Se tem alguma familiaridade core a Internet e a World Wide Web, ia ouviu sem d�vida falar do HTML, ou "Hypertext Markup Language". O HTML � a linguagem de formata��o actualmente utilizada para construir as "p�ginas" da World Wide Web (WWW). � gra�as a ele que os milh�es de documentos difundidos na Web podem ser interpretados pelos "browsers"? o Navigator e o lnternet Explorer, por exemplo e visualizados nos ecr�s dos nossos computadores. � o HTML que permite especificar, dentro de uma p�gina destinada a ser difundida na Web, o t�tulo da p�gina, os diversos par�grafos do texto que cont�m, os diferentes elementos "multimedia" inclu�dos nela as ../imagens por exemplo e ainda os "hiperlinks" que nas permitem saltar dessa p�gina para outras. O HTML consegue fazer isso gra�as a etiquetas ? "tags; em ingl�s ? inseridas no documento: a etiqueta <TITLE>, por exemplo, assinala um t�tulo. (Para ver o HTML de uma p�gina Web, basta seleccionar, no menu "View" do seu "browser; a op��o "Page Source", na Navigator, ou "Source; no lnternet Explorer).
Foi o HTML que permitiu a explos�o da Internet e da Web tal como a conhecemos hoje. � esta linguagem de formata��o, criada em 1991, que faz com que qualquer pessoa passa hoje criar as suas p�ginas e difundi?las para o monda inteiro ver. Foi o HTML que tornou os "browsers' capazes, a partir de qualquer computador, de nos dar acesso � WWW. Mas ao que dizem os especialistas, o HTML j� deu o que tinha para dar e est� na altar; de passar para a gera��o seguinte de linguagens de formata��o.
Em particular, os especialistas concordam hoje em dizer que, para que o com�rcio electr�nico se torne realidade na Web, � preciso uma linguagem mais poderosa e mais flex�vel do que o HTML.
Na opini�o do World Wide Web Consortium ? o W3C, a entidade internacional vocacionada para a promo��o de novos "standards" na World Wide Web ?, essa linguagem � o XML, ou "eXtensible Markup Language" O primeiro rascunho do XML remonta a 1996, mas foi em in�cios deste ano que o W3C aprovou a primeira vers�o oficiai desta nova linguagem, o XML 1.0.
Tal como o HTML, o XML recorre � inser��o de "tags". Mas j� neste dom�nio, � muito mais potente que o HTML, porque as suas "tags" em vez de serem fixas, podem ser definidas � vontade pelos criadores de p�ginas Web. Nada impede definir, por exemplo, uma "tag" chamada <INSTRUMENTO> para que, cada vez que essa "tag" estiver presente num documento, as palavras sobre as quais ela incide (por exemplo, os nomes dos instrumentos musicais) sejam visualizados em caracteres it�licos. J� agora, � denotar que as "tags" do XML permitir�o visualizar o mesmo documente tanto ene por togues cora em japon�s ?? eu ainda fazer conviver facilmente, num mesmo documento: os alfabetos destas !�nguas E n�o � tudo. Para al�m de servir para formatar o conte�do dos documentos, o XML permite descrever de que tipo de dados � feito esse conte�do. Assim por exempla; uma "tag" chamada <NUMTELEF> poder� ser definida n�o s� para que os n�meros de telefone sejam visualizados de uma certa maneira por um "browser'; mas tamb�m para assinalar que a informa��o associada a essa "tag" � um n�mero de telefone.
Isso tem uma implica��o fundamental: � que os documentos formatados em XML podem ser processados por diferentes aplica��es inform�ticas ? algo que vai radicalmente para al�m das capacidades do HTML. Porqu�? Porque significa que o computador que receber o documento poder� n�o s� visualizar esse n�mero de telefone carro tamb�m ? se esse for o objectivo ligar para esse n�mero. Mais geralmente, significa que uma parte do processamento que na WWW de hoje est� a cargo dos servidores ? correr aplica��es, aceder a bases de dados, pesquisar informa��o ? poder� passar a ser feita localmente, no computador dos utilizadores, tornando a WWW mais r�pida. Actualmente, os "browsers" apenas tratam da visualiza��o final dos documentos, o que representa claramente um enorme desperd�cio de pot�ncia de c�lculo.
A utiliza��o do XML tamb�m dever� incidir directamente sobre a qualidade dos resultados das pesquisas na Web. Hoje em dia, os motores de pesquisa atiram?nas por vezes com milhares de documentos que nada t�m a ver com aquilo que procuramos. Mas, precisamente pelo facto de os documentas em XML "dizerem o que s�o" de uma forma "standard" e muito mais precisa, a rapidez e a efici�ncia das pesquisas poder� vir a melhorar imenso.
Para al�m das "tags", os documentos XML recorrem a coisas chamadas "falhas de estilo" ("stylesheets"), que descrevem o aspecto geral que o documento deve ter. Esta particularidade faz com se torne poss�vel, atrav�s da defini��o de diversas folhas de estilo uma para a impress�o em papel, outra para a Web, etc.? publicar o mesmo documento XML em variados formatos e suportes.
Claro que tudo isto s� poder� come�ar a concretizar?se quando os "browsers" forem capazes de interpretar devidamente o XML ? algo que poder� acontecer daqui a um ano (ver entrevista).
Entretanto, o XML j� est� a ser utilizado de forma intensiva nas edi��es electr�nicas de alguns jornais como o "Wall Street Journal" ? ou o P�BLICO ? e revistas como a "PCWorld'. A seguir, os ficheiros s�o transformados em HTML para poderem ser visualizados pelos "browsers"