Da trai��o ao reinado



Mesrod Zomir estava em sentado � janela de sua casa, seus olhos fitando o inverno. Era o inicio do ano em Eder�, e ele estava desanimado com o fim das festividades de fim de ano, pois estas eram seu �nico per�odo de descanso, como membro da nobreza, sempre tinha atividades do Estado que o mantinham ocupado a maior parte de seu tempo, mantendo-o afastado de sua fam�lia. Ele n�o se importava com afastamento de sua mulher, pois esta, sabia ele, o tra�a, fato comum nestes tempos. O que o incomodava era o fato de afastado de seus filhos, os quais queria educar, pois estes iriam ocupar seu cargo ap�s sua aposentadoria e, embora n�o admitisse, os amava. Sua vida passava diante de seus olhos enquanto ele se perguntava o que tinha contru�do durante toda ela. Para ele sua vida at� este dia havia sido um desperd�cio, pois tudo que ele fez a vida inteira foi servir um rei ele quem ele nem sequer falou uma vez na vida, ele se sentia pat�tico. A pior not�cia que ele havia recebido ultimamente era a de que iria explorar as terras encontradas durante o per�odo glacial, que haviam sido batizadas de Ergon. Grande parte destas terras j� havia sido explorada, ele foi destacado para comandar uma unidade que seguia para parte mais ao sul de Ergon, al�m do canyon onde come�avam a habitar os minotauros, �rea onde ocorrriam intensas batalhas pela posse do canyon, que seria uma �rea a mais sob o dom�nio dos humanos, se estes derrotassem os minotauros que resistiam intensamente �s investidas dos magos do Imp�rio. E al�m das motanhas onde habitavam atualmente an�es, chamadas de Izom pelos mesmos. Mesrod levantou-se cansado pois f�ra dormir apenas de madrugada pois teve que entreter os convidados para a festa de Ano Novo, seus olhos azuis mostravam seu cansa�o, e seu rosto estava p�lido pelo frio e pela ressaca do outro dia. Ele p�s a m�o em seu bolso, rapidamente retirando deste uma fita, com a qual conteve seus cabelos, que pendiam urgentemente por um penteado. Ap�s isso seguiu para o sagu�o de sua mans�o, onde chamou por uma de suas criadas, pedindo a esta que lhe preparasse o banho, seguiu para a mesa tomou o caf� e, logo ap�s subiu para seu banho. Ao mergulhar na �gua morna seu corpo, de pele alva e musculos bem definidos pelos treinos que conduzia semanalmente aos soldados, sentiu o peso do cansa�o de 5 meses de noites mal dormidas. A �gua banhou seus longos cabelos loiros, e seu rosto delicado, apesar das in�meras batalhas das quais havia participado. Ap�s o banho Mesrod vestiu-se com roupas de seda dignas de um nobre, apanhou seu sabre, sobre o qual jazia o peso de v�rias vidas, e partiu em dire��o de sua casa na capital, onde estavam sua mulher e filhos. A ap�s v�rias horas de viagem, durante as quais Mesrod dormiu como uma pedra, ele chagou � sua resid�ncia. Acordou, mas desta vez, com vigor novo, Mesrod n�o sabia por que, mas este havia sido seu melhor sono durante muito tempo, ele saiu da carruagem e entrou em casa, ao entrar se deparou com uma casa vazia, seu olhar passeou pelo sagu�o apenas para constatar o vazio do aposento. Ele verificou o andar inferior, e o resultado foi o mesmo, ningu�m... A situa��o come�ava a preocupar Mesrod, sua m�o esquerda descansava sobre a bainha de seu sabre, enquanto sua m�o direita repousava no cabo do mesmo. Silencioso, ele subiu a escadaria seguindo para o segundo andar, sua vis�o parecia precisa como a d um gato, seu olfato afiado como o de um c�o e sua audi��o perfeita como a de um morcego, ao passar pela porta do terceiro quarto do corredor da esquerda seus temores se confirmaram, o oponente era incrivelmente preciso, mas Mesrod facilmente percebeu o som da faca deslizando para fora da bainha de couro, logo ao dar o primeiro passo em dire��o � Mesrod, o homem foi surpreendido pela linha prateada formada pelo r�pido movimento deste, em um cent�simo de segundo a Mesrod virou-se com um corte vertical de baixo para cima, com uma precis�o incrivel ele cortou o rosto do advers�rio desde o queixo at� a testa, partindo o nariz deste em dois, o assassino cambaleou para tr�s, abrindo a guarda o suficiente para Mesrod perfurar o cora��o deste com um golpe de pot�ncia absurda, quebrando todos os ossos da caixa tor�xica do assaltante, que caiu no segundo seguinte � retirada da espada de dentro de seu corpo. Mesrod continuou a explorar a casa, ignorando o cad�ver ca�do no corredor desta, ele seguiu at� o fim do corredor entrando na biblioteca da casa, sendo surpreendido pela vis�o de seus filhos amarrados pr�ximos de uma estante de livros, e sua mulher, Sylvia acompanhada de Finan, l�der do Conselho Imperial. Mesrod caminhou em dire��o a eles n�o se incomodando com os cinco homens entrando na sala logo ap�s ele: - O que significa isso, Sylvia? - Mesrodd gritou, numa f�ria pela qual ele jamais havia sido tomado antes. - Ora, eu achei que o grande genio milittar Zomir j� teria percebido...mas mesmo assim vou explicar. - Sylvia deu uma pausa, limpando a garganta para come�ar a falar. - Desde que n�s tivemos o nosso terceiro filho, minha vida tem sido um inferno.Vo�� n�o d� o menor cr�dito para sua fam�lia, sempre pondo o trabalho em primeiro lugar, sues filhos tamb�m n�o me respeitam, provavelmente por causa do sangue ruim do pai. Eu nunca vejo vo�� e quando vejo n�o tenho a sua aten��o. Devo admitir que tive muitos amantes nesses ultimos tr�s anos, mas agora sei como conseguirei a minha felicidade... - Vejo que n�o fa�o parte de seu plano dde felicidade, mas estou bastante curioso para conhece-lo, afinal, n�o faria mal algum eu saber, j� que se tudo der certo para vo�� este provavelmente ser� o ultimo dia de minha vida. - Mesrod falou, n�o mostrando uma brecha de hesita��o em sua voz. - Hmm...tem raz�o. - Sylvia confirmou - Eu pretendo matar tanto vo�� quanto as crian�as hoje, pois assim eu herdarei sua fortuna, passarei um ano de luto, para manter as apar�ncias e, ap�s alguns meses me casarei com Finan, com nossos recursos combinados poderemos montar uma for�a militar grande o suficiente para invadir pequenos reinos, partiremos com nossa for�a para Ergon e dominaremos uma �rea de defesas fracas, tomaremos o remanescente das for�as inimigas para n�s, executando os que se recusarem a nos servir, e criaremos nosso pr�prio reino, expandindo-o assim como nosso poder. - A express�o de Sylvia era t�o fria quanto a de Mesrod, os olhares deles poderiam congelar o magma, eles discutiam sem demonstrar o menor sinal de sentimento. - Bem creio que seja o momento de minha execu��o...Adeus Sylvia, Finan. Felicidades. - Mesrod falou, sua sensibilidade alcan�ando o auge, ele seria capaz de perceber a queda de uma pena. - Dar-te-ei um memor�vel funeral, velho amigo. - Disse Finan, fazendo rever�ncia � Mesrod. Enquanto sa�a da sala com Sylvia, usando uma segunda porta do outro lado da biblioteca. - Agrade�o-te, vossa alteza l�der do Connselho. - Mesrod repondeu com um tom de sarcasmo segurando com firmeza a bainha de seu sabre. Os cinco homens dispararam em dire��o � Mesrod, espadas curtas firmemente preparadas para um ataque fatal, Mesrod assumiu uma base de combate, o primeiro oponente saltou seguido dos outros quatro, Mesrod rapidamente saltou para tr�s esquivando-se do golpe e, antes que os outros oponentes tocassem o ch�o, avan�ando com um ataque horizontal no torax do inimigo, matando-o com um �nico ataque, com um �nico ataque, retornando a espada � bainha logo em seguida. O segundo e o terceiro o atacaram quase simultaneamente, Mesrod se abaixou e saltou rapidamente para se esquivar dos ataques, outro oponente atacou logo em seguida tendo seu golpe simplesmente desviado pela bainha de Mesrod, r�pido como o som o quinto inimigo fez um ataque vertical, facilmente evitado por Mesrod, que atacou-o com a ponta de sua bainha e quase intantaneamente sacou sua espada, desta vez runas brilhavam na l�mina da espada, mostrando seu verdadeiro poder. O golpe partiu a cabe�a do inimigo em dois, restando assim tr�s inimigos para exterminar, em menos de um segundo um dos assaltantes saltou com a espada sobre a cabe�a em dire��o � Mesrod, este saltou dando um chute no oponente e outro chute sem tocar o ch�o em outro, o terceiro tentou ataca-lo mas ele tomou o impulso do segundo chute para se desviar do golpe, e ao aterrisar fez dois ataques r�pidos como um raio, derrubando mais dois inimigos, deixando apenas um no seu caminho, este saltou com um golpe vertical com for�a redobrada, Mesrod defendeu o golpe com a bainha da espada em uma facilidade espetacular, empurrando inimigo com a mesma e ap�s isso atacando com oito chutes no ar, sem sequer se aproximar do ch�o por um momento. O assassino ficou atordoado ap�s ser empurrado em dire��o � uma estante at� n�o ter mais liberdade de movimento quando Mesrod fez um ataque horizontal, e caminhou em dire��o dos filhos limpando a espada, enquanto a cabe�a do ultimo inimigo e metade da estante atr�s dele ca�am v�timas do ataque feito por Mesrod. Mesrod libertou seus filhos aterrorizados pela cena que presenciaram, mas alcalmados pela presen�a do pai, e guiou-os para a sa�da dos fundos por onde fugiram para o pal�cio. Se Mesrod conhecia bem Sylvia ela iria comemorar a vit�ria sobre ele antes de anunciar sua morte, dando assim tempo a ele...tempo suficiente para ele escapar para Ergon com uma for�a de 5.000 homens, dando assim uma chance de enfrentar Sylvia. Ao chegar no pal�cio Mesrod rapidamente partiu para a cidade onde seu ex�rcito esperava. Seus filhos perguntavam o que, porque e como estava acontecendo. Mesrod repondia que Sylvia n�o gostava mais deles e que queria livrar-se deles. As crian�as n�o entendiam, mas isso era a ultima coisa a preocupar Mesrod no momento, ele tinha que atravessar Ergon sem receber not�cias do Imp�rio. Ap�s duas semanas de viagem, Mesrod havia alcan�ado seu destacamento e partido o mais r�pido poss�vel. Em quatro meses o destacamento de Mesrod havia chegado � Ergon, Mesrod deu ordens diretas para que nenhuma menssagem do Imp�rio fosse lida, elas deveriam ser entregues diretamente a ele por motivos de seguran�a. A for�a comandada por ele em pouco tempo atravessou Ergon, atrav�s de acordos com os minotauros. Ap�s muito tempo em marcha Mesrod alcan�ou o centro das Izom, certo de que nenhuma mensagem do reino o alcan�aria. At� aquele momento sua fuga havia sido um sucesso, os soldados n�o suspeitavam de nada e Mesrod ganhava a sinpatia dos soldados. Os filhos dele eram treinados por ele pessoalmente, pois ele era um dos poucos que conhecia o uso da magia, al�m disso ele era o melhor guerreiro dentro de seu ex�rcito. Ele imp�s ao seu melhor mago a fun��o de educar seus filhos. Ap�s mais tr�s dias de marcha eles alcan�aram um vale, onde receberam a not�cia de que um destacamento do reino vinha ao encontro deles. Um calafrio correu o corpo de Mesrod, se o destacamento imperial os alcan�asse ele seria capturado e provavelmente executado, isso n�o o incomodava, o que o incomodava era o que poderia acontecer aos seus filhos. Mesrod ordenou que o grupo marchasse para uma �rea mais plana e montasse acampamento para esperar pela unidade do imp�rio, ele escaparia � noite, antes da chegada dos soldados. Mesrod tratrou de dormir cedo, para acordar no meio da noite e escapar com seus filhos, ele n�o sabia se eles chegariam muito longe mas, ele tinha que tentar. Mesrod acordou com o chamado de um de seus soldados, passados cinco minutos atendeu o chamado, notando que j� era manh�, a falha pesando sobre seus ombros. Ele caminhou para fora de sua tenda, seu sabre seguro ao seu lado, ele iria lutar at� o fim em prol de seus filhos. Ao chegar ao seu destino encontrou apenas um de seus mensageiros, que lhe deu a not�cia de que a for�a que vinha ao seu encontro, comandada pelo duque Berzir, grande pol�tico por�m, general incapaz, havia sido atacada enquanto os soldados dormiam e n�o conseguiram reagir � altura ent�o, foram dispersados. O mensageiro disse que as informa��es trazidas pelo duque foram perdidas durante o conflito, e infelizmente nenhum dos oficiais sobreviventes havia sido suprido com tal informa��o, levando � perda total desta. Mesrod pacientemente escutou a menssagem, apesar de sua express�o ser s�ria e demonstrar o pesar pela morte dos compatriotas. Ele estava em um estado de felicidade que a muito n�o alcan�ara, ele n�o sabia quando havia sido anbe�oado com tanta sorte, mas sabia que poderia fazer uso disso. Ap�s ouvir todo o relat�rio do mensageiro, ele dirigiu-se a ele: - Onde est�o os sobreviventes da batalhaa? - perguntou. - Est�o em forma��o de batalha, sobre o pico de Gristork, pico mais alto destas montanhas. - reppondeu o mensageiro. - Seria aquele � nordeste, que atravessaamos a dois dias? - Mesrod apontava para o local mais alto dentro do alcan�e de seus olhos. - Aquele mesmo. - �timo! Re�na a cavalaria ent�o, vamos ao encontro desses homens. Ordene que a infantaria se mantenha em forma��o de defesa, protegendo o acampamento � todo o custo. Que os arqueiros se mantenham em posi��o sobre aquelas rochas ali, elas oferecem prote��o e uma boa �rea efetiva de ataque. Que os magos mantenham a mesma posi��o dos arqueiros. Dada a ordem, Mesrod esperou pouco mais de trinta minutos para que a cavalaria se organizasse, despediu-se dos filhos e partiu. A unidade comandada por ele moveu-se com velocidade m�xima, alcan�ando o pico Gristork em 1 dia. Descansaram por quatro horas, at� perceberem tumulto no topo do pico, Mesrod deu o comando para que eles partissem em forma��o o mais r�pido o poss�vel, e assim foi feito. Em uma hora o topo do pico havia sido alcan�ado. Ao atingir o topo do pico Mesrod se deparou com os homens do duque se defendendo da melhor maneira poss�vel, sem pestanejar Mesrod deu a ordem de a ataque e sua cavalaria avan�ou conforme haviam sido instru�dos, penetrando nas for�as goblin�ides e atacando em pequenos grupos, que se espalharam para todos os lados. Mesrod propositalmente seguiu para a zona onde a situa��o era mais cr�tica, seu grupo era composto pelos 20 melhores homens de seu ex�rcito, a batalha pareceu parar quando os raios ca�ram dos c�us invocados por Mesrod, todos olharam para ele, que tinha espada erguida sobre a cabe�a, apontando para o c�u. Com um r�pido movimento, Mesrod firmemente apontou sua espada para frente, fazendo com que sua divis�o avan�asse como um uno, todos ao mesmo tempo, atacando com a frimeza de uma rocha, aniquilando os inimigos, que careciam de t�tica e organiza��o. Em poucos minutos os goblins se espalharam por todos os lados n�o sendo perseguidos pela divis�o de Mesrod, os remanescentes das tropas de Berzir se reorganizou e iniciou uma persegui��o aos goblins, com um grito que parecia fazer o solo tremer Mesrod ordenou que parassem. Todos desviaram seus olhares para ele, o oficial de patente mais alta, que comandava as tropas de Berzir caminhou em dire��o � Mesrod: - Por dever�amos parar? Juntos podemos aaniquila-los, digo para n�s o fazermos. - O oficial sugeriu, Mesrod, por outro lado, n�o desmonstrava nenhuma mudan�a em sua opini�o. - Entendo...por�m, vo�� acha que estes ss�o os �nicos goblins destas montanhas? Os �nicos a competir com eles em n�mero s�o os an�es, e estes t�m cidades enormes dentro das montanhas, assim como os goblins, al�m disso, nossos homens est�o cansados e famintos, pedem por uma boa noite de sono. Mas se vo�� tem a intens�o de ser derrotado, v� em frente, por�m n�o sacrifique tantos homens em v�o. - Todos olhavam atenciosamente a discurs�o dos dois homens, como se esta fosse algo de outro mundo. - � verdade.... - O oficial respondeu, dderrotado. - ...minhas ordens eram de seguir o senhor Berzir, mas agora....eu minhas tropas n�o temos objetivo. - Sigam-me ent�o. Afinal, sou marqu�s doo imp�rio e comandante de uma for�a em miss�o de exterminio nestas terras, afinal, muitos vem fugindo para Ergon, para escaparem do comando de vossa majestade, estes costumam formar pequenos ex�rcitos, quanto mais homens tivermos, melhor. - O oficial concordou e ordenou que todos os suprimentos que restaram deveriam ser pegos para que eles pudessem marchar para o local onde as tropas de Mesrod o aguardavam. Em poucos dias Mesrod havia alcan�ado o acampamento novamente, mesmo � dist�ncia, ele percebeu algo de errado, ap�s uma pequena an�lise constatou um descrescimo na quantidade de pessoas no acampamento, logo fez uma decis�o, ordenou a divis�o das tropas em tr�s divis�es, uma deveria dar a volta em um monte � esquerda deles, o outro, deveria seguir o rio que descia pela direita deles, eles deveriam se encontrar no acampamento em um dia. Mesrod ordenou aos homens que ficaram, todos de infantaria, a descansar. Um reuni�o entre os oficiais e Mesrod foi feita, e a organiza��o da a��o foi combinada. No dia seguinte, Mesrod partiu em dire��o ao acampamento, dividindo suas tropas em quatro, avan�ando com todas elas de uma s� vez. Como Mesrod esperava, a alguns kilometros do acampamento goblins saltaram pelos flancos, duas das divis�es separaram-se do resto do esquadr�o enquanto as outras se alinhavam em outra forma��o, agora correndo em dire��o ao acampamento. Ap�s alguns metros percorridos, Mesrod tomou a dianteira, se afastando do todo, que foi interronpido por mais goblins sa�dos das montanhas, um dos oficiais liderou a divis�o, fazendo com que essa tivesse a organiza��o que lhes daria a vit�ria, atrav�s de mudan�as de forma��o, provoca��es e o sacrif�cio de alguns homens, eles mantinham os goblins sob controle. Mesrod parou a menos de 500 metros do acampamento e p�s-se em posi��o de batalha, logo viu-se cercado por cerca de 30 goblin�ides, que o atacaram com todo o fervor. Com um r�pido movimento, Mesrod sacou seu sabre, partindo um dos oponentes ao meio, enquanto os outros o atacavam quase que simultaneamente, com um salto ele desviou-se de um dos ataques, defendendo outro no momento em chegava ao ch�o, e se livrando dos demais ataques com um rolamento r�pido, que foi seguido de tr�s ataques violentos, que levaram mais tr�s inimigos ao ch�o. Um dos goblin�ides, um grande hobgoblin portando um martelo grande porte, atacou Mesrod em uma velocidade incr�vel, mesmo para uma arma leve, Mesrod sentiu a for�a do inimigo quando parou o martelo, aparando pelo cabo com o bra�o. Ao mesmo tempo um goblin saltava por tr�s dele, um brilho azulado correu o bra�o dele seguido por um raio que incinerou dois mais dos goblin�ides. Mesrod, com um giro, atacou o l�der, este p�s o martelo em sua defesa, aparando o ataque. Mesrod rapidamente saltou para longe dele, fazendo dois ataques durante um rolamento para desviar-se dos ataques, matando mais dois oponentes. O hobgoblin correu em f�ria na dire��o do humano, com seu poderoso martelo sobre a cabe�a, enquanto este se livrava de mais goblins. O hobgoblin, que media cerca de dois metros e meio, tinha o porte de um minotauro, e usava v�rias prote��es de couro e carapa�as de animais locais, dando-lhe uma boa prote��o, enquanto corria, ele pisoteava os goblins menores. Outros hobgoblins menores atacavam Mesrod, mas seu sabre os retalhava em quest�o de segundos, depois de alguns minutos, apenas os dois, Mesrod e o hobgoblin, restavam. Mesrod, com o corpo coberto de sangue, preparou-se para o ataque que sabia estar para vir, seus cabelos estavam soltos, embara�ados e ressecados pelo sangue e peda�os de carne que chagaram a atingi-lo, seu rosto irreconhec�vel, pois a �nica parte livre de sangue deste eram os olhos, que n�o tinham brilho nem vida, apenas a frieza estampada neles, o oponente p�s-se em posi��o, com o martelo fimemente seguro com as duas m�os. Mesrod retirou a bainha do que retava de seu cinto, pondo-a tangente ao antebra�o, um pouco abaixado, fazendo seu oponente parecer ainda maior. Como um raio as duas criaturas partiram na dire��o uma da outra, o hobgoblin fez um r�pido ataque com seu martelo, evitado com um desvio para a direita do humano que rapidamente desferiu um ataque contra o abdom�n do inimigo, danificando sua armadura. O monstro rapidamente fez um golpe horizontal, desviado por um golpe vertical do sabre, que voltou logo em seguida com um golpe em dire��o � axila do goblin�ide, que se esquivou com um salto. Logo que o golpe do monstro atingiu o ch�o, Mesrod fez um golpe vertical que inutilizou grande parte da armadura do inimigo, este fez um ataque horizontal r�pido demais para que Mesrod se esquivasse, o golpe atingiu o bra�o direito de Mesrod e o arremessou � tr�s metros do inimigo. Com um salto Mesrod levantou-se e diparou contra o inimigo, com um movimento incrivelmente r�pido Mesrod atingiu o rosto do inimigo, este atacou �s cegas acertando o solo, aproveitando a oportunidade o humano fez dois ataques no inimigo, fazendo com que recuasse com um grito de dor, por�m, o goblin�ide revidou com um ataque semelhante a uma estocada, no entanto, devido ao tipo de arma utilizada pelo goblin�ide, ao inv�s de perfurar, o golpe estra�alhou o peitoral da armadura de Mesrod e o fez recuar alguns metros, um pouco desorientado, mas rapidamente se recuperando. Mesrod se situou e rapimente saltou para tr�s, desviando-se por pouco da rota de um golpe fatal, que ao atingir o solo explodiu o torax de um dos goblins mortos no ch�o. Com um grito, o general atacou o monstro com um golpe feito durante um salto, que o posicionou atr�s do oponente. O hobgoblin urrou de dor, seu rosto desproporcional, perecia se tornar mais feio ainda, seus musculos se contrairam, parecendo explodir de seu corpo, seus olhos se estreitaram, anuciando o ataque por vir, Mesrod se preparou, uma aura azul-celeste correu seu corpo por cerca de dez segundos, ele levou seu sabre � bainha, e tomou posi��o de ataque. A coisa disparou na dire��o de Mesrod, que permaneceu est�tico, sendo atingido em cheio pelo golpe duplamente potente do inimigo, golpe t�o potente que o arremessou a uma distancia de cerca de oito metros, toda a parte superior da armadura de Mesrod se espatifou com a for�a do ataque assim como tr�s de suas costelas e ambos os bra�os. Ao ser arremessado, Mesrod controlou seu centro de gravidade, ficando perpendicular ao pared�o da montanha, usando este como apoio para o ataque que ele havia preparado. Um raio caiu do c�u, atingindo Mesrod, este ficou cercado de eletricidade, as pedras ao redor dele come�aram a tremer, a energia tomou a forma de duas asas angelicais, Mesrod saltou do pared�o, quando ele estava a dois metros do monstro as asas tomaram a forma de um raio e penetraram na bainha do sabre. Mesrod liberou toda a energia em apenas um golpe de seu sabre, que lan�ou uma rajada de energia azul no oponente, causando uma explos�o azul celeste que causava admira��o e medo, ao fim desta, uma n�voa tomou conta da cena por alguns segundos, que dissipou-se revelando Mesrod, apoiando-se na espada, e o hobgoblin, completamente desfigurado, com todo seu corpo incinerado, enquanto um sangue negro e f�tido, sa�a de seu corpo queimado. Mesrod deu dois dois passos em dire��o ao acampamento e desmaiou devido aos ferimentos que havia sofrido. ********** Sylvia estava irritada, naquele dia fazia muito calor, e a viagem dela estava atrasada dois dias gra�as aos minotauroa, que n�o deixaram que sua caravana atravessasse o canyon, o cominho alternativo era bem mais perigoso, j� que este n�o era povoado. Ela havia dedicado um pouco de seu tempo a pensar, a id�ia do l�der do conselho de contratar alguns assassinos pol�ticos para matar Mesrod, era est�pida, levando em considera��o que Mesrod era dos generais mais fortes do Imp�rio do Leste, logo ela fez a nobreza acreditar que Finan era um traidor a servi�o do imp�rio central, ela contratou alguns "especialistas", que criaram alguns documentos que ela usou como prova. Ela levou o imperador e o conselho a crer que ele havia amea�ado matar os filhos deles se ela tentasse revelar seu segredo, porem foi surpreendido por Mesrod, que livrou os filhos deles dos assassinos contratados por ele, Finan, derrotado, havia levado ela no lugar das crian�as, por�m, como ela era educada nas artes militares, se livrou dele e comunicou � majestade o ocorrido. Quando questionada sobre o porque de Mesrod n�o ter feito a denuncia ele mesmo, ela disse que talvez ele temesse pela vida dela, j� que eles pouco se viam e ele n� conhecia as capacidades dela, ou talvez Mesrod temesse pelas crian�as, j� que Finan era a segunda pessoa mais poderosa politicamente no reino. Como consequ�ncia, Sylvia conseguiu um destacamento de 8.000 homens, para se unir � Mesrod na busca por nobres desertores e alert�-lo sobre a situa��o, al�m disso, Finan perdeu o cargo e foi decapitado, condenado por trai��o. Sylvia, no entanto, planejava usar estes homens para destruir a for�a comandada por Mesrod, e a ele tamb�m. Infelizmente, levaria no m�nimo 7 meses para que ela alcan�asse Mesrod, j� que sua viagem havia sido atrasada e a rota era habitada por v�rias ra�as de monstros e animais selvagens. Sylvia lia mais uma est�ria de amor enquanto viajava, mais uma entre tantas desde que seu casamento come�ou a dar errado, esses romances falavam de casais felizes, que n�o tinham nenhum problema, apenas uma vida feliz e sem problemas, Sylvia odiava esse tipo de livro, pois ela passara a sentir o gosto da realidade tr�s meses ap�s o casamento, Mesrod, a quem ela via poucas horas por dia ganhou o posto de general, al�m de receber uma Marca como presente de casamento, sendo promovido a marqu�s, desde esse dia, ele sempre estava ou em uma guerra contra um reino vizinho, ou em reuni�es pol�ticas, ou treinando homens para o ex�rcito, o que tornou Sylvia uma pessoa amarga. Por�m, com o nascimento do primeiro dos filhos deles, ela renasceu. Ela tinha uma pessoa para amar, e ter reciprocidade, durante anos ela sentiu a felicidade de novo. Por�m, as crian�as cresceram, e devido ao tratamento que lhes foi dado, tornaram-se crian�as mimadas, estragadas, frescas, e este era exatamente o tipo de pessoa que causava nojo � Sylvia, as crian�as se tornaram espalhafatosas e dependentes, diferente do que ela planejara. E ela se culpava, se torturava, se odiava por isso, ela desejava a pr�pria morte. Os meninos a tratavam como um ser inferior, como uma pessoa fraca, o que muitas vezes a levava a chorar. N�o suportando os dem�nios que ela mesma havia criado, ela se afastou da fam�lia, passsando a morar em uma casa de campo do outro lado do reino, onde ela contratou um ex-genral para ensinar-lhe a lutar, como forma de terapia, e vivia uma vida simples de dona de casa, nessa �poca ela teve casos amorosos com o tal general, o jardineiro, o faxineiro e v�rios outros homens que conheceu, sexo era um direito at� das criaturas mais inferiores, ela tamb�m tinha esse direito e esse desejo. Apesar de tudo, o vazio na vida dela n�o era preenchido, ela n�o via Mesrod � dois anos, e os filhos � v�rios meses. Sylvia cada vez se distanciava do mundo, como forma de escapar passo a estudar magia, aprendeu v�rias com o passar dos anos, desenvolveu t�cnicas pr�prias mas ainda assim era uma pessoa triste, semimorta emocionalmente. Um dia ao chegar em casa, notou que a porta havia sido for�ada, deu a volta e entrou pela cozinha, apanhou uma faca, e sondou a casa, encontrando dois homens tentando levar j�ias e outro bens da casa dela, ela n�o se importava at� que um deles pegou o sabre de Mesrod e sugeriu que eles o levassem. Um dos ladr�es se surpreendeu com o som da faca penetrando a cabe�a de seu comparsa, ao virar-se para verificar o ocorrido, viu Sylvia correndo em dire��o a ele e, antes de poder ter qualquer rea��o, foi atingido por um chute certeiro entre as pernas e caiu de joelhos no ch�o com rosto para o ch�o. Sylvia aplicou-lhe outro chute, desta vez na cabe�a, fazendo com que ele ca�sse se apoiando no criado-mudo, desorientado, Sylvia pulou em cima dele e o espancou at� que todos os dedos de suas m�os quebrassem, e ap�s isso, o chutou por cerca de cinco minutos, quando finalmente cansou de chutar o cad�ver. Sylvia sentou-se na cama de olhos arregalados, seu cora��o a mil, encheu os pulm�es de ar, o liberando ap�s alguns segundos, uma sensa��o semelhante a um orgasmo correu pelo seu corpo, de todas as coisas que ela havia feito em seus 28 anos de vida, matar havia sido a mais satisfat�ria das experi�ncias. Ela levantou-se, e pediu aos servo que lipassem o quarto dela, no dia seguinte voltou para a casa onde seus filhos viviam, as primeiras semanas foram boas, eles a tratavam bem, mas continuavam frescos na vis�o de Sylvia, o mais velho estava com 12 anos e lembrava um velho de 50 anos, chato, rico, e t�o dependente que nem trocar de roupa sozinho consegue. Ap�s isso as coisas voltaram a ser como antigamente, por�m, quando desrespeitada, Sylvia surrava os garotos, que estavam gordos, eram ignorantes, e n�o sabiam nem comer direito; Sylvia for�ou-os a fazer tudo sozinhos a partia dequele momento, eles deveriam treinar quatro horas por dia e estudar at� a noite. No inicio eles eram negligentes e desinteressados, por�m as surras os davam for�a de vontade para crescer como pesoas. Sylvia os provocava: "Se n�o me superarem eu vou espanca-los at� o meu ultimo dia de vida, e voc�s n�o saber reagir a isso. Se n�o crescerem mental e espiritualmente os torturarei com magia, e se n�o tiverem vontade forte eu esmagarei seus egos e os humilharei para resto de suas exist�ncias. Voc�s me torturavam, me faziam sofrer, agora os mostrarei o que � sofrimento." Ap�s um ano, a figura dos Z�mir havia mudado por completo, os garotos eram pessoas cultas e independentes, por�m, eram a ant�poda de Sylvia, eram alegres e energ�ticos, diferente da m�e fria e aparentemente est�tica que tinham. No fim deste ano, Mesrod retornou ao lar para comemorar o fim do ano, por�m ele n�o deu aten��o � Sylvia, foi frio com ela, falou com esta como se eles n�o tivessem nenhuma rela��o, deu mais import�ncia a discutir a ca�ada aos traidores que fugiram para Ergon com os outros generais. Ap�s os convidados se retirarem eles discutiram, se agrediram fisicamente, e ap�s isso se distanciaram. Sylvia lembrava-se do interesse que o lider do conselho imperial, Finan, tinha por ela, e por criar um reino em Ergon, ent�o o contatou, na esperan�a de que ele tivesse um plano, por�m o plano dele era falho, o que a levou a estar naquela estrada, ca�ando o desgra�ado que havia tornado a vida dela um inferno, ele n�o iria escapar, ela mataria ela com as pr�prias m�os e sentiria mil vezes o prazer que sentiu ao matar a primeira vez...
************* Mesrod abriu os olhos lentamente, seu corpo parecia estar dormente, ele havia perdido qualquer no��o do tempo. Ap�s alguns segundos, os sentidos se reativaram, ele sentiu fortes dores no bra�o direito e no torax, ap�s pensar um pouco, concluiu que deveria ter tido algumas costelas e o bra�o quebrados no ultimo combate. Ele levantou-se lentamente, n�o sabia h� quanto tempo estava deitado, ao tentar andar, sentiu o corpo fraco, provavelmente era fome, por�m, Mesrod tinha outras preocupa��es no momento, os goblin�ides poderiam atacar a qualquer momento, e ele era o mais apto a organizar as divis�es de maneira concisa. Ao sair de sua tenda ele viu seu filho mais novo, Vilkar, treinando com uma espada longa, Mesrod riu por alguns segundos, o garoto movia a arma, que era um pouco mais longa que sua altura, de maneira desengon�ada quase ca�a para cada golpe que tentava aplicar. Mesrod deixou a crian�a de lado, abordando um soldado de passagem....




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