| Regra do Jogo |
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Não levo em conta o físico que se parte pela distância do tempo nem mesmo dou atenção a tudo que foge pelo vento varrido, vazado, varado de um olhar amado de coração Percebi seu nome por entre as coisas do destino que a muito não via nem levava em consideração Livros de paixão, facas de ódios frascos de saudades, caixas de lembranças mapas de odores familiares O cheiro que escala através dos corpos entorpece o raciocínio, o beijo, o olhar, o gesto, hipnotizando, me deixam assim sentado a beira do jogo. |
| Corpo Textual |
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Há algo de sex numa folha em branco Há algo de misterioso na alvura de uma mulher. As linhas, as letras, as palavras massageiam o poema, estendido por sobre a folha. O corpo de uma mulher merece todos os poemas que se possam massagear, porém o orgasmo é sempre uma assinatura ilegível. |
| Entenda |
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Miro sempre através dos óculos da paixão, me apaixono por quem consigo olhar. Olho para quem se cristaliza no meu ver espelhado As vezes me engano cegamente As vezes enxergo aquilo que não imagino. Talvez sua preferência seja outra mas saiba que a minha é por você. |
| Sonho sem fim |
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Sempre quis que nunca acabasse sempre quis ao meu lado imutável lento só vasto como a noite sempre quis você nele sempre quis Hoje passado o vento da juventude o quadro amargurado do inatingível do amado e esquecido ficou assim irrealizável, sem fim. |
| Make away with oneself |
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Bye, bye, baby, goodbye! Don't cry by I sie don't stay with streaming eyes, at last, this is my spy-day, I wait by this last expire. Fly yours eyes towards sky. You can me see, try forever look for me. Baby, never move forget me if remember that I die in the ours true blood. |
| ORBE |
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querer e não ter ter e não levar levar e não usufruir usufruir e não gosar gosar e não amar amar e não querer |
| Adonis & Eve |
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Qual o nome da fome? que não some? A que se come? Sim! Fome do momento. Tome! |
| Don't talk! |
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Agora que você me encontrou, o que faço com o coração alheio e as vistas mal dadas? "- Não fale. Não diga nada. Chega de palavras asperes, Frases suicidas. Não me faça te desprezar ainda mais, você dirá nada por nada. Não encontrará justificativa explicação, desculpa ou defesa que te livrará do escândalo que armei contra você". Qual seu endereço? Quero te mandar o meu tempo. Ele não vale nada, bugiganga sem valor, entulho, refugo de relação mal começada. |
| Sonâmbulo |
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Ocorre que esse corpo outrora amado está falhando à apodrecer, encontrar-se urdido por outras vias precárias, fora de prumo. Cruza rios de sabores duvidosos, montanhas entalhadas nas sobras de um amanha unilateral que não arrombou. Fica horas estivado, inocente sobre cortinas sem destino na beira do seu próprio precipício. Outras vezes, permanece desenterrando as raízes dos tempos à procura da luz dos olhos, cântico onírico das chamas, depreciados pelas lagrimas corrosivas Outras vezes, redireciona o livro dos abismos ocultos. Deglute os cristais ardidos, esses frutos rasgados dos mistérios como se fossem hostias encarnadas em tecer sombras femininas. Outras vezes Padece a tortura da culpa de ter um destino mudo. paira sobre as árvores que trazem dentro de si as tristezas uterinas, com hábito de desapego às lastimas humanas. Passa tricoteando melodias perdidas por entre choros arborescentes das sementes estéreis caídas das estrelas decadentes. Agora que o riso da noite se abre, sob as idéias impuras esgaçando a boca sedente de paixão, esse corpo finge ser prisioneiro de um amor que nunca existiu. Assim, manifesta às nuvens raquíticas todo o ódio que acorda na pele aquecida pelo sol dos esquecidos. |
| Camelo |
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De tanto naufragar nas salivas dos acontecimentos não ligo mais para a sede dos amores adormecidos. |
| Em campo aberto |
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O choro lentamente tecido alongo o horizonte da memória constantes, nebulosas náuseas. No coração aberto, a imensidão dos trigais, bailando ao vento, abarrota o tempo tingindo pelos olhos vermelhos. Ao largo deste poente flui, rumo ao ermo, a rota dos que se perderam pelos sulcos irascíveis do labirinto das falsas portas. |
| Surdo |
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Um dia, espaço de tempo em que posso te ver, fascinar, nao basta para tudo que tenho olhado no peito. mas por toda parte, no vento que corre pelas veias da cidade, na pele das paredes alheias, em cada substância leal, na intenção diluída da noite, no lado enxertado na pegada, em cada sarjeta inimiga que há em ruas sem dono, o desejo cegado amar sem poder ouvir, por se faz. |
| Luto |
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o som languido da lua cruza a noite das cinzas expelidas dos corpos. um uivo esganiçado alerta os olhos esgaçados pelo êxtase. no campo santo, a mulher de todo o sempre renova os protestos de amor espetacular à lapide do amado. os pássaros negros que tem suas nuvens espectrais espelhadas nas sombras brancas e fantasiosas, levam para o horizonte ardente todas as promessas ditas que não se cumpriram. |
| Dom |
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(Dê um clarão) a melodia do dueto de corações germina da sensação de gerar, de amar sem olhar no tato quente das peles. De imediato as luzes iridecentes que se fiam dos povos, avoluma o vento expresso, enche de sonhos exatos os olhos do futuro. As mãos abertas ao vento são o ninho do mundo de seu propósito, é a sua forma de esculpir, dentro de si mesma, o rastro de ambos. Agora é certo, se prenuncia, o estado que nasce das nuvens das dores repelidas, das levas de contrações secas e vastas náuseas marinhas. Ocorre que somente o corpo aceito pode espelhar e transparecer esse dom. |
| Ante a porta |
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Nunca quis me descobrir. Vivo sem razão apesar de toda falsa alegria que há no choro. |
| Depois da porta |
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Hoje em dia não acho nada, Já me encontrei. Já fui lá e voltei. Sei que tudo é efêmero. |
| Penha noturna |
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Carrego à terra sacrificada o amor cultivado nas unhas sementeiras das paixões. Sob elas, os rasgos das alegrias azuis escovadas das ondas sem medo. Arrasto no corpo o sabor da última noite. Ali, pregado no obelisco de março sobre a ponte das luzes noturnas as sereias me trazem o sonho saliente, que confundi, tudo que lembro. Do passado enforcado. Os cogumelos que nascem na minha borda sem a devida intenção de fé poluem o desenrolar do grande peça, incendeiam a chuva de gritos vãos, narcotizam o meu caleidoscópio, trocando as nuances da ilusão. |
| Simbiose |
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Aquilo que guia as aves de arribação sem paixão as jornadas dos lentos paquidermes grandes as sementes que vem e vão nos dedos dos vetos, o que traça as rotas das suaves baleias leves pelo eterno azul, o que direciona o cego andar dos animais migratórios, o que uni os elos das correntes marítimas e atiça o espírito de sobrevivência também inspira os poetas? |
| Sereias |
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Estou preso a essa ilha de corações enferrujados por ter acreditado nas lágrimas doces das serias estou preso a esse labirinto de falsas águas por ter me apaixonado pelas escamas ardentes de prazer. agora, quero me livrar deste peso que me faz flutuar nesta realidade o amor o ódio se degladiam, ponteiros de relógio na batalha do destino. Como posso livrar-me delas se eu não existo sem elas? |
| Skinlove |
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os corpos nus criam a luz fictícia das manhas de ontem na pele, a ostra solar da noite se abre, grita e sangre. a língua que acorda do pesadelo é a mesma que chama, molha e fala. é na pele que ficam as cicatrizes dos vendavais passados, é nela que todas as curvas se voltam e nela que se voltam as curvas. tatuado em osso de mármore, o tato alerta o odor, o sentido do cadáver, troca o olhar lacustre, nos atira, enfastiado, no princípio de nós mesmos, sem direito à asas. mesmo que todos os olhos da pele murmurada se tornem escuros, como o medo, não deixarei de tecer, no vulcão dos dedos, toda a vestimenta dos amantes esquecida na lembrança das praias. |
| Cemitério |
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a noite tão bela e tranqüila está, que é possível escrever no céu os nomes dos que foram comidos pelas ondas de vida. |
| Egito, eu grito |
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inútil é aquele que tenta cruzar o fosso das preocupações frias na esperanças de captar o futuro clandestino no reflexo estagnado do presente. inútil nexo em esculpir o tempo perdido alhures num relógio lunar minguante. impossível saciar a sede de amor com lágrimas do vento uivante inconseqüentemente é o ato de bular as pedras femininas com a intenção de faze-la escrava das vontades dos homens. inútil tentar tirar os apilhões dos olhos enraizados na beleza férica, que por conceito, fico mumificado à sua espera. |
| Cartografia |
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Os caminhos traçados no seu corpo rota que cruza músculo e intenção te levam a porta única da dúvida de qual geografia lhe satisfará. A melodia que chove de ti acalanta os olhos ávidos, deixa o vento flagelado, estira a vontade nas nuvens, desenha imaginações onde não ha ninguém e sem cerimônia funde sangue, prazer e sonho. A sombra dos que ficaram ontem ofusca a luz atrelada no hoje interrompe o estampido do beijo, satiriza a vocação da lua, ignorando a ação do sol. Nas manhas levantadas dos embalos tristonhos os sonhos misturados nos olhos sós, fazem alheiros nas frestas nas ondas revoltas dos lençóis, se automutilam em seios de pedra pome, perdidos em outros amores incertos. |
| Sitiado |
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o que me leva a crer que estou te amando é o fato de ter esquecido os nomes das sobras moldadas nas ruas; de ter a dor à corroer os dedos abertos ao rebento das lágrimas; por estar esquadrinhando as trilhas da saudades perdidas. à procura do vão entre os horizontes; por que durmo hirto sobre os gramados perpetrados na luz das velas içadas nas festas do acaso; por que dança a valsa dos incesos. no reflexo dos sonhos do albatroz soparado; por estar açoitado pelo vento de rajada, aquele vento que metralha os gri-tos os er-ros os per-fu-mes e a vi-são; por que fujo das causas ocas que outrora emergiam da pele salobra que não me encantava mais; por achar que o amor que se encontrava alienado no labirinto das músicas finitas, reconheceu o caminho das estrelas e agora tece nas linhas da noite a porta para te abalroar. a estátua perfeita do meu sentimento rugi sob o lado do verão a integra angústia de sitiar-me numa ilha. sem azul, sem futuro e sem sexo. |
| Veraz |
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só eu sei a natureza das letras que precisei para fixar na intenção tudo aquilo que no silêncio das flores são brilhos, afagos e ardores. Só eu sei a profundidade da floresta que sinto por ti, Só eu sei a cor da fumaça que levita das conversas frutificadas no pomares oníricos dos bares. Só eu sei a quantidade de sonhos que tive, ao apagar da imaginação de um final de ano. Só eu sei o trabalho árduo que é polir, transparecer no aquário de nuvens, tudo que se espera identificar em favor daquilo que achamos para metalizar Só eu sei o quanto de surdez foi necessário para freqüentar seu abraço de veludo, seu beijo de fonte, seu olhar praiano, para que ninguém notasse minha cachoeira explodindo no peito aos olhos luzentes. Só eu sei o tamanho do camboio das paixões que cruzará o céu dos seus olhos, intimamente ligados ao meu desejo de estar ao seu lado. Só eu sei o sabor do prazer que brota dos domingos chuvosos discretamente tatuado nos muros que ignoram os destinos. Só eu sei o teor das virtudes que me cercam entre o dia e o amanhã. Só eu sei o que é ficar escondido atrás de loucas árvores escabelada disfarçando moscas entre os móveis, esperando que a raiva evapore e os cipós pendentes das estrelas enforquem de ponta-cabeça aqueles que sequem tua solidão ninguém vai saber o que só eu sei. O que trago encapsulado no coração cristalizado entre um gesto e um adeus. |
| Joana dos passos em arcos |
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Joana escrava moderna submissa, defletindo realidade nua e feminina, desembaiou, de cabeça erguida, a espada da primavera sexual e partiu com todos os ventos por sobre o fogo macho exposto, rasgando-lhe os subterrâneos, as asneiras, o futuro, com as garras indignadas da lua. A voz torpente, crispada no silêncio das multidões das pedras, desfia dos relâmpagos rotos as lembranças embolados, amassados num corpo apertado e estrangulado pela ampulheta do direito, que não flui da boca, arraigada nos dentes temerosos. O que a leva rastejar, pelos cabelos da rede fina do medo? Joanas de todos os cantos uníssonos; -extirpem das noites esponsais as estrelas que não guiam mais, as que derivam por outras vontades. - queimem seus eclipses cerceadores, para poderem luzir a existência. |
| Bilhete (Nilo é verdade, amar é abismamente canônico) |
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Uma paixão verdadeira, avassaladora, escraviza. Joga-nos abnegados diante do sacrário nu. Faz tudo se tornar sacramento quando se idolatra a mulher. Devia amar de outra maneira, alheio a essa humilhação que extasia, longe destas mãos que alisam os ossos e gelam as repulsas adormecidas nos abismos do peito. Não mais devia cruzar os mares das peles nem escalar o perfume do seus movimentos muito menos afogar a sede no poço das pernas entregando-me à nudez do vício. Me nego a escorregar novamente pelas carícias ocultas na saliva Não penso em continuar devotando ao veludo nosso de cada noite todas as flores surgidas da saudade. Não farei mais cortejo que se diluem no primeiro descantinar de nuvens, As trevas que se lambuzam seduzidas, não mais esconderei por sobre os meus escombros recusados. É impacientar o segredo do beijo com extremo narcisismo. Devia amarrar os mistérios dos desejos na fonte das árvores solidárias quem sabe a fumaça do fracasso não se esconderia em outro mortal. Agora a realidade é espectral, é um punhal que deteriora os corpos uns em outros. É a transfusão de lágrimas e sombras rompendo a veia do obsceno em virtude de um amor lapidado. |
| Onde estais? |
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Esta terra é íntima demais para eu estar em contato com está água estagnada, podre e sem respeito. Não posso me esconder da esquina que fede por despeito, em tranca uma família na esquina da parede. O espelho nega a imagem real, mentindo com todas as letras militares para os imandos das bandeiras rasgadas, que acreditam serem únicos na lama. pregada num destino involuntário. Porque obrigar alguém a viver velejando pelos ventos da derrota se tencionava ser somente feliz? Morte, onde estais? Por que ignora nossas suplicas de liberdade e paz? |
| Constatação |
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Ela existe, logo perturba . É só. O mundo de ninguém não sabe que eu amo. É tudo. |
| Fato |
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Porque as coisas acontecem assim rápidas e sem anúncios prévio? Essas me deixam com esse ar todo de nao saber dar um passo além, necessitado das muletas das horas para me situar no momento. |
| Dano |
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Sempre engano a direção para então me acertar. Perdi o caminho que trazia no passo, queria me enraizar para sentir o sabor do que produzo. |
| Foto |
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A porta do desespero fica aquém da rodoviária que te leva para além dos meus olhos. Estou com as tristezas das flores colhidas enxertadas nos vasos emocionais. É por não entender o sentimento que fujo do beneplasto do só, ligo-me ao passado estampado na memória e te cultivo numa imagem halográfica. |
| Casual |
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A chuva molhada corpos na fuga se tocam, solidariedade do abrigo cumplicidade de intenção Impossível não se excitar com a chuverada O vento alça panos desvenda os segredos E depois de tudo alguns tremam outros hipnotizado pelo som lembram. |
| JK |
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Sempre bato a porta do coração contra a parede da saudade sem pensar nas conseqüências que isto possa causar em toda a estrutura emocional desse quarto e sala de frente pra mata. |
| Docê |
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Meus olhos não são mais os mesmos submisso potencializo amortizações da cabeça companhia de doce e sal. Uma brisa nova figura nas narinas, e confunde o som do coração. A falta que este corpo não metaboliza em sua procura muta por náusea a alucinação de ter sua mão alizando minha vida. |
| Só nós |
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não há espelho só a identidade e um cartão de crédito positivo livre da brigada sem luz, só nós. Por todo o tudo da nota a luz reflete aquilo que tivemos ou teremos imaginariamente só para nós. Não há álcool que nos desiluda, só uma conversa, uma retidão mordaz nos une, só. |
| Anel |
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Falamos diferentes idiomas o sentimento traduzimos de maneira diversa, aquilo que você olha é o mesmo que eu quero ver, aquilo que eu desejo você me declara aquilo que precisas, eu faço. é por ser igualmente estranhos (estranhamente iguais!) que a saudade é mais ácida a lembrança é mais terrível e a vontade mais carrasca. Saiba que enquanto dormes nua levito os olhos oníricos por sobre sua pele clara. É por estar tudo engendrado é que me cultivo no espaço negro desse anel. |
| Circe |
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Meu continente está me enlouquecendo. Necessito da paz do carinho e do calor de sua ilha. Ulisses. |
| Tato |
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É no silêncio das nuvens que tenho o privilégio de te namorar quando cerro os olhos sinto o cheiro de teu brilho e o calor da minha pele traz de volta a realidade para o sonho. |
| Falta |
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Estou precisando do novo. e de todo o mistério que acarreta descobri-lo, de toda a alegria que leva vive-lo, de todo o prazer que da senti-lo, de todo o medo que há em mudar de toda a expectativa que se tem em espera-lo. Estou precisando de novo, viver. |
| Escuro |
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Venderam-me uma saída falsa, sem porta. Agora durmo num marasmo de idéias desconexas, sem futuro sem parede sem luz no fim de tudo. |
| Orbe II |
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Sonhar e não poder viver olhar e não sentir seu calor lembrar e não ouvir sua voz andar e não querer te perder ter e não ver amar e acreditar. |
| Mago |
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No princípio não acreditava no fim agora, acredito na realização dos sonhos. |
| E. T. A. |
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Eu sei que ouvi você dizer mas penso que não te queira como amiga Te quero para querer sempre num abraço, num beijo Para me desfazer do sol quero ser estrela eu te amo minha lua. |
| Vício |
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Lavem as mãos depois de esfaquear o inimigo. o ácido corrosivo do ódio, liquido vital da vingança vicia. |
| Please |
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Não me prive dos olhos das suas letras que encantam do cheiro de suas palavras viciantes num do sentimento encrustado nas suas frases muito menos do brilho que sua carta gera. Só você pode alterar o destino do cometa errante. |
| IMO |
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Ao cruzar a porta que achamos nos perdemos a cada passo um sentido se esvai Não se ouve nada não se vê nada, é como se afogado estivéssemos Temos o paladar abolido na boca e notamos que os cheiros sumira, como se enterrado estivéssemos. Por maior que seja a nossa vontade Não sentimos nem mesmo o próprio corpo. e depois de lacrada a porta as nossas costas, só nos restará aquilo que trouxermos no imo. |
| Cego? |
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o que eu vi nela? aquilo que você não tem? o que ela tem? aquilo que você esconde. o que ela não esconde ora, aquilo que você não mostra. Afinal, o que você quer ver? aquilo que eu só vi nela. |
| Fotomania |
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Jamais pensei olhar para outra pessoa paixão. Entre todos os olhos só vi os seus então não entristeça. Apesar de não ter a coragem dos inconseqüentes quero te beija as costas Depois que te vivi não sei por quem brilha o meu sol, meus olhos, amor Meus olhos, sim sempre por você. |
| Planalto |
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Não era sonho a vida é que não era real apocalipse. Verde mofado amarelo estragado azul necrosado branco morto slogan surdo e mudo. |
| Ato |
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agora que estou só posso descascar os ventos das mão deito falo calo grito ando rezo amo escrevo falo canto. |
| Nothing ever lasts forwer (nada dura para sempre) |
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A história avança sobre todos caminhos, rumos sem saídas, atalhos circulares por percursos flamejantes limita o horizonte, por ruas paralíticas que dificultam o destino fustiga os ares da manhã e fulgura o mistério no futuro. |
| Mística |
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me perder nesta aventura de sentimento, amor de sexo e carne. todo novo, tudo novo não sei onde finda a vontade de estar. cega o tempo. só êxtase no tato contato prazer. |
| Aries - como se fosse personalidade,amor, dinheiro, paz, afeto,coragem, loucura, medo e etc - |
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Entro de olho fechado em tudo, Quero mudar sempre, o meu ponto de vista. Quando caio sempre vejo onde tropecei. |
| Falso |
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É ver que em todos os olhos, as lágrimas, são óleos e constatar que o contato amoroso é superficialmente mecânico. |
| Regime |
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Sinto carência de você de gravitar tudo que nos isola. Sobre cada imagem a menina do coração cria sua face, sua lembrança A mim resta devorar o desejo e esperar. |
| Drogas |
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De tanto bater em portas estranhas acabei por conhecer algumas das minhas pessoas que até então não conhecia. Atitudes aversas ao tempo, vontades sem desejos, visões alheias a luz; movimentos sem sentido de finalidade. O estágio dúbio entre o ser e o morrer. |
| Tiana |
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Lá esta ela inerte por detrás do muro esfarrapado pelo medo em chamas. A metálica por estar só, balança pendurada em seus olhos aventados do passado. Os traços, longe dos sonhos, se diluem-no noite estagnada na vã alegria de colher no pomar das Boas lembranças, o segredo de voltar no tempo. Envolta nas humilhações das chuvas que se a vizinha, persegue as pegadas esquecidas na escada (pequenas cicatrizes de prazer que votaram a doer) atrás do fio da saída do labirinto amarelo. |