnia.
Devido a transi��o do Frater H. Spencer Lewis, Ralph Maxwell Lewis foi nomeado para a fun��o de Imperator pelo Conselho Supremo da A.M.O.R.C. Profundamente humanista. assumiu como seu dever n�o s� servir aos ideais m�sticos e filos�ficos perpetuados sob a �gide da Rosacruz, mas tamb�m defender todas as id�ias que contribuissem direta ou indiretamente para a evolu��o das consci�ncias e para a expans�o da espiritualidade. Essa vontade de trabalhar em prol da humanidade atraiu para ele a simpatia de diversas organiza��es e sociedades, das quais recebeu homenagens em diferentes ocasi�es. Depois da segunda guerra mundial, os respons�veis europeus pela Ordem decidiram aplicar no mundo inteiro o m�todo de instru��o adotado nos Estados Unidos. Assim, a partir de 1949, sob a supervis�o do Frater Ralph Maxwell Lewis at� 12 de janeiro de 1987, data de sua transi��o, foram estabelecidas Grandes Lojas, para que a Tradi��o rosacruz pudesse irradiar-se a todos os continentes e levar sua luz aos que aspiravam ao conhecimento dos mist�rios".
Em nossos dias, a Ordem est� presente em todos os paises onde tem liberdade para exercer suas atividades e colocar seus ensinamentos � disposi��o de todos os buscadores, sem distin��o de ra�a, sexo, cultura ou religi�o. Dessa forma, a Tradi��o Primordial vinda da Atl�ntida e simbolizada no Egito pela Grande Piramide, foi perpetuada ao longo dos s�culos e encontra na RosaCruz(Amorc) uma express�o digna de sua nobreza e grandiosidade.