Rastros de sombra



RASTROS DE SOMBRA
" Durante anos o vasto mundo de Eder� enfrentou um per�odo onde as trevas reinaram sobre muitos povos.Incont�veis vidas foram perdidas,in�meras cidades dizimadas.N�o se calcula as terr�veis conseq��ncias desse per�odo maligno,per�odo esse que ocorreu devido a incont�veis sucessos que os filhos de Kard obtiveram,seja na batalha ou no campo pol�tico.Abaixo consta um dos infinitos exemplos desse grande trunfo que as trevas obtiveram sobre os homens,que devido a fraqueza e for�a que contem serviram de perfeitos bonecos para o maldito reino de Kard"
A bela e ca�tica cidade de Midim.Localizada ao norte de Kenar,sempre foi um ponto de extrema import�ncia tanto para o comercio quanto para uma poss�vel guerra mais ao sul ou oeste devido a servir de elo entre o leste e o oeste de Kenar, no continente de Ergon.E nela,,nesse exato momento, um homem em uma carruagem dirige-se � uma reuni�o.N�o um simples homem,j� que este � o t�o conhecido Gar Galins,patriarca da fam�lia Galins,esta que detinha o controle pol�tico,comercial e militar da cidade a d�cadas,talvez s�culos.N�o em uma simples carruagem,mas em uma Epoks dem ni luir,trazida do distante e poderoso reino de Lormerii,que com seus 2 andares e com seus 6 metros quadrados,era levado por 6 fortes e belos cavalos em uma velocidade admir�vel para um meio de transporte de tal tamanho.N�o para uma simples reuni�o,onde nesta seria decidida a posi��o da fam�lia Galins em frente a diversos problemas que Midin estava passando,como aumento de ladr�es e assassinatos,uma diminui��o do fluxo comercial e protestos cada vez mais ousados vindo do grupo de Lanb,organiza��o que servia de elo entre a massa humana local e a fam�lia Galins.E assim ia Gar um robusto homem branco de estatura bem normal para os padr�es humanos,que com seu bem feito cavanhaque e belos olhos castanhos claros levantava alguns suspiros de belas mulheres,e as vezes de homens tamb�m,discutindo com Livis,sua bela e amada mulher,que com seus belos curtos cabelos loiros e olhos verdes cativava muitos,mesmo tendo uma idade meio avan�ada para os padr�es humanos, assim como seu marido. ---Aquele vagabundo!!!Somente porque � chefe do conselho das constru��es civis daqui,ele pensa que � algu�m suficiente para na v�spera da mais importante reuni�o da fam�lia depois de muito tempo,ir para uma festa e n�o chegar ainda.Se ele faltar essa reuni�o,tenho ate pena de sua pobre alma. ---Acalme-se querido.Aposto como ele j� deve ter chegado em casa e nesse momento esta se preparando para a reuni�o. Mesmo ele sendo meio desleixado,nunca foi incompetente.E voc� n�o deve se preocupar com tais problemas,ira gastar suas energias antes da hora.Nosso filho j� � um homem,j� sabe se cuidar. ---Tem raz�o.Estou me preocupando a toa.Somente desejo o melhor para nossos filhos.Nossa fam�lia,desde gera��es atr�s foi respons�vel por essa cidade.N�o quero que por simples modismos eles sejam prejudicados,e venham a ter o mesmo caminho de meu irm�o. Com isto ele voltou a tomar seu ch� matinal,mais despreocupado devido as palavras aconchegantes de sua mulher.E enquanto isto Livis olhava para o c�u,como se estivesse perdida e suspirou: ---Espero estar certa.Que esse aperto seja apenas bobagem de m�e... Ap�s alguns minutos,quando ambos terminaram seu desjejum,do segundo andar descem seus outros dois filhos.Brads, um jovem de 25 anos,olhos verdes escuros e cabelos castanhos caindo os ombros e estatura alta para um homem de Midim e Lial� uma bela jovem que com seus 23 anos,longos cabelos castanhos como o pai,belos olhos verdes como a m�e e com um desej�vel corpo poderia levar muitos homens a cometerem a��es impensadas. ---Oi pai-disse Lial�-.Acabamos nosso relat�rio sobre as principais mudan�as na esfera comercial do panorama externo de de Midim.Espero que isto ajude na reuni�o que vem a seguir. ---Sim pai.Passamos dia pesquisando e analisando,para que as quest�es econ�micas sejam discutidas com mais clareza. Sabemos das dificuldades que passa ultimamente com o Grupo dos Lanb. ---Hoo meus filhos!Estou muito grato.Poderia ate cantar ,se soubesse.N�o acha lindo meu amor? Livis.Livis,estou falando contigo. ---H�?Perd�o,mas acho importante o que eles fizeram.Est�o de parab�ns.Fa�am logo o desjejum antes que cheguemos. E assim voltou a olhar perdidamente aquele belo e claro vasto azul c�u,com brancas e maravilhosas nuvens,como se chorasse por dentro, sem motivo claro,talvez esperando uma poss�vel trag�dia que estava por vir... Ent�o a carruagem de Gar seguiu viagem pela �rea nobre da cidade.Casas perfeitamente organizadas com seus belos e bem robustos jardins,auxiliada pela arquitetura modernamente medieval das mesmas transformavam o rico bairro em um ambiente onde horas poderiam ser perdidas apenas apreciando toda aquela beleza.E foi neste cen�rio que a carruagem de Gar chega a mans�o de encontro da fam�lia Galins.Uma bela e enorme mans�o com 3 andares,dezenas de belas varandas e centenas de pesas de decora��o valiosas.Assim desceram Gar,Livis,Lial� e brads,todos ansiosos para a reuni�o. Foram levados para uma enorme sala no terceiro andar.Tinha formato retangular e na parede v�rios retratos de antigos membros da fam�lia e de belos cen�rios.Ao lado dos quadros, grandes e ornamentadas janelas deixavam o sol matinal entrar para iluminar de maneira admir�vel a sala.E foi nesse belo clima que pouco a pouco os mais importantes membros da fam�lia Galins foram chegando,e ap�s alguns minutos da chegada do patriarca todos os membros convocados haviam chegado,exceto 3.Kar,o filho de Gar,seu irm�o mais novo Lar�,e o filho deste Hans.Fora Kar nenhum imprevisto, uma vez que Lar� faltaria pois era general das tropas auxiliares da mil�cia,e tinha que resolver alguns problemas.Quanto ao seu filho era esperada sua aus�ncia,uma vez que ele iria ajudar o pai. Ent�o a t�o esperada reuni�o tem inicio.Cerca de 20 membros da fam�lia Galins discutem dos mais variados temas que ultimamente tem trazido temores a cidade de Midin.N�o cabe a min transmitir em mi�dos as falas discutidas em tal sal�o. Porem basicamente comentaram sobre as tens�es de varias guerras que ocorriam em Ergon e como isso atrapalhava a econo- mia local e como deveria Midin posicionar-se frente a tais conflitos,sendo uma vez importante ponto de elo entre partes de Ergon.O que mais nos interessa e a parte final da reuni�o.O que seria feito do grupo dos lanb,uma vez que seus protestos contra o autoritarismo da fam�lia Galins tornavam-se cada vez mais ousados. ---Devemos acabar com eles!!!-Falou exaltadamente Murr.,um antigo membro da fam�lia,tio de Gar. ---Acalme-se tio Murr ! Sei que ultimamente eles nos tem trazido problemas com seus protestos.Mas devemos ter paci�ncia. Tenho minha mulher como elo entre eles e nossa fam�lia,e um grande amigo meu tem muita influencia l� dentro. ---Isso tio Mar.---Replicou Livis com seu jeito calmo de sempre.Devemos ter paci�ncia com eles,pois somente desejam que sua vida seja digna,com sa�de e seguran�a.Com os problemas comerciais e as amea�as de guerra que atravessamos nos ulti- mos tempos,fica dif�cil para termos controle sobre o capital da cidade,e isso tudo cai em cima deles.Veja uma das ultimas reclama��es deles.Querem que construamos uma outra ponte,que passe pelo rio e pela floresta para que o aceso ao hospital torne-se mais pratico.Precisam muito disso pois uma onda de doen�as os est� atacando.Eles querem destruir a cidade ou apenas trazer baderna?Querem tiram nosso sossego ou apenas aparecerem?N�o tio Marr,apenas desejam uma vida melhor. ---Entendo seu lado ador�vel Livis.Reconhe�o que me exaltei um pouco,ent�o darei meu ponto de vista mais claramente,e mostrarei porque devemos acabar com o grupo dos lanb.---Ent�o o anci�o Marr levantou-se de sua cadeira e come�ou a caminhar em volta da bela mesa em forma de meia lua onde estavam sentados as convidados,e com uma voz serena e grave falou: ---Bem,todos sabemos a fun��o do grupo dos lanb.Servir de elo entre o povo e o governo dessa cidade,no caso nossa fam�- lia,que a incont�veis gera��es coordena com grandeza nossa bela e cobi�ada cidade.Ultimamente,como nossa grande amiga falou,passamos por situa��es de crise,devido ao caos de in�meras guerras passadas pelos povos vizinhos a nossa cidade. Poucos sabem o sacrif�cio que temos passado devido a tais problemas.Cada vez mais refugiados de outros reinos vem para c� aumentando a popula��o e trazendo graves conseq��ncias sociais.Cada vez mais nossas rela��es comerciais vem se enfra- quecendo,e temos que fazer m�gica para que o povo sinta o menor poss�vel impacto disso tudo.Sem falar nas amea�as que estamos passando de sermos invadidos,pois Midin � privilegiada geograficamente.Mais o povo se importa com isso? N�O!Eles se importam se o mundo esta sendo destru�do,ou se dentro de pouco tempo o mudo vai explodir?N�O!Eles, como Livis falou ,somente querem uma vida digna.A vida deles.Somente se importam com isso.N�o vem que eles ser�o a ru�na dessa cidade que � tempos a protegemos?---Ele parou um pouco,tomou lentamente um copo d'agua e voltou a falar. ---Nossos problemas s� vem aumentando a cada dia e eles cada vez mais exigindo.Temos culpa dos problemas do mundo? E ao inv�s de nos os conscientizarmos disso com duras li��es,o que nos fazemos com eles.Damos o que pedem.Quanto de recurso para obras de vis�o social nos gastamos,onde esses recursos poderiam ser usados para melhoria da economia,e como conseq��ncia deles pr�prios?Mas n�o,temos que atender a vontade deles.Sem falar nos manifestos que eles vem fazendo ultimamente.Cada vez mais ousados,a ponto de destru�rem uma bela estatua de nossa fam�lia,que a d�cadas permaneceu intacta.E tem mais.Imagine se eles se rebelassem e usassem a mil�cia contra nos?Seria uma carnificina.J� foi uma loucura deixa-la em poder deles,que a cada dia v�o ganhando mais espa�o.Voc�s n�o temem por suas vidas?Com protestos cada vez mais ousados,eles podem ate nos matar e nos tiram do poder.E a� sim seria a ru�na da cidade,pois o povo n�o sabe governar. S�o pobres coitados quase sem vontade pr�pria,que seguem o que os outros dizem.Por mais que seja bonito e po�tico suas Lutas,essa � a verdade,infelizmente. Por um breve e longo momento todos ficaram a refletir as palavras do experiente Marr,que com seus 85 anos de vida j� presenciara muitos fatos.Ser� que o grupo dos lanb deveria ser fechado,pois se o que ele disse fosse verdade era um perigo para a cidade que eles continuassem com tal poder.Mas ser� que ele apenas exagerou em seu discurso.O silencio somente era quebrado pelo som dos p�ssaros,que se divertiam no jardim.E ent�o Marr sentou-se lentamente,com a mesma serenidade no rosto,para logo ap�s Gar levantar-se e falar com aquela voz forte de sempre: ---Obrigado ti Marr,suas palavras foram sabias e bem ditas,pelo menos de seu modo.Acredito que em seu discurso muito do seu lado pessoal foi colocado,mas nem por isso deixa de ter uma verdade nele. ---� bem sabido que h� tempos o grupo dos lanb ganharam o poder sobre a mil�cia local,ou de modo mais comum,da policia.� a segunda maior for�a de luta da cidade,perdendo apenas para o exercito.� tamb�m � bem sabido as consequen- cias que todos sofreriam se por ventura eles ousassem tomar a mil�cia.� certo que ultimamente estamos perdendo a moral sendo um pouco tolerantes com suas a��es prematuras e violentas.Teria motivos para acabar com o grupo.Mas n�o irei faze-lo.Convocarei uma reuni�o com alguns de voc�s aqui presentes e com os principais membros do Grupo dos Lanb,para diminuir o poder deles na mil�cia e adverte-los quanto os protestos.Com certeza entender�o,pois explicarei melhor nossa situa��o de crise para eles.Acredito que com isso teremos um problema a menos para enfrentarmos. Nesse momento levanta-se Brads e fala: ---Muito s�bio pai.Com isso poderemos trazer uma certa estabilidade a nossa rela��o com o grupo dos Lanb,e nos dedica- rmos melhor aos problemas efetivos que Midin passa.Concordo plenamente com o senhor. ---Obrigado filho.Sei que posso contar com sua ajuda.Bem,algu�m tem mais algo a falar?.........N�o,pois bem,Livis precisarei de sua ajuda para marcar a reuni�o com eles.Chame Klinis,Marcas,Fabi,e mais 3 de sua prefer�ncia.Marca para dentro de 4 dias.Bem obrigado pela presen�a e paci�ncia de todos nessa reuni�o.Creio que juntos poderemos reverter essa situa��o,para que Midin volte a ser como a anos atr�s.Caoticamente bela.Ent�o bom---BAAANP,a porta dupla da sala � aberta com muita for�a,fazendo um enorme barulho que deixam todos paralisados de susto.N�o conseguem fazer nada,apenas precen- ciar o corpo sujo e aparentemente exausto de Hans,que com suas roupas rasgadas,deu um passo e caiu de joelhos,e falou quase em prantos: ---M a ta ra m e le .ma ta r ram e e le.MATARAM ELE. KAR FOI ASSASSINADO!!!!!!!!! � como uma bomba,n�o, como uma lenta punhalada Gar escutou aquelas palavras.Seu sobrinho Hans repetindo aquelas palavras que ecoariam por muito tempo em sua mente.Mataram ele,ele,ele,mataram,mataram,ele,ele,seu filho,ele parte de sua vida,mataram....N�o conseguia agir,nem pensar,sequer escutava os gritos de horror de sua filha,ou as pergun- de seu filho.E como um ato involunt�rio ele gritou,n�o ele simplesmente liberou o que poderia traduzir o intraduz�vel naquele momento,o que ele sentia.Um longo e ecoante n�o... Chovia.J� era tarde.O c�u com aquele tom meio roxo devido a chuva , escondia duas pequenas esferas brilhantes entre as cheias nuvens,duas esferas que alguns chamavam de luas.Um homem,que mesmo vestindo roupas velhas e feias para os padr�es,mesmo sujo de lama,exibia uma beleza nos seus olhos negros,pele morena,e curtos cabelos mal cortados. Ajoelhado em frente a um rio,um vasto rio.Ele segurava uma menina,que era enrolada em panos velhos e rasgados que serviam em uma tentativa in�til de protege-la da chuva.Ele com um olhar vazio,com uma lagrima que lentamente escorria o rosto pensava vagamente: ---N�o � poss�vel,eu mesmo falei com o senhor kar.Ele disse que iria constru�-la.T� certo,ele � ocupado e construir uma ponte que atravesse o rio e passe pela floresta n�o � t�o r�pido.Mas ele disse que colocaria barcos.Ele disse... E aquele pobre homem, ficou ali repetindo de uma maneira desesperadamente triste aquele discurso.Uma dor,uma que de t�o terr�vel n�o poderia ser expressa com lagrimas,com gritos,com nada.T�o profunda,t�o verdadeira que com palavras,can��es ou a��es n�o poderia ser descrita,t�o pouco entendida,quanto mais superada.Uma fina e fraca voz,vinda dentre os panos,como um sussurro,falou. ---n i nhoo.aj ente nu m vai la p� medico n�o. T� doendo.to faca. ---N�o.Num vai.O rio n�o deixa.Num da tempo de ir pelo outro lado.Num d�... ---ninho,mas ta doendo.meu coopo.t�o com fiuu.t�o com medo... ---N�o se preocupa.Sabe quem vai cuidar de voc� daqui a pouco.M�e.Se lembra dela. ---M�e?o pai vai ta la tambeem? ---Vai.Vai ta todo mundo l�. ---obaaa.que boom.e voc�,num vai n�o? ---N�o,somente os que nadam t�o bem quanto voc� v�o. ---entao apende a nadar tamb�m.mais num vam nesse rio naum,ele fais fica dod�i. ---Ta certo,e s� voc� me espera com o pai e a m�e,ta? ---taa.ninhoo,posso dumii?to com sono. ---Pode.pode sim.Durma bem viu.Eu te amo. E assim Klinis sentiu a jovem vida de sua irm� esvair-se em seus bra�os,assim como fora seus pais a meses atr�s, vitimas de uma estranha doen�a que j� afetara a muitos ali pr�ximo.Assim ele a soltou no rio,e a viu ser levada por ele para o negro brilhante belo horizonte mais ao sul... Era uma bela manh� no bairro humilde de Rosfar,em Midin.Casas bem simples preenchiam o bairro localizado meio isolado da cidade,pois ficava depois do rio.Com sua arquitetura sem muita cor e sem muitos adere�os,n�o chamava visua- lmente aten��o,porem as pessoas que ali moravam,essas sim eram faladas por toda a cidade.Cidad�os pobres moravam ali, mas isso n�o os impediam de protestar por uma vida melhor.Muitos ali eram conhecidos por suas atitudes radicais nos protestos e em outras manifesta��es publicas.Muitos temiam aquela verdadeira massa de humanos,porem n�o eram animais raivosos e incontrol�veis.Respeitavam seus semelhantes e principalmente seus lideres,pois tinham muito orgulho do grupo dos Lanb,e n�o queriam que ele por atitudes impensadas fosse a ru�na.Tinha 3 lideres que serviam de elo direto a fam�lia Galins.Klinis,um jovem forte de 20 anos,que com sua voz rouca e seu jeito confiante servia de porta-voz do grupo dos Lanb.Ele comunicava ao povo as principais atitudes dos Lanb,com auxilio de Farm,um homem de por volta 22 anos, que com seus 1,85 metros de altura j� deu muito trabalho para os Lanb devido as suas atitudes radicais.E Fabi,uma bela mulher de cabelos negros e olhos verdes,que guiava politicamente os Lanb frente os poderosos de Midin,chefiados pela fam�lia Galins.Mas,eles n�o trabalhavam sozinhos.Cerca de 150 pessoas os auxiliavam,seja monitorando nas festas,na mil�cia e ate nos bordeis.Ou simplesmente distribuindo folhetos com as novidades da cidade. Apesar de ser para a cidade um bairro geograficamente grande e de consider�vel densidade populacional,n�o detinha muitos espa�os para o lazer.Duas casas de espet�culos,onde eram feitas as grandes festas,alguns bares e casas de meretr�cio e cerca de 5 parques.E � em um desses parques que esta sentada Fabi.Olhando as �rvores com sua beleza magra,que esta- vam em volta do parque e sentada em uma das cadeiras que rodeavam as varias mesas ao lado de um pequeno parque onde crian�as se divertiam,parecia esperar algo.E assim ficou por mais alguns minutos,ate que longe,por uma pequena cal�ada de barro batido,corria um pequeno garoto que aparentava ter uns 11 anos.Quando chegou,falou ofegante: ---Ele n�o ta em casa.Nem ele nem ningu�m ta l�. ---Entendo.Tem certeza de que ontem ele tamb�m n�o estava. ---� LOGICO QUE TENHO.T� me chamando de mentiroso. ---N�o.E n�o grite comigo,� feio.Respeite os mais velhos.Tome seu dinheiro. ---T�.XAU. � assim saiu correndo o garoto,deixando Fabi indagando consigo mesma: ---Droga.Ser� que eu mesma terei que ir atr�s dele?Para aonde ser� que ele foi?Preciso dele na reuni�o que o Gar marcou. ---Ele n�o vir�.---Disse um homem de belos e longos cabelos ruivos,de estatura n�o maior da do garoto de antes.Com um belo sorriso no rosto cumprimentou com um estranho gesto Fabi,que levantava espantada da cadeira e falava alegremente: ---Marcas!!!Que bom,voc� veio!!! ---Faz algum tempo n�o jovem Fabi. ---Algum tempo.Setes meses que voc� n�o aparece por aqui.Nesse 'algum' tempo aconteceram muitas coisas. ---J� estou sabendo dos mais recentes acontecimentos.Parece que a cada dia que passa, os homens daqui ficam mais empol- gados com as revolu��es.Cuidado.Foi muito sacrif�cio para voc�s conseguirem continuar com a guarda da mil�cia. ---�,eu sei.Mas a prop�sito,voc� estava falando que Klinis n�o vinha.Por que? ---Bem,depois da morte da irm� dele,ele foi em uma busca que poucos teriam coragem de ir. ---Busca.Que tipo de busca?Ele nos abandonou?N�O. ---Se acalme jovem Fabi.Ele n�o abandonou os Lanb.Apenas retirou-se temporariamente,para ir em uma busca atr�s da verdade.Enquanto isso eu irei auxiliar voc�s diretamente,se me for permitido. ---Voc� nos auxiliar?!Seria uma honra,uma pessoa t�o sabia ao nosso lado.Mas porque Marcas? ---Talvez voc�s precisem de minha ajuda.Bem vamos seguir para n�o chegarmos atrasados na casa de Gar. ---Voc� tamb�m foi chamado para a reuni�o?Que legal!!Vamos! E assim seguiram os dois em dire��o a casa de Gar,que se localizava no bairro nobre da cidade,um pouco depois de atravessar a ponte.No caminho Fabi indagava-se como Marcas saberia tanto sobre Klinis.Para falar a verdade,ele pensou como ele sabia sobre todos que o rodeavam.Seus medos,for�as,sonhos.N�o desconfiava dele,mas ele sempre foi um homem muito estranho.J� ajudara muito o grupo dos Lanb com seus s�bios conselhos.Talvez se n�o fosse por ele o grupo dos lanb teria acabado ou talvez tivesse t�o pouco poder que apenas serviria de enfeite.Mesmo assim nunca desejou ser parte dos lanb.Por que?Que estranho e interessantemente m�stico era Marcas.Mas ele sempre agia de forma simples,com aquele sorriso no rosto,suficiente para aquecer muitos cora��es carentes. Admir�vel era o bairro nobre.Com sua estrutura bela e exoticamente bem estruturada,fazia a movimentada cidade de Midin um local calmo,nem que seja por alguns instantes.Os belos e enormes jardins,junto com a arquitetura medievalmente moderna das casas,ou mans�es,trazia um agrad�vel ar ao rico bairro.E era no centro do bairro,ao lado de um belo bosque de belas mangueiras que ficava localizada a mans�o de Gar,esta protegida por belos e grandes muros.Assim entraram no jardim invej�vel que tinha o local,acompanhado de um dos servi�ais de Gar.Foram levados ate uma escura sala no segundo,dos tr�s andares que a mans�o tinha,ao qual Gar os estava esperando.Um ar f�nebre e misterioso enchia o lugar.Sentaram calmamen- te em um sof�,pr�ximo a uma mesa de formato retangular.A sala n�o era t�o grande,porem da forma que as sombras preen- chiam os cantos, ela parecia enorme. ---Bem vindos amigos-falou Gar com aquela sua conhecida voz forte,porem havia algo de estranho em sua fala. ---Agrade�o por terem atendido ao meu chamado. ---Bem Gar-falou fabi-porque n�o convocou mais membros do grupo dos lanb para esta reuni�o? ---Tenho meus motivos.Direi coisas duras nesse encontro,coisas que somente os mais sensatos dos lanb poderiam ouvir. Confio nos tr�s que chamei,mesmo Marcas n�o sendo parte dos lanb.E sei que se chamasse outros membros dos lanb, talvez proporcionasse uma confus�o n�o planejada,pois voc�s sabem muito bem que apesar dos lanb terem cerca de 150 pessoas, seus dom�nios v�o muito mais do que isso.Muitos s�o chefes de grandes frentes de manifesta��es ,estas que j� causaram muito trabalho.E se os lanb tiverem uma correla��o interna mais bem estruturada poderiam tomar atitudes bem prejudiciais a nossa cidade. ---Entendo seu lado Gar-falou calmamente Marcas-Analisando a situa��o geral de Midin,relacionada com os �ltimos manifestos realizados pelos Lanb,voc� tem com o que se preocupar. ---Sim Marcas.E venho aqui para comunicar algo de suma import�ncia para o futuro da nossa promissora cidade.-Ele sile- nciou por um curto e sufocante tempo e falou: ---Estou aqui para informar que o grupo dos Lanb ser� extinto. ---O QUE ?!?!?EXTINTO?-falou espantada fabi,como se n�o acreditasse no que escutara. ---Sim.Tenho fortes motivos para---VOCE ESTA BRINCANDO N�O?COMO,COMO PODE.O QUE FIZEMOS DE ERRADO?!? ---Se voc� permitir-me falar.-fabi sentou ainda meio ofegante-bem ,voc�s sabem dos tulmutos que os Lanb est�o faze- ndo em Midim ultimamente.Reclamam sem entender a situa��o que a cidade passa ultimamente.Destroem obras publicas apenas para mostrar que podem fazer baderna.E o que nos fazemos?Damos poder a eles.Ambos sabe as enormes vanta- gens que membros relacionados aos lanb,que s�o milhares na cidade,tem seja pol�tica ,militar ou econ�mica.E fazem por merecer essas vantagens?N�O!Se continuarem assim aconteceram uma trag�dia sem precedentes nessa cidade.por isso que sei que para---NADA A VER!SABE QUE ESTAMOS NOS ESFOR�ANDO PARA QUE ESSAS MANIFESTA- �OES VIOLENTAS ACABEM!UM PEQUENO GRUPO LEVA VARIAS PESSOAS NESSE CAMINHO.N�O E CERTO!!N�O � JUSTO!! ---N�O � JUSTO???O QUE N�O � JUSTO S�O JOVENS PROMISSORES MORRENDO,SENDO MORTOS, ASSASSINADOS DEVIDO AO CAOS QUE VOCES CAUSAM NA CIDADE.POR QUE ISSO QUE VOCES S�O.A MAIORIA UM BANDO DE MARGINAL SEM AMOR AO PROXIMO.UM BANDO DE EGOISTAS!! ---O QUE!!COMO E QUE VOCE TEM A CORAGEM DE---Claro senhor Gar---interrompe Marcas com sua voz calma e aquele sorriso na face-compreendemos seu lado.Est�s sofrendo deveras devido a morte de seu primog�nito, e n�o deve estar em melhores condi��es de discutir tal assunto nessa hora.---Se levanta levemente da cadeira. ---Depois viremos aqui para discutir como ficaram as pessoas ativas diretamente do grupo. ---Mas,mas...---fala fabi sem a��o ---Tenha um bom dia senhor Gar.H� ,e a prop�sito,abra as janelas.Veja um pouco do sol iluminando seu belo jardim. N�o permita que as sombras da perda o ven�am. E assim com seu belo sorriso ele saiu da escura sala,com fabi ant�nima logo atr�s.Era um assunto muito importante Para ser tratado de forma t�o simples.Como o povo iria reagir ?Tinha pedido seu meio efetivo de for�a na cidade.E os orgulhosos da mil�cia?Os v�rios empregados no comercio devido a influencia de alguns membros dos Lanb? Mas Fabi confiara em Marcas , este que ao sair da casa,antes dela afoga-lo em perguntas,falou. ---V� � Rosfar.Esfrie um pouco os sentimentos e re�na os membros mais importantes e sensatos do grupo.Irei resolver alguns problemas.Encontro-lhe a noite na sala de reuni�es. ---Mas,hee,e mas,Senhor marcas,bem... E assim saiu Marcas em dire��o a mans�o de Gar,para logo ap�s alguns minutos de duvida mental,Fabi tomar o caminho de volta ao bairro dos pobres,Rosfar,onde logo mais a noite uma bomba iria explodir,e toda cidade iria escutar... Com calma Fabi partiu para Rosfar.Pensando quem chamaria para informar a noticia , pois essa era uma novidade que se ca�sse em m�os erradas , poderia ter graves conseq��ncias para Midin,e o grupo dos Lanb estava cheio dessas m�os erradas.Com extremo cuidado foi Fabi pensando , pois agora que estava calma pode pensar melhor no assunto.Realmente o grupo dos Lanb, de certa maneira,apresentava um risco a paz da cidade .Muitos de seus membros estavam ligados com gangues e muitas dessas gangues queriam mais poder dentro de Midin ,e usavam os Lanb para isso.Realmente muitos dos membros dos lanb tinham um gosto exagerado por protestos pesados.Talvez fosse a falta de uni�o entre os lanb a causa principal dos problemas desse grupo ultimamente.N�o a uni�o afetiva , mas uma falta de organiza��o , uma certa coer�ncia entre eles.Talvez se os cargos fossem revistos , os culpados por badernas punidos e houvesse uma maior organiza��o por parte dos Lanb , talvez ainda houvesse esperan�a, pois esse grupo era de extrema import�ncia para a cidade, principalmente para o povo , a massa de Midin , que aumentava cada vez mais. O sol ia lentamente no horizonte.Nuvens brilhavam de um certo laranja solar , juntamente com o c�u , que escurecia lentamente , indicando a chegada da noite.Aos poucos duas belas esferas apareciam na mova noite que surgia.Luas que j� encantaram e inspiraram muitos seres de Eder�.E perto da ponte,onde o rio seguia para fora da cidade,onde mais ao norte no fim do bairro de rosfar vivia uma bela floresta de arvores vermelhamente verdes,perto da ponte,em uma velha casa estava Fabi , a ainda pensar sobre o ocorrido. ---Onde nos erramos?Droga,bem que eu sabia que n�o deveria ter dado bola para aqueles amigos de Farm , sabia que causariam confus�o , principalmente aquele grand�o do Rermi .Por causa de uns droga como aqueles nos fomos muito prejudicados.Se eles de alguma forma souberem disso , temo o que pode acontecer.Terei que escolher pessoas a dedo pois sei que tem gente ali na nata que abre a boca.Droga , n�o deveria ter me concentrado tanto naquele rio.Mas tamb�m pudera eu ficar sentada , contando as nuvens enquanto boa parte do povo morria porque a �gua de algum jeito come�ou a dar doen�as.----Um longo e relaxante suspiro---Mas tenho f� que vai dar tudo certo , pois o destino dos humanos a Varmar pertence , e ele apenas qu� nosso bem. E assim seguiu lentamente Fabi , para comunicar as pessoas da reuni�o que pretendia realizar mais a noite.N�o havia pensado em muitas pessoas , apenas as mais confi�veis.Podia contar com cerca de 12 , e estava bem confiante.Porem isso iria mudar... Um menino veio correndo , o mesmo menino do recado da manh� , com uma express�o que seria melhor descrit�vel como uma mescla de medo,susto e impressionismo. ---FABIFABILOGOC�TEMQUEIRLANOLARDAGATAAQUELEGALPAODEFESTALAEMCIMA!!!! RAPIDOFABIRAPIDOVAITERUMQUEBRAPAUDOSINFERNOS!!!!! --- FALE DEVEGAR!!!!O que ta acontecendo do pau dos gatos no inferno??? ---N�O SUA BURRA MOCA!!!LA NO GALPAO ONDE TEM AS FESTA GRANDE.TA LA O GRANDAO DO FARM COM AQUELE NEGAO DO TRURR.TAO FAZENDO UM DISCURSO PRO POVO DIZENDO QUE O GRUPO DOS LANB ACABOU!! ---O QU������?!?!?!?!?!?!?----E involuntariamente ela correu em dire��o ao lar da gata,um espa�o onde pessoas iam para grandes festas e afins.Como uma bola de fogo em manteiga suas esperan�as derreteram.Como ele sabia da noticia?? O que ela mais temia aconteceu.Algo bem pior do que a extin��o em si dos Lanb,uma grande revolu��o estava por vir. Como chegaram em tal situa��o??A jovem mente de Fabi estava confusa como um rato em uma manada de olifantes.O que poderia fazer??Com varias duvidas sem respostas ela apenas correu para ver o que n�o queria,apenas correu... O lar da gata era um grande espa�o reservado para grandes festas populares.Localizado no cora��o de Rosfar,era cercado por duas belas colinas ao norte,sendo seu resto rodeado por pequenas casas.Toda a �rea poderia comportar uma grande quantidade de pessoas,cerca de 80.000.Fabi veio correndo por um atalho que ela conhecia entre as casas,e ao longe podia escutar o tumulto.Chegando pelo oeste viu perfeitamente o estado do local.Estava quase lotado,varias pessoas espalhadas pelos v�rios quiosques que haviam la.A lua juntamente com os v�rios postes de candelabros iluminavam bem o local.Apesar de haver muita gente , todos estavam concentrados em um grande palco instalado na subida da colina.Um bem provido fisicamente jovem estava a falar com todos.Gra�as a posi��o do palco , e o efeito de ac�stica causado pelas colinas , a maioria podia escutar bem o que ele falava.Fabi sem for�as e temerosa apenas escutava. ---POVO DE ROSFAR!!!!OPRIMIDOS DE MIDIM , MUITO FOMOS USADOS COMO ESCRAVOS PELA ELITE DA CIDADE PARA SEUS BENS PROPIOS , SEUS CAPRICHOS DE MERDA.CONSEGUIMOS A GRANDES E PENOSOS CUSTOS UM CERTO PODER , POREM COMO EU DISSE , AQUELES MERDA TIRARAM DA GENTE.AQUELES FILHOS DA PUTA!!!!!-----Ent�o milhares de pessoas urraram como um drag�o adormecido que acaba de ser drasticamente acordado , para logo depois o jovem falar novamente , com um belo e serio homem de pele negra a seu lado. ---CHEGA DE PROTESTOS DE MERDA QUE N�O SERVEM PARA NADA.CHEGA DE LEVAR PAU NAS COSTAS DESSES BOSTA E N�O FAZER NADA!!!!FAMOS FAZER ALGO!!NOS PODEMOS SER POBRES , BURROS , SUJOS , MAIS AINDA TEMOS A NOSSA HONRA!!!!!!---Mais um grande urro da imensa multid�o que cada palavra de estimulo do jovem orador parecia que crescia como um s� ser gigante , monstruoso , dotado de f�ria. ---ELE TIROU NOSSO PODER , MATANDO OS LANB,EU AGORA VOU L� PARA TIRAR SATISFA�AO!!! ALGUEM VAI COMIGO?----Um grande grito , um clamor ao �xtase da f�ria ,como se a pr�pria terra gritasse como um guerreiro em f�ria ,um gigantesco urro tomou todo o humilde bairro de Rosfar , e as milhares de pessoas , homens e mulheres , abriram passagem para o jovem orador , o grande homem negro ao seu lado e a sua comitiva passar , seguindo em dire��o a ponte mais ao sul.Era como um exercito de guerreiros sem armas ou armaduras,sem treinamento ou raz�o para a luta , apenas levados pela explos�o da f�ria. Quando a enorme multid�o chegara pr�ximo ao fim do lar da gata,em uma esp�cie de inclina��o geogr�fica de certo modo consider�vel , estava Fabi ,com uma express�o com mescla de medo e indigna��o.Falou o mais alto que pode e disse: ---FARM!!!O QUE VOCE EST� FAZENDO!?!?!QUE NOS LEVAR A RUINA?!?!? ---FABI?!?!Onde voc� estava que eu lhe procurei a tarde toda??Nosso grupo foi desfeito , temos que fazer algo se n�o vamos passar a vida toda em mis�ria. ---N�o � assim que as coisas funcionam Farm!Voc� n�o pode simplesmente sair quebrando tudo!se nos usarmos a paci�ncia e a paz ao nosso lado, podemos reverter essa situa��o. ---SAIR QUEBRANDO TUDO?!?!?!Quem disse que eu sairia quebrando tudo?Apenas vou la na casa dos tal Galins para saber o que houve.S� estou levando uns amigos de causa. ---So uns amigos?!?!?Cinq�enta mil pessoas s�o "so uns amigos"?!?!?!VOCE N�O VAI , N�O VOU DEIXAR VOCE IR!!! ---SAI DA FRENTE GAROTA BURRA----Falou com uma voz forte , imponente e assustadora o grande homem negro que estava ao lado de Farm , ele era conhecido como Rermir e liderava a parte da mil�cia que os Lanb detinham. Continuou com o mesmo tom forte: ---Quem � voc� para dizer isto.Uma menininha que veio de outra cidade e mora sozinha sabe dos problemas que esse pobre povo passa?H� tempos que muitas pessoas vem morrendo � mingua , jogadas a pr�pria sorte ou miseric�rdia dos deuses. Quantas j� n�o morreram ,crian�as,velhos,mulheres,homens fortes e outros irm�os nossos??E o que os Galins fizeram??? NADA!!! ---(Fabi falando com um tom fraco) Eles estavam ocupados com os problemas externos... ---O que � mais importante:OS PROBLEMAS DE COMERCIO OU A VIDA DESSE POVO?!?!Chega Fabi , � hora de eles verem o que fizeram conosco.� uma pena mas � a verdade.N�o � outra escolha... E assim a pobre garota caiu chorando de joelhos para logo depois a multid�o seguir sua rota at� a casa dos Gar.Fabi apenas chorava fracamente,pois nem for�as suficientes para tal a��o ela tinha.E assim ela viu milhares de pessoas seguindo para o bairro nobre.Como haviam chegado a tal ponto?Ser� que algo ainda podia ser feito para evitar tal trag�dia?Perguntas sem respostas para a pobre garota que apenas consegui ficar ali de joelhos e chorar suavemente vendo as luas levemente seguirem seu trajeto na bela noite fria estrelada do c�u ao norte de Ergon... Era noite , uma bela noite estrelada , onde as duas belas luas brilhavam iluminando belamente o c�u sobre a cidade de Midim.Uma pequena multid�o reunia-se em uma taverna bem elegante e conhecida entre os jovens do bairro nobre.Uma bela casa de 3 andares , localizada em um ponto de f�cil acesso , era iluminada por belos postes ao seu redor.N�o postes que iluminavam com energia el�trica , pois nessa �poca eram poucos os humanos que podiam dominar tal tecnologia , mas postes que utilizavam mat�rias que permitiam que o lugar permanecesse finamente iluminado.E em uma rua pr�xima vinham caminhando os filhos de Gar ,Lial� e Brads .Estavam bem arrumados ,como poucos nessa cidade poderiam ficar. Eles caminhavam calmamente , e conversando. ---(Lial� com sua delicada e bela voz)N�o ,n�o .Hoje n�o vi Hans.Para falar a verdade faz tempo que n�o o vejo,nem ele nem boa parte das pessoas que iam � nossa casa normalmente. ---� , � verdade.Nosso pai ultimamente n�o chama mais as pessoas que normalmente ele convidava p�ra as reuni�es.E como conseq��ncia ele agora passa horas conversando com os que chama.E o interessante � que ele agora confia muito em Hans e no nosso tio Lar�. ---Serio? Pois � muito dif�cil v�-lo la em casa.Estranho. ---� , muito estranho.Eu queria convida-lo para sair conosco , mais n�o o encontrei.Confio nos recados que deixei para ele. ---Mas irm�o , porque essa decis�o repentina de nos chamar para esse encontro hoje?Logo hoje que nossos pais est�o t�o estranhos , t�o preocupados? ---Nada de mais.Apenas queria ,que como nos velhos tempos n�s nos reun�ssemos novamente para sair.Eu , voc� e Hans. Mesmo nosso grande irm�o n�o estando aqui conosco como antigamente. ---� eu me lembro.Periodicamente nos saiamos ,nos quatro.V�nhamos para v�rios lugares legais daqui.Dan��vamos , cant�vamos , riamos muito .�ramos bem felizes n�o? ---� , tem raz�o.Se lembra das brincadeiras de Kar?Ele se achava o Maximo porque era o mais velho , o mais experiente , e queria todas as garotas. ---Ele se achava o Maximo porque tinha mais dinheiro.E ele apenas queria mesmo , porque s� levava fora. ---Hehehehe.Tem raz�o.E o Hans se aproveitava ao Maximo para tirar sarro com a cara dele. ---Hans tirava sarro com a cara , com bra�o , pernas , cabelo,sapato,dedo,chap�u... ---Mas ele n�o usava chap�u?? ---Por isso mesmo que ele tirava sarro.Era moda aqui usar chap�u.Todos usavam menos Kar. ---Tem raz�o,Hehehehe. E assim foram os dois irm�os.Rindo de lembran�as alegres do passado.Verdadeiros momentos de felicidade , pois eles ainda podiam sentir o que no passado sentiram.Momentos como esse s�o de certa forma permanentes , eternos...




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