No passado, durante o século XIX e até princípios
do século XX, o
Dogue de Bordeaux foi principalmente utilizado como cão de briga,
sendo confrontado inicialmente com outros cães e depois com touros,
javalis, lobos e finalmente ursos. Sua força e prognatismo (que
lhe
permite respirar sem soltar a presa) eram qualidades apreciadas para
as brigas.
Com a diminuição e eventual proibição das brigas
passou a ser
conhecido como cão do carniceiro, único que tinha condições
de
saciar seu enorme apetite. Puxavam carroças com até 400 kg
de
carne, guardavam os animais e cansavam os touros antes do abate.
No entanto, por sua disposição natural à guarda já
era utilizado para
tal desde a idade média.
Hoje em dia o Dogue de Bordeaux é exclusivamente um cão de
guarda e companhia. São extremamente fiéis a seus donos e
pacientes com as crianças. Não são cães agressivos
nem latem
muito, uma vez que têm confiança em seu tamanho. No entanto,
se
necessário, defendem seu dono até a morte. Agressividade
e timidez
em excesso são consideradas faltas.
Gostam de estar sempre próximos ao seu dono, mas após uma
breve festa se contentam em deitar-se próximo e observar o
movimento da casa. São cães ativos mas que, apesar do tamanho,
não requerem grandes espaços para exercícios.
Normalmente desconfiados de estranhos podem se tornar em
simpáticos anfitriões se socializados desde pequenos. São
inteligentes e aprendem rápido, mas precisam de firmeza no
treinamento ou só obedecerão quando lhes for conveniente.
O macho
tem personalidade forte e estará sempre testando a dominância
de
seu dono, que precisa se impor sem jamais agredir o cão.
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