GURDJIEFF E O QUARTO CAMINHO

George Ivanovitch Gurdjieff ou George S. Georgiades nasceu entre 1866 e 1870 (h� controv�rsias) na cidade de Alexandr�polis, na prov�ncia de Kars, R�ssia, e faleceu em Paris aos 29 dias de outubro de 1949. Teve uma vida completa de busca e transmiss�o do conhecimento oculto, muito bem retratada no filme e no livro "Encontro com Homens Not�veis" (Ed. Pensamento). Muitos foram os seus seguidores, com quem compartilhou suas viv�ncias e levou-os a experienciar os seus conhecimentos, dentre eles podemos citar Piotr Demianovich Ouspensky (1878-1947) ("In Fragments d'un Enseignement inconnu", Ed. Stock), Thomas de Hartmann ("Nossa vida com Gurdjieff", Ed. Pensamento), Alexandre de Salzmann, A.R.Orage, Margaret Anderson, Maurice Nicoll, Jean Vaysse, Ren� Daumal e Luc Dietrich e Andr� Rousseaux. Em 1918, em Essentuki, no C�ucaso, fundou seu Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem.

Em fun��o da Revolu��o Russa, transferiu seu Instituto para T�flis e depois para Constantinopla e por fim, em 1922, para Fontainebleau-Avon (Fran�a), onde comprou o castelo do Prieur� e encontrou bases est�veis para prosseguir com o seu trabalho e difundi-lo. Dedicou-se a escrever, no final de sua vida, sob o t�tulo "Du Tout Et De Tout" (Do Todo e de Todas as Coisas) tr�s volumosas obras: "R�cits de Belz�buth � Son Petit-Fils ou Critique Objectivement Impartiale de La Vie des Hommes" (Relatos de Belzebu a seu Neto ou Cr�tica Objetivamente Imparcial da Vida dos Homens), "Rencontres Avec des Hommes Remarquables" (Encontros com Homens Not�veis) e "La Vie N'est R�elle Que Lorsque "Je Suis"" (A Vida S� � Real Quando "Eu Sou").

A matéria pr�ctica é uma ferramenta.

Na Russia estabeleceu o chamado "Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem" (1919), que restabeleceu em Fran�a em 1922. Foi neste Instituto que Gurdjieff promoveu uma litania de no��es ocultas e misticas �cerca do universo, que afirmava terem-lhes sido ensinadas por homens s�bios quando viajava e estudava pela �sia Central.

As palavras initeligiveis e desinteressantes de Gurdjieff foram apresentadas numa linguagem mais acessivel pelo seu discipulo Petyr Demianovich Ouspensky.

Ouspensky era um matematico e mistico que representava o S�o Paulo de Guirdjeff, tomando as no��es ocultas e muitas vezes ininteligiveis do mestre e tornando-as legiveis, se n�o mais compreensiveis, em trabalhos como Em busca do Miraculoso-- Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido e O Quarto Caminho - Um Registo de Conversas e Respostas a Quest�es baseadas nos ensinamentos de G. I. Gurdjieff.

Contudo, ao contr�rio de S�o Paulo, Ouspensky perdeu a f� no seu mestre. Talvez em resposta ao Instituto de Gurdjieff, Ouspensky fundou a Sociedade para o Estudo do Homem Comum e desenvolveu as suas pr�prias ideias. Ouspensky mantem-se um dos favorito entre os "Nova Era" pois escreveu livros com titulos como O Simbolismo do Tarot: filosofia do ocultismo em desenhos e numeros e Tertium Organum: o terceiro canh�o do pensamento - uma chave para os enigmas do mundo.

Contudo,para certos devotos de Gurdjieff, Ouspensky era um fora-de-lei. S� o mestre sabia tudo, enquanto Ouspensky conhecia apenas fragmentos e era um mistico incompleto.

Outros discipulos consideram que Gurdjieff e Ouspensky são co-gurus.

Todo o mal, todo o crime, todo o auto-sacrif�cio, todos os actos her�icos, bem como as ac��es da vida normal, s�o controlados pela lua.

O que torna um guru como Gurdjieff atraente como um conquistador espiritual s�o as suas mais c�nicas observa��es, como a no��o de que a maioria dos seres humanos que est�o acordados agem como se dormissem. Gurdjieff tambem observou que a maioria das pessoas est� morta por dentro. Penso que ele queria significar que as pessoas s�o sugestion�veis, cr�dulas, n�o reflectem ou suspeitam dos seus semelhantes, e precisam de um guru para dar �s suas vidas vitalidade e sentido. Gurdjieff notou que a maioria das pessoas n�o s�o c�pticas nem auto-motivadas, e s�o facilmente enganadas por gurus porque querem alguem que lhes mostre como levar uma vida mais cheia. Ele prontificou-se a mostrar aos seus seguidores o caminho para uma vida desperta, um estado de consci�ncia e vitalidade que transcende a consci�ncia ordin�ria. Atraiu assim um conjunto de artistas, escritores, viuvas ricas, para trabalharem na sua quinta em troca da sua sabedoria. Ofereceu numerosas afirma��es e explica��es para tudo debaixo da lua, com pouco mais que a sua imagina��o e nunca temperado pela preocupa��o pelo que a ci�ncia poderia afirmar sobre esses assuntos.

Gurdjieff obviamente tinha uma poderosa personalidade, mas o seu desd�m pelo mundano e pela ci�ncia devia aumentar a sua atrac��o. Exudava auto-confian�a e nenhuma duvida, tra�os que devem ter confortado muitas pessoas.

Uma hist�ria que se passou com Gurdjieff e contada por Fritz Peters. Para explicar o "segredo da vida" a uma Inglesa rica que lhe ofereceu 1.000 libras pela sabedoria, Gurdjieff trouxe uma prostituta para a sua mesa e disse-lhe que era de outro planeta. A comida que estava a comer, disse, era-lhe trazida com dificuldade do seu planeta natal. Deu � prostituta alguma dessa comida e perguntou-lhe a que sabia. Ela disse que sabia a cerejas. "Este � o segredo da vida" disse Gurdjieff � Inglesa. Ela chamou-lhe charlat�o e saiu. Mais tarde nesse dia, deu-lhe o dinheiro e tornou-se uma seguidora devotada.


El sr. Gurdjieff ten�a un cierto orden del d�a, de esto podemos estar seguros. Cuando a Gurdjieff le fue preguntado sobre cu�l era su capricho, dijo: "...que era vivir y ense�ar, para que hubiera en el mundo, una nueva comprensi�n de Dios, un cambio en el significado mismo de la palabra". (Philip Mairet, "A. R. Orage: A Memoir", University Books, 1966, p.105)

Mir�ndolo desde un �ngulo, y quiz�s haya varios, podemos decir que giraba alrededor de la transformaci�n del Ser y la formaci�n de cuerpos superiores, signifique lo que signifique esto para nosotros. Hay una clara raz�n para esta transformaci�n y la producci�n de estos cuerpos superiores que est� relacionada con la condici�n y estado de Dios. Una vez m�s, �ste es el mismo principio que formaba la base del trabajo de los sumerios, babilonios e incluso lo que hac�an los Yezidis.

Gurdjieff descubri� estas ideas alrededor del a�o 1900. Sin embargo, probablemente tard� hasta 1907 en aprender exactamente c�mo trabajar con este principio. Y entonces pod�a ver las oportunidades ofrecidas, tal como el sistema de movimientos Dalcroze, para producir los determinados estados necesarios, las condiciones tambi�n necesarias, y por supuesto un cierto tipo de manifestaci�n de trabajo.

Gurdjieff no descubri� los movimientos, descubri� el principio, y entonces vio los movimientos, y se dio cuenta de que pod�an ser adaptados y usados para producir el mismo efecto. Pero ya hab�a descubierto el principio y el prop�sito de la invocaci�n del Absoluto, y desde luego las diversas herramientas que se pod�a usar para producir estos efectos. Se puede reconocer las herramientas si sabes qu� es lo que quieres hacer. Por ejemplo, si quieres reparar un coche y conoces bien las funciones internas de un coche, y sabes qu� es lo que quieres hacer, puedes, si es necesario, improvisar las herramientas, si las que quieres no est�n f�cilmente disponibles.

Si eres core�grafo, y trabajas con un grupo de bailarines, y por una u otra raz�n, son incapaces de interpretar ciertos pasos para alcanzar un determinado resultado, t� haces que produzcan los efectos de lo que s� son capaces de hacer.

As� que, Gurdjieff lleg� al occidente y vio de lo que la gente era capaz. Vio lo que ten�an y se dijo: "Bueno, trabajo con esto". Se fue a Rusia y descubri� esto. Se fue a Constantinopla y descubri� aquello. B�sicamente, fue capaz de improvisar con las herramientas que hubiera y que estuvieran disponibles. Fue capaz de improvisar totalmente trabajo, herramientas, materiales y m�todos. La mayor�a de sus alumnos supon�a que �l hab�a descubierto un m�todo espec�fico. Pero estaban completamente equivocados. Por otro lado lo que s� era capaz de hacer, era crear un m�todo para cualquier condici�n, porque entend�a los principios que formaban la base del Trabajo, qu� se necesitaba, cu�ndo se necesitaba, y c�mo se iba a usar.

As� que, en realidad, Gurdjieff no ense�aba nada. Usaba los materiales y los m�todos que estaban a mano. Pero �stos no ten�an nada que ver con la cosa en s�, el principio detr�s de la cosa.

El novato, el aprendiz, enfoca su atenci�n en las herramientas y los m�todos, y pone todo su empe�o exactamente en c�mo hacer la cosa. �Pero, qu� pasa si no tienes disponibles esas herramientas y esas cosas?


A EXPERIENCIA GURDJIEFFIANA.

O que se passa � que AGORA est�o recebendo o que se poderia chamar de mat�ria desclassificada, que por certo j� n�o � �til de uma forma DIRECTA e que s� � �til o que acontece AGORA. O que lemos e o que nos informam j� � PASSADO. O que n�o nos dizem, mas nos mostram, � o que esta passando AGORA. H� uma grande diferen�a nesses pontos de vistas que est� entre aquilo que nos v�o dizer sobre o que se passava sendo isto sem valor e o que n�o nos dizem nada sobre aquilo que nos mostram no momento em que acontecem. Por isto � que as nossas pr�prias experi�ncias s�o t�o VITAIS para o crescimento.






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