Nekrun




Nekrum e o Arcanjo Gabriel Quem le a hist�ria dos C�us ap�s a morte de Azrael, notar� claramente que o Prior dos Arcanjos, Gabriel, assumiu para si o manto de Regente. Quem l� isso a primeira vista, pode encarar Gabriel como o oposto do General de L�cifer, Nekrum, que teve sua ascens�o no inferno garantida com o conflito. O que poucos sabem no entanto, � que Nekrum e o arcanjo Gabriel s�o a mesma pessoa, a mente por tr�s de todo o plano macabro de L�cifer. Ele era o Prior dos Arcanjos na �poca em que Azrael ainda vivia. Foi Gabriel quem ajudou a erguer os pilares do Para�so, e foi ele que recebeu de Azrael a guarda do Santu�rio. H� milhares de anos, Azrael foi chamado pela Presen�a, e lhe foi conferida a miss�o sagrada de encontrar na cria��o, uma ra�a que pudesse ser evolu�da e receber as d�divas de se tornarem os Novos Deuses da Cria��o. Azrael escolheu a ra�a Humana, e o planeta Terra para abrigar as sementes dos Deuses, e foi-lhe dada a confian�a de cuidar e proteger aquele planeta e seus futuros habitantes. Gabriel estava no Santu�rio naquele dia, e ouviu a voz poderosa da Presen�a. Foi ent�o tomado de um �dio terr�vel, pois julgava que os Anjos � que deveriam ser os eleitos. Caos tomou seu cora��o, e o perverteu, mas Gabriel era mais astuto que Caos, e o venceu, e o absorveu, tornando-se muito mais poderoso. Com aquele poder malicioso e terr�vel, ele podia, se conseguisse dar um golpe decisivo, eliminar a maior amea�a a sua ascens�o. Ap�s assassinar Azrael, Gabriel enviou uma sombra, e sussurrou nos ouvidos de L�cifer que o Conselho dos Arcanjos havia matado seu irm�o. L�cifer investiu contra o Conselho, e Gabriel liderou os arcanjos contra L�cifer, expulsando-o do Para�so. Foi ele quem ordenou que juntassem os restos de Azrael, e foi ele tamb�m quem ordenou a cria��o do Nexo de Todos os Mundos, a Chave das Trevas, utilizando uma grande parte do poder que restara no corpo. Por�m, n�o se sabe porqu�, a magia celeste usada pelos Anjos n�o surtiu o efeito que se esperava. Oito raios de energia pura singraram a cria��o, transpassando todos os Mundos Poss�veis, at� colidirem contra oito pontos no terceiro planeta de um sistema solar amarelo. Nesse momento preciso, os planetas daquele sistema solar alinharam-se, formando uma cruz, e em seguida come�aram a girar novamente. Uma limita��o havia sido criada com o feiti�o, e logo ela ficou evidente. Os Oito pontos onde a energia colidira, eram uma esp�cie de "fechadura", que precisavam ser destrancadas antes de invocar o poder do Nexo, e, por causa dessa peculiaridade, o Nexo passou a ser chamado de CHAVE das Trevas. Era necess�rio que cada uma das virtudes de Azrael fosse dita em cada ponto, e ainda assim, o poder do Nexo s� seria total quando aquele universo estivesse novamente alinhado. Gabriel uivou de raiva, mas ainda restava poder no corpo de Azrael. Ele ainda podia arquitetar seu plano. Ele, ent�o, utilizou o restante do poder no corpo de Azrael em si mesmo, e transformou-se, gerando assim um alter-ego sombrio, munido de uma fra��o do poder de Azrael, o semi-deus Nekrum. Nekrum / Gabriel, esteve ao lado de L�cifer desde o in�cio de seus planos, e foi sua mente hedionda que mencionou a L�cifer a exist�ncia da Dimens�o Infernal. Foi Nekrum quem atacou Glorificus pelas costas, deixando-a vulner�vel ao ataque de L�cifer, e foi ele quem esquartejou a deusa e serviu-a a seus Senhores: L�cifer, Diablo, Baal e Mephisto. Por causa do poder que incorporara, Nekrum / Gabriel podia mover-se livremente entre as dimens�es, mas n�o podia ultrapassar as barreiras do tempo. Para arquitetar definitivamente seu plano, ele precisava do poder do Nexo, mas n�o podia mostrar-se aos anjos, nem aos dem�nios. Ent�o, ele manteve seu poder em segredo. Assim, ele organizou ambos os lados: o C�u e o Inferno, para iniciarem um conflito de propor��es �picas, um conflito que tinha como �nico e verdadeiro objetivo destruir completamente a Terra, o ber�o dos Novos Deuses. E assim ele armou os pe�es de seu jogo terr�vel. O Nexo s� poderia ser ativado se todas as exig�ncias do ritual fossem cumpridas. O Universo onde a Terra ficava, tinha que estar alinhado como no dia em que criara o Nexo. Ele deveria proferir as oito virtudes de Azrael, um em cada ponto onde a energia pura do poder havia colidido, e tinha que estar de posse do Nexo no �ltimo ponto. Ele arrumou seu tabuleiro e esperou o momento do alinhamento. Ent�o, enfeiti�ou um dos Arcanjos Guardi�es, um nobre e bravo anjo chamado Tyrael, e roubou de sua guarda o Nexo de Todos os Mundos Poss�veis, a Chave das Trevas. Quando tocou o objeto, por�m, sua face revelou-se, e seu poder foi quase todo sugado pela Chave. Com um grito agudo, ele a soltou, e como se tivesse vida pr�pria, o Nexo transmigrou para a Terra, para o altar principal do Tempo da Ordem da Luz, os Illuminati, no meio de uma delicada reuni�o com os Cavaleiros do Poder, os �valon. Nekrum / Gabriel precisava reaver a Chave em poucos meses, ou perderia seu grande momento. Precisava posicionar o Inferno, distrair o C�u e os homens, ou eles perceberiam tudo. Assim, usando grande parte da energia de Azrael, Nekrum / Gabriel abriu uma fenda na realidade, que possibilitou a entrada de um grande ex�rcito infernal, liderado pelo seu Satan�s, L�cifer, e outros tr�s ex�rcitos menores, liderados pelos Principados Infernais Diablo, Baal e Mephisto. E a Guerra teve seu in�cio. C�u e Inferno iniciaram a maior de todas as guerras sobre a Terra. Tudo ia bem. Nenhum dos dois lados havia notado que Gabriel / Nekrum ausentara-se do combate. Seu plano teria, enfim, triunfo! Os homens poderosos, haviam notado a energia m�stica nos pontos onde a energia pura de Azrael havia colidido, e nesses lugares especiais, ergueram altares de magia, que canalizavam a energia imaculada do que outrora fora o Rei dos C�us. Assim, Nekrum / Gabriel sabia exatamente a localiza��o dos altares, e sabia como acend�-los. Rumou de ponto em ponto, rindo da desgra�a dos homens, e do conflito entre o C�u e o Inferno. Tyrael fora banido do C�u, pois ningu�m acreditou que Gabriel, Prior dos Arcanjos, pudesse ser capaz de tal atrocidade. O conflito estava em seu cl�max quando L�cifer percebeu que o alinhamento se aproximava. Ele foi ent�o assassinado. Novamente, Nekrum / Gabriel havia agido, para que seu plano n�o se revelasse. Matou L�cifer como havia matado Azrael. Um golpe certeiro pelas costas. Ent�o, distorcendo o ocorrido, Nekrum / Gabriel convenceu os 3 filhos de L�cifer de que os homens e os anjos haviam matado seu pai, e eles investiram com for�a total sobre as cidadelas humanas. Era o momento. Quando as 3 maiores cidades do mundo ca�ssem, Nekrum / Gabriel poderia acender os 3 �ltimos altares e, se os Illuminati n�o ca�ssem com a investida de Mephisto em Kurast, estariam vulner�veis demais e sem for�as para enfrent�-lo. Tudo ia bem... mas Gabriel / Nekrum n�o levou em conta a valentia, a coragem e o poder dos homens. De alguma maneira, Tyrael, o anjo que ele tra�ra, e que deveria ter matado, surgiu no meio do confronto trazendo consigo tr�s cristais m�gicos muito poderosos, com poder suficiente para destruir o triunvirato demon�aco, e talvez at� ele mesmo! Ent�o, ele sentiu... sentiu que o poder contido nos cristais era o poder celestial de Azrael, poder que havia sido retirado dos tr�s �ltimos altares... Tyrael acendera os altares de Kurast, Lut Gol�in e Tristam, e roubara seus poderes, encerrando-os nos cristais que ele chamava de Soulstones... Nekrum / Gabriel jamais poderia realizar seu desejo agora... a primeira batalha estava encerrada, pelo menos no que lhe dizia respeito. Ent�o, ele mudou seus planos, para que lhe fosse poss�vel aguardar uma nova oportunidade. Ele organizou o grande ex�rcito de L�cifer, que ficara abandonado em Lut Gol�in, e usou mais do poder que lhe restara para abrir uma fenda para o C�u. Com um ex�rcito t�o poderoso, ele invadiu o C�u, assassinou milhares de Anjos e destruiu o Santu�rio do Rei. Depois, usou um �ltimo resqu�cio da energia de Azrael e criou um rombo na Barreira das Realidades, e unificou o C�u e o Inferno numa �nica e Grotesca Dimens�o. No Centro de sua deforma��o, ergueu um grande e imponente Pal�cio Negro, e edificou um trono terr�vel, onde esperaria os pr�ximos anos... o pr�ximo alinhamento. E, de seu trono maldito, Nekrum / Gabriel viu os tr�s Principados Demon�acos serem eliminados por humanos... Ele viu Mephisto ser cortado ao meio pelo Machado Doomack, viu Diablo ser transpassado com a Lan�a de Aiure, e viu a maior de todas as batalhas... viu Baal ser derrotado pela energia m�gica das m�os Tal Rasha... era o fim do triunvirato infernal, mas ele ainda podia interceder... podia ter sua vingan�a, mesmo que parcial. Com um olhar, ele enviou um pouco de poder a Baal, apenas o suficiente para o dem�nio desferir um �ltimo golpe... golpe que Tal Rasha aparou com a Soulstone. Todos sabemos o que houve depois, e o sacrif�cio que Tal Rasha teve que fazer, prendendo o pior dos dem�nios, o Pr�ncipe da Destrui��o, em seu pr�prio corpo, e se trancafiando, sob a guarda preciosa de Tyrael na Pir�mide M�gica de Annor, que foi jogada no Limbo. Apesar de sua interven��o, Baal havia sido derrotado, e o �dio tomou Gabriel / Nekrum. Esse era o momento. Caos, que ainda tinha alguma vida, aproveitou-se do �dio de Gabriel, e assumiu o controle do poder, destruindo o resqu�cio de bondade que havia em seu cora��o. Nekrum, ent�o, assumiu definitivamente a personalidade do corpo, e eliminou Caos para sempre desta hist�ria. Os Anjos, impossibilitados de retornar ao C�u, permaneceram na Terra. Muitos renasceram com humanos, esquecendo-se para sempre de que um dia foram anjos. Os Illuminati foram ent�o incumbidos pelos conselhos humanos e �lficos da guarda da Chave das Trevas, que foi encerrada num tri�ngulo de magia celestial, feito pelos arcanjos. Por esse motivo, a chave passou a ser conhecida como Tri�ngulo da Luz. Aos �valon foram conferidas as d�divas m�gicas utilizadas no confronto: as 2 �ltimas armas m�gicas que restaram da forja do C�u: Doomack e Syl. Al�m disso, foi conferido aos �valon o conhecimento sobre todos os acontecimentos, e muitos dos Arcanjos permaneceram com eles. A vida da humanidade retornava aos poucos � normalidade. Os s�culos passaram, e Nekrum ergueu um imp�rio demon�aco no Inferno, aguardando o momento do golpe definitivo. Seu plano havia fracassado, por causa dos humanos. Para que isso n�o ocorresse novamente, ele precisava distrair os peda�os de carne, elimin�-los aos poucos, desacredit�-los. Al�m disso, antes de prosseguir seu plano, ele precisava libertar a energia dos 3 altares que fora aprisionada nas Soulstones. Precisava libertar os filhos de L�cifer para que a energia retornasse para os lugares do ritual. Foi por isso que, durante os anos seguintes, Nekrum dedicou-se exclusivamente a eliminar os anjos que ainda estavam sobre a terra, e eliminou a maioria. Ent�o, 26 anos antes do alinhamento, ele assumiu pela �ltima vez a forma de Gabriel, e desceu at� a cidade de Tristam, onde estava guardada a SoulStone de Diablo. Ele convenceu um garotinho chamado Leoric Pendragon de que a pedra m�gica que estava encaixada atr�s da imagem do santo na Catedral concedia poderes e for�a absoluta ao seu possuidor. O garoto, ent�o, tomou a pedra, e foi consumido pela maldade de Diablo. Leoric foi possu�do, e seu corpo converteu-se numa mescla horrenda entre o Pr�ncipe do Terror e o mortal. Seu tio, L�zarus, assistiu a cena, e trancou o monstro no calabou�o da catedral, esperando que alguma ajuda viesse. Mas ela n�o veio, e, aos poucos, a maldade e mal�cia de Diablo o tomaram tamb�m. Nekrum rumou ent�o para Kurast, para libertar Mephisto e reaver a Chave das Trevas. L� travou um violento combate com os Illuminati, e sua horda de dem�nios assassinou a maioria dos Paladinos da Luz, que foram pegos desprevinidos. No confronto, um dos paladinos, chamado N�on, acabou lan�ando um raio m�gico no Tri�ngulo da Luz, que partiu-se em duas partes. O filho desse paladino, o pequeno Ragnar, que na ocasi�o tinha 9 anos, agarrou uma das partes e desapareceu. Nekrum gritou de �dio, destruiu todo o complexo dos Illuminati, e passou os anos seguintes tentando encontrar o garoto. Nunca o encontrou. O Tri�ngulo da Luz, no entanto, transformara-se num anel energ�tico, e Nekrum rapidamente entendeu como ele funcionava. Seu anel era capaz de criar ilus�es s�lidas de energia dourada. A �nica restri��o era sua for�a de vontade... Nekrum havia sido privado de seu desejo, e isso o instigou ainda mais. Ele tamb�m sentiu o abalo quando Diablo fora vencido pela segunda vez, novamente por um �valon. Seus planos haviam fracassado de novo, e Nekrum j� n�o podia mais singrar as dimens�es a vontade, pois o poder que ele roubara de Azrael quase extinguira-se. Os anos seguintes, at� o reinicio do confronto, foram de �dio e planejamento, onde Nekrum concebeu o maior de todos os planos, o golpe definitivo. Enfim, ele teria o que queria.




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