Em Robben Island, ex-pres�dio pol�tico; ao fundo, no continente, o perfil da Table Island, cen�rio da foto � direita
A reta final
As �ltimas duas semanas s�o decisivas em qualquer processo de treinamento para provas longas. � a hora de dar o polimento final no estilo e no ritmo, reduzir bem a quilometragem e descansar a musculatura para ficar em ponto de bala na prova.
Na semana menos 1, rodei 63 quil�metros, cerca de 15 a 25 a menos do que vinha fazendo no �ltimo m�s. Foram tr�s dias rodando leve, a menos de 6min30/km, e tr�s de polimento.
O primeiro foi mais uma brincadeira de correr, buscar velocidade. Duas s�ries de tiros de 800, 600, 400 e 200 metros, fazendo sempre na dist�ncia o que daria, por km, menos de 4min30. Arrepiei em todas, muito divertido.
O outro treino, dois dias depois, foi bem s�rio. Corremos eu e o
Claudio, que ditou o ritmo de 6min/km para 21 km em tr�s voltas de sete. Fomos um rel�gio, batendo quil�metro a quil�metro na marca, o freq�enc�metro sempre marcando menos de 150 bpm, a gente conversando, contando e ouvindo hist�rias _o Cebola, que foi colega do Claudio nos tempos de pista, juntou-se a n�s e foi contando reminisc�ncias dos tempos em que ele n�o tinha barriga.Terminamos em 2h5min51, nove segundos abaixo do tempo, s� porque teve uma acelerada nos �ltimos 150 metros.
Finalmente, no s�bado antes do dia da viagem (domingo, 24 de mar�o), fiz um tiro de 5.000 na pista da Aaaoc para 5min/km. Terminei em 24min50 tamb�m por causa da acelerada final.
Foi bom para o moral da tropa e aumentou a consci�ncia de que era capaz de dominar o ritmo.
Viajamos, Eleonora e eu, na tarde de domingo.
O v�o esteve tranquilo at� os 15, 20 minutos. Ent�o come�ou uma turbul�ncia de dar medo, a pior que j� enfrentei nestes anos de viagens. O comandante garantia que ia passar, que era uma turbul�ncia que vinha acontecendo nos �ltimos dois dias, ao sair de S�o Paulo. A gente fingia que acreditava...
Passou, veio o jantar, a comida especial estava arranjada mesmo, tudo em riba.

Chegamos a Johannesburg com quase uma hora de atraso, eu j� temendo a perda da conex�o, ainda mais que tivemos de pegar as malas, passar pelo controle de passaporte e pela aduana. Mas da� fizemos o check-in logo ao sair da aduana, um auxiliar los velou correndo, com as malas, at� o port�o de embarque, largamos as malas no lugar certo e fomos embora, sem nem dar a gorjeta de lei, o cara teve de levar uma nota de R$ 5, e a gente ficou torcendo para que as malas chegassem ao v�o.
Deu tudo certo, no aeroporto est�vamos sendo esperados, como combinado com a ag�ncia de turismo, fomos para o hotel certo, um quatro estrelas bem razo�vel, e desabamos.
Os pr�ximos dias seriam de descanso. Passe�vamos umas cinco a oito horas, incluindo o tempo de comer, e o resto era dormir. Fomos � Robben Island , que foi sede de pres�dio pol�tico no tempo do apartheid, tendo abrigado por longos e torturados anos o l�der negro Mandela, sempre encerrado, solit�rio, na cela n�mero 5 do pavilh�o B.
Tamb�m visitamos a Table Moutain, impressionante rocha de mil metros de altura que domina o perfil da, de resto, plana Cidade do Cabo .
E circulamos para cima e para baixo no shopping Vitoria&Alfred Waterfront, onde faz�amos as refei��es (em geral, peixe, legumes e batatas, mas no primeiro dia n�o deixei de comer kudu cozido, que � uma esp�cie de veado).
Os treinos da semana final foram trotes de 30 minutos na ter�a, quarta e quinta. Na sexta, v�spera da prova, descanso.
O restaurante em que fiz o almo�o -p�o e fetucine � napolitana- j� tinha sido testado anteriormente; o jantar foi no hotel mesmo, s� um sanduba pelas 20h, porque o almo�o fora por volta das 15h.
N�o deu para dormir muito, mas procurei descansar o poss�vel. Os 56 km me esperavam para dali a pouco, eu tinha de estar pronto para eles.


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