Da guerra dos pequenos
Hobbits, muitas pessoas pensam no que falar sobre essas pequenas
criaturas pacatas, e considerada por alguns um estorvo. Concerteza, podemos
falar muito sobre eles,em parte, por n�o acontecer, realmente, que seja
digna de uma hist�ria, e tamb�m, em parte, pelos pr�prios hobbits se
isolarem do mundo e quando acontece algo de estranho, por um talento
natural, talvez, v�o caindo no esquecimento de todos e virar apenas lendas
long�nquas que s�o mencionadas para hobbits crian�as dormirem e apenas
contadas entre os mais velhos dos velhos. Uma das coisas que os hobbits n�o
esquecem t�o cedo s�o as fofocas, eles t�m um interesse especial para elas,
s� superado pelo habito de comer, as fofocas correm t�o r�pido que at� mesmo
os pr�prios hobbits ficam intrigados, na verdade, voc� j� soube do que
aconteceu semana passada? Bem, Quino Pernalonga e P�rola Vinhaverde iam se
casar, ate ai tudo bem, mas no dia do casamento j� estava tudo pronto, todos
estavam esperando a noiva (geralmente os hobbits fazem comemora��es em
campos abertos, bosques ou lugares parecidos), e continuaram a esperar pois
P�rola n�o chegou, j� se passava quase uma hora e meia do marcado, e isso
n�o foi tudo,pois, dizem, que Quino ficou t�o furioso com a demora que deu
um murro na cadeira na qual conseguiu arrancar uma grande lasca da mesma e
depois disso saiu bufando feito cachorro doido, descobriram que P�rola tinha
estado de porre, dormindo em casa, pois tinha ido � uma festa na noite
anterior, que foi ningu�m sabe. Registro como o acima � que faziam os
hobbits se ocuparem da maioria do seu tempo, mas n�o s�o de fofocas que os
hobbits vivem muitos tem grande t�cnica na jardinagem, planta��es de fumo
(outra paix�o dos hobbits) e uma pequena minoria o comercio com os "povos de
fora" mas esses nunca se aventuravam a ir muito longe de suas terras.
A regi�o onde viviam ficava entre as colinas- dos- bons- ventos e o
grande mar, apesar de os hobbits raramente irem ate mar, tinham poucos
assuntos � tratar l�, bela era essa regi�o, bosques, cadeias rochosas e
algumas florestas, muitos rios passavam na regi�o mas tinha seu principal
que era o rio Gelado, que vinha das montanhas al�m das colinas. Toda a vida
dos antepassados dos hobbits eles viveram naquela regi�o desde tempos
imemoriais, protegidos pelas colinas que com o passar do tempo foi
isolando-os dos outros povos. Mas agora ser� o tempo em que os hobbits, e
n�o apenas eles, mostrar�o o seu verdadeiro valor, como iremos ver mais
adiante.
Bem, agora teremos que deixar os hobbits, com suas interessant�ssimas
atividades, de lado pois devemos explica��es, n�o apenas sobre eles, e sim
sobre alguns dos povos que est�o pr�ximos deles.
Os homens eram o povo que vivia mais perto dos hobbits os outros est�o
muito distantes. Os homens n�o ligavam muito para os hobbits "criaturas
subordinadas � nos, est�o l� de favor", diziam eles, a �nica rela��o que os
homens tinham com os hobbits era que vez ou outra um hobbit saia de l� e
vinha fazer comercio com eles, mas isso acontecia muito raramente e os
hobbits nunca se aventuravam muito longe de suas terras. "Homens se puder
evita-los evite-os" como os hobbits falam, n�o estavam l� � tanto tempo como
os hobbits mas faziam parecer que eram os donos das terras. Bem era assim
que os hobbits e os homens viviam cada um no seu lugar.
Era uma �poca dif�cil as planta��es n�o tinham sido boas doen�as se
alastravam sobre o mundo muito rapidamente, como se alguma coisa os
impulsionasse, essas coisas mal�ficas, rumores sobre coisas muito estranhas
chegavam aos ouvidos daquelas terras distantes, diziam na maioria das vezes
sobre um grande poder ao sul que se alastrava mais r�pido que o pr�prio
vento. Os homens � que ficavam preocupados pois temiam que esse "poder"
chegasse ate l�, enquanto aos hobbits, a maioria nada sabia e os poucos que
sabiam n�o se importava com esses assuntos de "fora" e achavam que n�o os
atingiriam, sobre esses assuntos n�o cabe a min dizer mais nada pois s�o
mais que um poder qualquer ou coisa que acontecem com o decorrer do tempo.
Agora voltamos para os-bons-ventos, em estava para acontecer uma coisa
estranha a qual n�o se via h� muito tempo, alguns s�culos para ser exato.
Fazia um belo dia de sol, como era de costume naquela regi�o, o sol era
forte, sem quase nenhuma nuvem no c�u, uma brisa soprava do sul, doce como a
�gua para quem chega de uma jornada com sede, as colinas apresentavam-se,
agora, as costas do viajante que contemplava a vila dos bons ventos l�
embaixo, era como a 3 anos atr�s, exatamente igual, com a exce��o de algumas
casas � mais no final da rua, o viajante era um hobbit mas de apar�ncia
estranha pois usava uma capa longa a qual s� deixava seus p�s � mostra e um
capuz que lhe cobria o rosto, dirigiu-se para a taverna, salgueiro an�o,
enquanto caminhava muitos rostos de curiosos e ate mesmo de reprova��o,
concerteza pelas roupas, viravam-se ao passar na rua, chegando no salgueiro
an�o, abriu a porta com um ru�do, o mesmo, nunca mudara, parou em frente �
porta, todos no sal�o pararam de fazer o que estivessem fazendo e viraram
para ver aquele hobbit estranho com uma capa cobrindo-lhe o corpo e um capuz
cobrindo o rosto, ficou parado por alguns momentos, talvez observando. O
silencio j� se tornara pesado e ningu�m ag�entava aquele estranho olhando-os
e ainda, ao que parecia, com um sorriso de desgosto com as caras de susto
dos hobbits... e num gesto totalmente brusco ao qual ningu�m esperava, e que
fizeram os presentes darem sobre saltos, tirou o capuz. -Vejo que as boas
maneiras diminu�ram depois que parti h� 3 anos- era Bono um hobbit que tinha
sa�do em viajem � 3 anos quando completou a maioridade- viajantes eram mais
bem recebidos em meu tempo aqui no salgueiro an�o, quem pensavam que era,
uma assombra��o? Muitos dos hobbits demoraram em perceber que aquilo era
apenas uma brincadeira, ficara at�nitos por um momento e depois um murm�rio
ensurdecedor, gente falando sem parar e todos querendo falar com Bono,
faziam perguntas de v�rios tipos, argumentavam e faziam obje��es sobre o
mundo l� fora, e Bono apenas sorria enquanto era rodeado por v�rios hobbits.
A noticia da chegada de Bono se espalhou feito fogo em palha seca e acabou
sendo um assunto discutido de todos, a chegada de um hobbit que ficara fora
das terras por 3 anos e que agora estava de volta era muito intrigante, as
propor��es foram aumentando tanto que ao final da primeira semana Bono j�
tinha trazido consigo um tesouro que tinha roubado de um drag�o e estava ali
para se esconder. O pai de Bono quando soube de sua chegada fez uma grande
festa chamou todos que conseguiu lembrar da fam�lia, Bono estava realmente
feliz por estar de volta mas quando faziam perguntas sobre suas viagens ele
n�o respondia nada s� dizia "n�o muita coisa que eu tenha visto l� fora
voc�s viram por aqui", o assunto de Bono foi discutido por duas semanas ao
todo. Freq�entemente os hobbits viam Bono nas tavernas "recuperando o tempo
perdido", dizia ele, sempre fazia perguntas sobre como estava as coisas
ultimamente e se sabiam alguma noticia sobe algo de fora - s� perdemos o
contato com os humanos ultimamente, de vez, nos n�o vamos mas por l� nem
eles s�o muito interessados em nos pra saber por que n�o vamos por l�- dizia
Marlo, dono do salgueiro an�o, depois de todo o alvoro�o a vida dos hobbits
voltou ao normal.
A vida dos hobbits continuou normalmente ate que um homem veio a
cavalo e foi ate a casa do mandat�rio, o mandat�rio era um tipo de prefeito
que organizava a regi�o dos hobbits, na verdade o cargo era nomeado de
prefeito mesmo mas os hobbits, mais para tirar uma brincadeira come�aram a
cham�-lo de mandat�rio pois tinha uma "grande autoridade". Naquele mesmo dia
Mentor, o mandat�rio, foi at� o salgueiro an�o para descansar tomando umas
cervejas ao fim do dia e os hobbits come�aram zoar com ele com brincadeiras
do tipo: "anda se encontrando com homens agora, Mentor, n�o gosta mais das
mulheres hobbits prefere aqueles corpos musculosos e grandes dos homens,
n�?", "tramando novos estratagemas com os homens, ta querendo fazer o que
fugir com toda nossa riqueza com aquele homem que veio hoje aqui e morar num
lugar bem distante com ele" e varias outras do tipo, mas apenas Bono
permanecia quieto em seu canto habitual encostado a parede, percebendo isso,
Mentor, ficou constrangido pois ele parecia que estava lendo seus
pensamentos e adivinhado o que aquele homem viera fazer realmente aqui hoje,
e se retirou do salgueiro an�o.
Os dias iam se passando e cada vez mais o movimento de mensageiros
ficava maior homens iam e viam constantemente, para padr�es hobbits, mas
depois das primeiras visitas os hobbits acharam realmente estranho aquele
movimento de homens por suas terras, mas suas suspeitas n�o passavam de, no
m�ximo, uma festa que Mentor poderia estar planejando ou coisas do tipo.
Cada vez mais, os homens entravam na casa do Mandat�rio com cara de poucos
amigos e saiam com uma cara pior.
Apenas depois do quarto dia que Mentor foi se pronunciar em p�blico
fazendo uma convoca��o urgente, que tirou os hobbits dos seus afazeres, o
que n�o gostaram muito. Ap�s todos estarem todos esperando pelo Mandat�rio
na pra�a central, um murm�rio se acentuava cada vez mais entre os hobbits.
Finalmente aparece Mentor parecendo bem preocupado e parecia que n�o tinha
dormido nos �ltimos tr�s dias, falou ent�o:
- bem convoquei voc�s aqui para fazer umm pronunciamento muito importante,
tal � que tive que tirar voc�s de suas atividades. O que vou falar para
voc�s agora � a noticia mais importante que j� ocorreu em todas as terras
dos hobbits, nem nos tempos mais remotos foi de tal import�ncia como agora -
todos se calaram nesse momento pois o tom com que Mentor falou foi de
melancolia e desesperan�a, parou um momento o seu pronunciamento e olhou
para os hobbits presentes - bem, muitos de voc�s j� devem ter percebido
homens por nossas terras recentemente, e mais que eles v�o para minha casa e
apenas saem, depois. Agora todos ir�o saber por que eles andavam por aqui.
Eles, simplesmente est�o tentando nos expulsar das nossas terras
formalmente, por enquanto. - gritos de exclama��o vieram da plat�ia agora,
muitos hobbits falavam descontroladamente agora, falando desaforos rogando
pragas e varias outras coisas do tipo. Foi um bom tempo ate que todos se
acalmassem para que Mentor pudesse continuar o seu pronunciamento - como eu
pensava, nenhum de nos quer sair de nossas que os pais dos pais moraram
aqui. Mas uma quest�o nos preocupa agora o que os homens ir�o fazer quando
souberem disso, e mais importante, o que nos iremos fazer. Sobre a primeira
pergunta eu posso responder: depois que eles virem que as negocia��es n�o
v�o levar a nada ent�o partiram para a guerra - ao mencionar essas palavras
um alvoro�o tomou conta dos hobbits pois eles n�o sabiam nada sobre guerras
e nunca tinham participado de qualquer uma por mais remota que seja - eu sei
que isso � perturbador para todos nos pois seria a ultima coisa que
aconteceria aqui na pacata regi�o dos hobbits. Bem, creio que nenhum de
voc�s ir� deixar a terra dos nossos antepassados e tamb�m que nenhum homem
fique com ela a nossa �nica alternativa � de defender a nossa terra e nos
defender ou para os que quiserem partir em busca de uma nova regi�o que
assim fa�am.
Os hobbits ficaram tentando absorver o que Mentor tinha dito, muitos
deles achavam que era mais uma velha pe�a que pregavam uns nos outros para
provocar sustos mas o que deixava evidente que aquilo tudo era verdade era a
express�o no rosto de Mentor que estava s�ria e inexpressiva como se via
poucas vezes num rosto de hobbit. Um silencio absoluto tomou conta da
plat�ia que olhava atentamente para Mentor parado ali em cima do palanque,
quem quebrou o silencio foi o pr�prio Mentor - como eu esperava, j� mandei
mensageiros para as outras regi�es e as decis�es ser�o tomadas assim que os
hobbits das outras regi�es vierem para c�. Enquanto isso vou tentar adiar as
negocia��es com os homens o m�ximo que puder, eu aconselho que as mulheres e
as crian�as hobbits v�o para regi�es mais distantes, � mais seguro.
O per�odo a seguir foi o mais lastimante para os hobbits pois eles viam
os homens chegarem com as mensagens que provavelmente decidiriam o que
aconteceria com suas vidas. Os hobbits das outras regi�es n�o conseguiam
acreditar no que estava acontecendo como?porque? a verdade � que nem mesmo
Mentor sabia ao certo o que os homens queriam naquela regi�o, assim, de uma
hora pra outra, mas, sendo homens podia-se deduzir que estavam atr�s de
riquezas e mais terras para se desenvolverem. Bem, ao final, os hobbits
conseguiram ganhar mais duas semanas ate o fim das negocia��es
definitivamente, na qual eles trabalharam incansavelmente, na maior parte do
tempo � noite, um conselho foi reunido para organizar as decis�es para ser
tomadas, no qual Bono fazia parte tamb�m, pois, dizia ele: "voc�s v�o
precisar de min pois conhe�o os homens melhor que todos voc�s e aprendi em
minhas viagens algumas coisas interessantes que ser�o �teis concerteza".
Por mais incr�vel que possa parecer os hobbits tinham um exercito. N�o
servia para muita coisa pois a maioria entrava para ele para arrotar
import�ncia e outros para conhecer os melhores pontos da regi�o. Mas o certo
era que eles tinham um exercito e ate mesmo um exercito de hobbits tem armas
(mesmo que sejam mais empoeiradas que tocas de coelhos e a maioria estavam
guardadas em ba�s esquecidos nas casas de guarda). Todos buscaram encontrar
o maior numero de armas e armaduras em toda regi�o dos hobbits, foram
encontradas muita � verdade mas n�o o suficiente, muitos hobbits
improvisaram armas com garfos para fenos, inchadas, fac�es e escudos feitos
de ferro encontrados nas casas, muitos deles usavam prote��es de couro muito
populares pois eram leves e macias. As mulheres e crian�as hobbits partiram
para as regi�es distantes da vila-dos-bons-ventos, pois era l� que os
hobbits iram esperar pelos homens que obrigatoriamente teriam de passar por
ali para ir pra as outras regi�es dos hobbits. Ao final de tudo foram tr�s
semanas de prepara��o devido as duas semanas ganhas pelo Mentor e mais uma
para os preparativos e a viagem dos homens ate a vila-dos-bons-ventos. Tudo
estava preparado s� restavam os homens.
Os homens, estavam pensando que os hobbits ainda n�o entregaram as
terras por que n�o viram o poder que os aguarda com seu grande e poderoso
exercito, todos com belas armaduras e espadas brilhantes prontos para
destruir quem se opusessem no seu caminho, homens tolos (talvez seja sua
natureza subordinar os outros aos seus p�s n�o considerando o seu valor, mas
os homens t�m seu valor, tamb�m, pois s�o valorosos na batalha ate o ultimo
momento, ate a ultima esperan�a; mas todos t�m seus valores, ate mesmo os
pobres hobbits, sendo que em ocasi�es e maneiras diferentes, e ainda,
principalmente, nas ocasi�es mais inesperadas). Os homens ficaram
especialmente furiosos com a ultima carta pois zombava de sua potencia e
desprezava seu poder. Eles partiram com quase todo o exercito, ficando um
ter�o na cidade para protege-la, na verdade os homens n�o eram numerosos,
para sorte dos hobbits que tamb�m n�o eram numerosos, eram apenas algumas
vilas de pessoas governadas por uma fam�lia mais influente ditando suas
regras. Sa�ram das suas casas cerca de 1300 homens para enfrentar os
hobbits. Partiram.
Existia apenas uma estrada que levava para a regi�o dos hobbits, era a
estrada principal de comercio exterior, na qual os hobbits n�o a utilizam
mais. Os homens demoraram cerca de dois dias de viajem para chegar as
colinas dos hobbits. Estavam cercados por grandes paredes de rocha, um dos
poucos lugares onde existia rocha maci�a na regi�o dos hobbits, avan�avam
sem preocupa��es ou vigil�ncia. Ent�o assim que fizeram uma curva na estrada
viram que n�o poderiam mais avan�ar, pois, enormes pedras estavam no
caminho, talvez uma grande avalanche tenha feito aquilo. As paredes se
elevavam � muitos metros do ch�o impossibilitando a escalada, uma discuss�o
se projetava agora em qual caminho deveriam tomar. Os homens avaliavam as
op��es que tinham para ir adiante, voltar era inquestion�vel, eles poderiam
tomar o caminho do norte, mas era um caminho incerto devido as grandes
colinas de rocha na qual ate mesmo os mais experientes viajantes se perdiam,
n�o existiam trilhas e a dire��o era sempre question�vel, nunca se sabia se
estava indo � dire��o que pretendia, poderiam ir pelo sul, l� existia apenas
uma pequena floresta, n�o era muito grande mas ainda assim era uma floresta,
era mais f�cil de se andar ate por que alguns homens sabem se movimentar em
florestas o �nico problema era que a dist�ncia aumentava muito e eles n�o
tinham trazido provis�es para longas viagens. Decidiram ir pela floresta,
pois se n�o fosse isso teriam que voltar por causa de uma avalanche que
interrompeu o seu caminho, o que seria humilhante, o sol se punha no oeste
seus raios dourados davam a sua ultima luz sobre a terra para se esconder na
escurid�o, um p�ssaro piava ao longe. Tiveram que fazer uma grande volta
para chegar � floresta, prosseguiram seu caminho. Mandaram um batedor na
frente para inspecionar o caminho, e isso foi pela manh� e j� era tarde e
ele deveria ter voltado � muito mandaram alguns homens fazerem uma busca
para ach�-lo mas o grupo tamb�m n�o voltou, estava anoitecendo e decidiram
fazer as buscas no dia seguinte. Come�aram as buscas muito cedo no dia
seguinte um grupo saiu na busca, os soldados ficaram em seus lugares, algum
tempo depois eles escutaram gritos vindo da floresta em seguida sil�ncio. Os
homens ficaram assustados n�o sabiam o que tinha acontecido, apenas sabiam
que deveriam sair logo daquela floresta, sa�ram o mais r�pido poss�vel de
onde estavam e continuaram a atravessar a floresta. N�o tinham avan�ado
muito quando, do lado esquerdo do exercito escutou-se gritos e um grande
barulho, todos olharam e viram que v�rios homens tinham ca�do em enorme
buraco de 18 metros de raio e uns 20 de profundidade, isso n�o era o pior
pois no final do buraco existiam estacas e mais de 30 homens estavam mortos
l� embaixo. A vis�o era aterrorizante muitos homens estavam jogando pragas
nos hobbits pois, diziam eles, era obra deles o que estava acontecendo. Ap�s
o susto partiram novamente e mais vezes os homens ca�ram em armadilhas e
isso atrasou mais ainda a atravessia da floresta. Depois de muito tempo os
homens estavam andando todos juntos e cada um com uma vara na m�o, pareciam
cegos em meio a um tumulto, concerteza era uma vis�o c�mica mas n�o para os
homens que estavam assustados e desconfiavam que atr�s de cada �rvore
existia um hobbit os observando, tudo o que faziam. Os homens demoraram mais
que o dobro do tempo para atravessar aquela floresta com as armadlhas dos
hobbits. A cada dia as provis�es dimuiam mesmo tentando economizar. Apos
dias interminaveis, para os homens, finalmente chegaram ao final da
floresta. o sol se pondo no horizonte e alguns p�ssaros piando ao longe. O
dia que se passou foi o pior de todos, pois, as provis�es ja tinham acabado
e todos estavam nervosos por saber que naquele dia, daqui � algumas horas
estariam antingindo o objetivo daquela viajem, a vila dos hobbits.
Depois de algumas horas, como se havia previsto, chegaram a vila dos
hobbits, estava no final da colina no qual os homens estavam olhando. Os
homens ja tinham entrado na vila, nada acontecia tudo simplesmente quieto,
nada se ouvia ou se movia. Metade do exercito tinha passado pela entrada da
vila quando explos�es das duas primeiras casas da vila, cada uma de um lado
da rua, fazendo assim um "efeito domino" que explodiu as outras casas. O
mais impressionante � que as casas que explodiram foram perfitamente postas
para que apenas elas explodissem e destrissem o maximo numero de pessoas sem
destruir mais que o necess�rio. O homens ficaram totalmente sem saber o que
fazer com o ataque surpresa e alem de terem ficado com o exercito dividido
pela metade. N�o deu tempo dos homens se recuperarem pois ao mesmo instante
come�ou uma saraivada de flechas em chamas. As flechas estavam envolvidas em
algum tipo de susbustancia que ao tocar em alguma coisa o fogo se expalhava
tocando fogo em tudo ao seu redor. Era uma vis�o horrivel, os homens
desesperados n�o sabendo o que fazer, flechas vindo de todos os lugares,
homens indo e vindo, a maioria em chamas. todos estavam sem saber o que
fazer, mas os hobbits ainda n�o tinham acabado existia ainda uma ultima
coisa. Enquanto os homens se preocupavam em se proteger das flechas em
chamas os hobbits faziam os ultimos preparativos para "o carro de toras".
Simplificando era uma carruagem com quatro rodas e com muitas pontas ao
redor lambido pelo liquedo flamejante, e o mais importante, estava cheio de
bombas que explodiriam ao chegar la embaixo. Os homens tinham conseguido
finalmente um pouco de controle na situa��o quando o "carro de toras"
inrrompeu no meio deles, ferindo muitos homens, mas ao passar pelos homens
ele foi lambido pelas chamas e come�ou a pegar fogo. Foi mais r�pido que os
hobbits planejavam, a explos�o do "carro de toras", foi enorme, muitos
homens morreram o estragado foi muito maior que os hobbits esperavam, os
homens, perderam toda a organiza��o que tinham conseguido em alguns
segundos, todos estavam completamente desorientados.
Em meio a todo esse tumulto os hobbits atacaram, os homens nada puderam
fazer para conter aquele ataque pois foi feito em um momento em que todos
homens estavam preocupados em sobreviver e n�o guerrear.
Aos poucos os homens foram tomando suas posi��es na batalha e se
reorganizando, depois do susto inicial. Os hobbits tiveram vantagem
inicialmente, enquanto os homens estavam aturdidos mas depois que
conseguiram se reorganizar, o que levou algum tempo e muito trabalho, eles
finalmente estavam conseguindo alguma vantagem para os hobbits.
Algumas horas tinham se passado desde o inicio da batalha e os hobbits
ja n�o tinham a vantagem do ataque surpresa. Os hobbits estavam tendo muitas
perdas em meio a luta, agora, estavam praticamente com o mesmo numero nos
exercitos. Os homens tinham conhecimento, armas e for�a superiores aos
hobbits, em rela��o as guerras.
Os hobbits n�o tinham a energia do come�o e seu numero estava caindo
drasticamente e suas esperan�as estavam se acabando na mesma velocidade do
numero em seus exercitos.
Quando os hobbits estavam para desistir apareceu uma pessoa, ao que
parecia. com um movimento muito rapido salvou o mandatario, o homem vou pelo
ar atingindo em outros mais atras. Essa pessoa, ao que parecia, ficou entre
os dois exercitos. Uma figura postada ereta com sua capa azul, como o
proprio c�u, cobrindo-lhe o corpo, com seu cabelo totalmente branco, mais
grosso que o normal, n�o pela velhice e sim por ser natural, seus olhos
azuis mais claros que sua propria capa estava postado enfrentando um
exercito inteiro.
Uma pequena luz emanava daquele sujeito seu rosto estava grave, sem
nenhum tipo de ruga, ent�o disse: Por que pertubam essas pequenas pessoas
nunca lhe fizeram mal algum. A reivindica��o que fazem � uma mentira, que
todos sabem. O que querem aqui n�o me importa mas poder�o conseguir em outro
lugar.
Todos estavam totalmente perplexo no que estava acontecendo, como sabia
tanto? o que estava fazendo ali?
Nuvens no horizonte se aproximavam anunciando aa chegada de uma tempestade. Raios cruzavam os c�us, enquanto o tempo se fechava, e cada vez mais perto estava a tempestade. A situa��o dos hobbits era resumida da mesma maneira da tempestade descrita. Mas como que um raio de sol em meio a escurid�o da tempestade, apareceu um homem, n�o um elfo, n�o.... ningu�m saberia dizer a que ra�a pertencia aquele sujeito, exceto uma pessoa. Uma capa azul cobria-lhe todo o corpo deixando apenas seu rosto exposto, e com o aproximar da tempestade cada vez mais tinha-se a imprecao de uma luz emanando de seu corpo, seu nome.... era Ilhiram mas ningu�m sabia, exceto uma pessoa. Sua figura prostada entre os ex�rcitos, e com a tempestade a se aproximar com raios a relampejar ao longe, davam-lhe um aspecto sinistro.
- ent�o por que voc�s n�o v�o embora e ddeixam essas pequenas criaturas em paz?
- N�o vamos partir, e n�o eh um simples homem, ou o que quer que seja vai nos impedir. Se n�o vai nos ajudar ent�o n�o atrapalhe.
- N�o vou sair daqui, a menos que eu queeira.
- Entao tamb�m ter� o mesmo destino desttes pequenos ordin�rios, ladr�es.
- Veremos. Tentem passar por aqui.
- eu avisei....
Alguns homens ficaram pasmos com a coragem daquele ser contra tal numero de homens. Mas foi algo passageiro, e logo o primeiro avan�ou seguido por mais alguns. Eles estavam indo na dire��o dos hobbits, nenhum movimento de Ilhiram, emparelharam com ele. Num movimento t�o r�pido, na qual os mais perspicases viram um cintilar de algo branco sobre sua capa, os homens que estavam correndo na dire��o dos hobbits estavam voltando na dire��o oposta, so que com um pequeno detalhe... eles voltaram voando. Ilhiram deu primeiro o golpe no que vinha na frente jogando-o contra os que viam seguindo-o, tamanha foi a forca que todos voltaram voando contra o exercito de homens que alguns bateram em homens do exercito e derrubaram-los, os que tinham corrido estavam todos mortos.
Todos ficaram pasmos com tamanha forca e agilidade daquele guerreiro, pararam por um momento. Ilhiram finalmente mostrara o que tinha por baixo da capa: uma armadura totalmente branca, como seus cabelos, com um detalhe era da armadura que vinha o brilho no qual emanava dele. A armadura era majestosa, com detalhes que todos que estavam la, todos, n�o saberiam dizer o que significavam, se eram letras ou simbolos ou outra coisa, a armadura era colada em seu corpo parecendo parte do seu pr�prio corpo, na qual dava-lhe flexibilidade normal de uma pessoa sem armadura.
Finalmente depois de todo o tempo, virou-se para os hobbits percorreu o olhar por eles e parou meio que espantado numa cena, da qual alguns hobbits levavam um corpo para fora do campo de batalha, durante essa tr�gua, atravessou a passos largos a distancia que ficava entre ele e o pequeno corpo. Chegando perto reconheceu o pequeno ca�do, era Bono, trazia um sorriso no rosto.
- cheguei tarde pequeno amigo, sinto muiito
- compensarei meu atraso.
Ent�o virou-se para os ex�rcitos -n�o tenham mais medo hobbits pois a ajuda que tanto esperavam esta aqui. Nada mais h�o de temer, nada mais- ent�o avan�ou contra os ex�rcitos dos homens, que recuou Ilhiram jogou sua capa para traz, deixando transparecer sua armadura totalmente, com isso muitos notaram, pela primeira vez, que ele trazia consigo duas espadas, com laminas t�o finas que mal podiam pensar dar um golpe com um pouco mais de forca pois elas quebrariam, outra coisa se destacava nas espadas, a forma com que elas estavam guardadas, estavam com o punho invertido, voltado para o ch�o, na qual ele puxou e deixou transparecer uma luz mais forte que a sua armadura expelia, todos olharam temerosos, mas os hobbits se encheram de esperan�as e alegrias por ter um guerreiro daqueles no seu grupo, e os homens, coitados deles. A batalha come�ou. Nenhum dos homens conseguiam conter Ilhiram, tanto era �gil como forte, nenhum golpe os homens conseguiram atingir-lhe. A tempestade chegou e desmoronou sua f�ria sobre todos, seus pingos pareciam navalhas, a sua chegada o prenuncio da morte que estava preste a cair sobre todos.
A batalha durou o resto do dia e j� ia se estendendo atravez da noite. Os �ltimos raios de sol estavam prestes a se derramar sobre as terras de ederu. Apesar da batalha n�o ter grande import�ncia, pelo menos para o mundo, n�o foi, portanto, menos violenta ou feitos pequenos foram realizados, o que n�o foi verdade. Como qualquer outra batalha teve muitas mortes, e feitos n�o menores que muitos outros foram realizados, no mundo, naquele dia, grandes perdas ocorreram em ambos os lados. A batalha decorria, o primeiro susto dos homens em rela��o a Ilhiram foi superado, mas ainda assim n�o conseguiram, sequer, fazer um arranh�o. A grande maioria dos homens concentravam-se na luta com Ilhiram, que esse dava muito bem "conta do recado". No come�o da batalha ele estava rodeado com cerca de 100 ou mais homens, com o decorrer da batalha esse numero aos poucos foi diminuindo, sem que nenhum cancasso aparente pertubasse o guerreiro branco, mas quem fosse muito perspicaz poderia notar que ele estava cansando-se.
Com uma esquiva r�pida Ilhiram saltou para traz e deixou os seus oponentes em boa distancia, tomou f�lego, e viu que a maioria dos homens j� estavam vencidos e que o maior grupo era o que lhe atacava. Abriu-se um lento sorriso na face de Ilhiram. Todos estavam parados para retomar o f�lego, ate mesmo Ilhiram, ao menos parecia. Ent�o suas espadas refulgiram mais fortes ainda, parecendo que as espadas gostavam do que estava preste a acontecer. As espadas agora pareciam ser feitas somente por um tipo de luz que n�o castiga para os olhos de quem v�, ent�o Ilhiram fez um movimento com as espadas e por final enraizou-as no ch�o como que fazendo um x no ar. Elnir e Eltanir, as espadas, ficavam respectivamente nas m�os, direita esquerda, depois do movimento foram trocadas de lugar e fixadas no ch�o, ainda sendo seguradas por Ilhiram. Ent�o, finalmente, Ilhiram, o guerreiro branco, olhou para os homens, seus olhos pareciam ser feitos da mesma luz que suas espadas, ent�o em palavras que todos conseguiram ouvir falou - Rock mega X smash Del fuego (pronuncia: ingl�s/espanhol). Quando pronunciou essas palavras com uma forca anormal, rachou o chao ao seu redor, e empurrou suas espadas atravez dele, sem tirar as espadas enraizadas no ch�o, assim que retirou as espadas do ch�o elevo-as ate acima de sua cabe�a, e quando fez isso luzes brancas sa�ram das laminas de suas espadas, em forma de cortes no ar.
O golpe foi surpreendente pois grande parte das pedras que racharam quando Ilhiram enraizou as espadas voaram em dire��o dos homens, e as luzes que sa�ram em forma de lamina atingiu grande parte dos homens, e ainda, numa finaliza��o mais surpreendente ainda quando as "laminas" tocaram nos homens houve uma explos�o, provavelmente uma complementa��o de todo o golpe, reduzindo assim os poucos homens a quase nenhum homem.
Raios de sol ultrapasavam as nuvens da tempestade, criando um cen�rio muito mais efetivo para o golpe de Ilhiram, pois paras os hobbits aquele guerreiro se assemelhava com um Deus, contra todos aqueles homens sem que nenhum o ferisse e ainda a tempestade parando para a majestade do golpe de Ilhiram pudesse ser feito sem nenhum tipo de interrup��o. As espadas, ainda em sua m�o, brilhavam como que guardando a lembran�a daquilo. Os poucos homens que ainda restavam estavam fugindo diante aquela amea�a, a maioria corria para qualquer lado sem saber em que dire��o ir. Dos homens que sobraram, o que foi muito pouco mesmo, fugiram, e a maioria acabou por perecer nas regi�es ermas da regi�o dos hobbits, nenhum dos homens que sa�ram de suas casas em regi�es distantes, jamais voltou.
Sem nenhum tipo de indiferen�a pelo alvoro�o que os homens ainda continuavam fazendo deu meia volta do lugar onde estava foi em dire��o do corpo de Bono. Pegou-o e saiu caminhando com ele nos bra�os, com os hobbits em seu encal�o apesar do cansa�o de todos. Ilhiram dirijiu-se para a colina a noroeste da vila-dos-hobbits, a colina mais alta por sinal, e la fez uma pequena cava para o corpo de Bono, que ainda conservava o sorriso no rosto. Logo ap�s o corpo de Bono ser totalmente coberto, Ilhiram, pegou Eltanir e encravou no solo exatamente no lugar onde o corpo de Bono foi enterrado - aqui deixo para as gera��es que vir�o a lembran�a do que aconteceu no passado, e tamb�m a sua pr�pria salva��o pois uma escurid�o maior do que qualquer um de voc�s imaginam se abatera sobre os seus descendentes. Aqui deixarei Eltanir para sua pr�pria salva��o e apenas isso, de maneira alguma, Eltanir, poder� ser retirada ou ate mesmo tocada ate que a pr�pria escurid�o esteja t�o forte que suas pr�prias almas tenham desistido da vit�ria e esperan�a. Caso Eltanir for retirada antes disso a sua pequena ra�a n�o conseguira perdurar ate que a pr�pria escurid�o apare�a - assim que acabou de falar o ultimo raio de sol, como que n�o quisesse ir embora e deixar que a escurid�o da noite viesse tocou em Eltanir que fulmegou com aquele raio com uma luz totalmente escarlate que depois foi passando para uma luz branca, como a luz no reflexo em lago calmo, por fim acabou mas a lamina ainda tinha uma colora��o escarlate, pulsante - isso � o sinal que os deuses escutaram-me e que a profecia tem de ser comprida, eles ser�o meus guardas e estar�o atentos para suas terras, tamb�m... boa sorte para voc�s ainda ter�o muito trabalho. - ent�o virou-se e foi andando em dire��o ao norte, nunca mais nenhum dos hoobbits chegariam a v�-lo novamente.
Por algum tempo, ainda, a lamina de Eltanir fulmegou em seu escarlate deslumbrante, mas depois de algum tempo apagou-se e os hobbits, aos poucos, foram esquecendo da historia que ali continha, que se n�o fosse por ela todos eles provavelmente n�o estariam ali. Esqueceram que se n�o fosse por Bono Pastos n�o teriam nem resistido na guerra, pois foi ele que organizou os planos e o que todos deveriam fazer durante a guerra, se n�o fosse por ele os hobbits n�o teriam resistido ate a chegada de Ilhiram, o guerreiro branco como ficou conhecido, mas como tudo que passa vai esquecendo, e n�o se da mais import�ncia a feitos passados, mas muitos se esquecem que � no passado que fazemos nossas historias e que temos que viver no presente deixando que o futuro aconte�a.