

Alguns poucos atos de rebeldia contra o domínio português ocorreram aqui no Brasil, nos séculos XVII e XVIII. Eram protestos contra os impostos, contra o monopólio e seus abusos, e até demando entre pessoas nascidas no Brasil e em portugal, como as Guerras dos Emboabas e Mascates.
De fato existiam rivalidades entre os brasileiros natos e os portugueses vindos do Reino. O sentimento de nativismo crescia e se tornou forte em Pernambuco e outras regiões do Nordeste.
O exemplo da indepêndencia dos Estados Unidos e das idéias revolucionárias fizeram com que alguns homens cultos de Minas gerais tentassem um movimento de emancipação. Mas fracassou ( 1789 ). Ocorreu também a Revolução Pernambucana ( 1817 ) de tendências republicanas, que foi abafada. Outra conspiração malogrou na Bahia ( 1789 ).
D.João VI deixou, em 1821, o Rio de Janeiro e foi para Portugal a chamado das Cortes portuguesas. Os deputados de Portugal sonhavam em restaurar o antigo poderio de Portugal e restabelecer o sistema colonial no Brasil. As Cortes quiseram retirar certas regalias que D.João Vi havia concedido ao Brasil e aos brasileiros. E certas medidas tomadas pelos parlamentares feriam a autoridade do Príncipe D.Pedro, herdeiro do trono português e que d.João VI deixara governando o Brasil, na qualidade de regente. D.Pedro decidiu contrariar as Cortes e passou para o lado dos brasileiros. E frontalmente desobedeceu a uma ordem de Portugal, pedindo que ele voltasse. A partir desse dia, o Príncipe comportou-se como se fosse o soberano de uma nação independente: convocou tropas, fez compras no estrangeiro, contratou navios de guerra e oficiais de marinha inglesa e em meados de 1822 convocou uma Assembléia Constituinte para dar leis próprias ao Brasil.
Praticamente, o Brasil encontrava-se desligado de Portugal. Essa separação tornou-se definitiva com o grito da Independência ou Morte, proferido por d.Pedro, a 7 de setembro de 1822. Houve tentativas de repressão por parte dos portugueses que foram imediatamente repelidas.
