La Ni�a
O Fen�meno La ni�a O fen�meno La Ni�a, que � oposto ao El Ni�o, corresponde ao resfriamento an�malo das �guas superficiais do Oceano Pac�fico Equatorial Central e Oriental formando uma �piscina de �guas frias� nesse oceano (a mancha de cor azul na figura abaixo). � semelhan�a do El Ni�o por�m apresentando uma maior variabilidade do que este, trata-se de um fen�meno natural que produz fortes mudan�as na din�mica geral da atmosfera, alterando o comportamento clim�tico. Nele, os ventos al�sios mostram-se mais intensos que o habitual (m�dia climatol�gica) e as �guas mais frias, que caracterizam o fen�meno, estendem-se numa faixa de largura de cerca de 10 graus de latitude ao longo do equador desde a costa peruana at� aproximadamente 180 graus de longitude no Pac�fico Central. Observa-se, ainda, uma intensifica��o da press�o atmosf�rica no Pac�fico Central e Oriental em rela��o � press�o no Pac�fico Ocidental. Em geral, um epis�dio La Ni�a come�a a desenvolver-se em um certo ano, atinge sua intensidade m�xima no final daquele ano, vindo a dissipar-se em meados do ano seguinte. Ele pode, no entanto, durar at� dois anos. Os epis�dios La Ni�a permitem, algumas vezes, a chegada de frentes frias at� � Regi�o Nordeste notadamente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. A precipita��o no Nordeste, com La Ni�a, tende a ser mais abundante no centro-sul do Maranh�o e do Piau� nos meses de novembro a janeiro. Os epis�dios La Ni�a podem vir a favorecer a ocorr�ncia de chuvas acima da m�dia sobre o semi-�rido do Nordeste se tamb�m � formado um Dipolo T�rmico do Atl�ntico favor�vel, ou seja, com temperatura da superf�cie do mar acima da m�dia no Atl�ntico Tropical Sul e abaixo da m�dia no Atl�ntico Tropical Norte. Em geral, a circula��o atmosf�rica tende a apresentar caracter�sticas de anos normais na presen�a de La Ni�a mas a distribui��o de chuva, de fevereiro a maio, no semi-�rido do Nordeste pode se caracterizar por uma elevada irregularidade espacial e temporal mesmo em anos de La Ni�a. Tem-se registro de epis�dios La Ni�a nos seguintes anos: 1904/05, 1908/09, 1910/11, 1916/17, 1924/25, 1928/29, 1938/39, 1950/51, 1955/56, 1964/65, 1970/71, 1973/74, 1975/76, 1984/85, 1988/89 e 1995/96. Eles variam em intensidade. O epis�dio de 1988/89 foi, por exemplo, mais intenso do que o de 1995/96. O La Ni�a que se iniciou no final de 1998 seguiu o forte El Ni�o de 1997/98. Nem sempre, por�m, um La Ni�a segue a um El Ni�o. No intenso e mais recente epis�dio de La Ni�a ocorrido em 1988/89, o resfriamento das �guas superficiais foi mais lento, ou seja, demorou dois meses para que a temperatura superficial do Pac�fico diminu�sse 3,5� C. Em 1998, o Pac�fico Tropical tamb�m teve uma queda similar de temperatura, mas o resfriamento ocorreu em apenas um m�s. Durante os epis�dios de La Ni�a, os ventos al�sios s�o mais intensos que a m�dia climatol�gica. O �ndice de Oscila��o Sul (o indicador atmosf�rico que mede a diferen�a de press�o atmosf�rica � superf�cie, entre o Pac�fico Ocidental e o Pac�fico Oriental) apresenta valores positivos, os quais indicam a intensifica��o da press�o no Pac�fico Central e Oriental, em rela��o � press�o no Pac�fico Ocidental. Em geral, o epis�dio come�a a se desenvolver em meados de um ano, atinge sua intensidade m�xima no final daquele ano e dissipa-se em meados do ano seguinte.
Sem o fen�meno
com o fen�meno La Ni�a
Efeitos da La Ni�a no Brasil
No Brasil este fen�meno causa menos danos que o El Ni�o, por�m alguns preju�zos s�o registrados em cada epis�dio. Como conseq��ncia da La Ni�a, as frentes frias que atingem o centro-sul do Brasil tem sua passagem mais r�pida que o normal e com mais for�a. Como as frentes tem mais for�a a passagem pela regi�o sul e sudeste � r�pida n�o acumulando muita chuva e a frente consegue se deslocar at� o nordeste. Sendo assim a regi�o nordeste, principalmente o sert�o e o litoral baiano e alagoano, s�o afetados por um aumento de chuvas o que pode ser bom para a regi�o semi �rida, mas causa grandes preju�zos a agricultura. O norte e leste da Amaz�nia tamb�m sofrem um grande aumento no �ndice pluviom�trico. Na regi�o centro-sul h� estiagem com grande queda no �ndice pluviom�trico, principalmente nos meses de setembro a fevereiro e no outono as massas de ar polar chegam com mais for�a. Como conseq��ncia o inverno tende a chegar antes e j� no outono grandes quedas de temperatura s�o registradas, principalmente na regi�o sul e em S�o Paulo. No ultimo epis�dio La Ni�a em 1999 fortes massas de ar polar atingiram a regi�o sul causando neve nas regi�es serranas e geadas em toda a regi�o j� em abril. Para se ter uma id�ia, normalmente em abril registra-se geadas apenas nas regi�es serranas. Nevar � normal apenas ap�s o m�s de maio e no norte do Paran� as geadas s� costumam ocorrem a partir de junho. Mas apesar de um m�s de abril e maio frio, o inverno n�o foi t�o frio quanto o esperado apresentando-se com temperaturas normais. Na regi�o sudeste tamb�m o outono foi com temperaturas mais baixas. De acordo com as avalia��es das caracter�sticas de tempo e clima, de eventos de La Ni�a ocorridos no passado, observa-se que o La Ni�a mostra maior variabilidade, enquanto os eventos de El Ni�o apresentam um padr�o mais consistente. Os principais efeitos de epis�dios do La Ni�a observados sobre o Brasil s�o: ? passagens r�pidas de frentes frias sobre a Regi�o Sul, com tend�ncia de diminui��o da precipita��o nos meses de setembro a fevereiro, principalmente no Rio Grande do Sul, al�m do centro-nordeste da Argentina e Uruguai; ? temperaturas pr�ximas da m�dia climatol�gica ou ligeiramente abaixo da m�dia sobre a Regi�o Sudeste, durante o inverno; ? chegada das frentes frias at� a Regi�o Nordeste, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas; ? tend�ncia �s chuvas abundantes no norte e leste da Amaz�nia; ? possibilidade de chuvas acima da m�dia sobre a regi�o semi-�rida do Nordeste do Brasil. Essas chuvas s� ocorrem, se simultaneamente ao La Ni�a, as condi��es atmosf�ricas e oce�nicas sobre o Oceano Atl�ntico mostrarem-se favor�veis, isto �, com TSM acima da m�dia no Atl�ntico Tropical Sul e abaixo da m�dia no Atl�ntico Tropical Norte. Em alguns lugares, como no Sul do Brasil, durante o forte evento de La Ni�a de 1988/89, a esta��o chuvosa de setembro a dezembro de 1988 teve um m�s de muita seca, mas os demais meses da esta��o teve chuva normal, ou ligeiramente acima da m�dia. Durante o epis�dio fraco de 1995/96, o esfriamento do Pacifico n�o foi t�o intenso, mas o per�odo chuvoso de setembro a dezembro de 1995, mostrou durante todos os meses, chuvas abaixo da normal climatol�gica. Com rela��o � Amaz�nia, as vaz�es dos Rios Amazonas no posto de �bidos e as cotas do Rio Negro, em Manaus, mostram valores maiores que a m�dia durante os epis�dios de La Ni�a ocorridos em 1975/76 e 1988/89, comparados com valores mais baixos nos anos de El Ni�o, ocorridos em 1982/83 e 1986/87. Durante o corrente ano de 1998, ap�s a r�pida desintensifica��o do fen�meno El Ni�o em maio e junho, observou-se um s�bito resfriamento das �guas do Pac�fico Equatorial Central. Esse resfriamento continuou em julho, por�m um novo epis�dio do fen�meno La Ni�a ainda n�o est� totalmente caracterizado. As previs�es indicam que todas as condi��es do La Ni�a acontecer�o at� o final deste ano: �guas mais frias no Pac�fico Equatorial Central e Oriental ao longo do Equador, ventos al�sios mais fortes e intensifica��o da press�o atmosf�rica na parte oriental do oceano e enfraquecimento das press�es na por��o ocidental. Nos �ltimos 15 anos, foram apenas tr�s ocasi�es em que o La Ni�a foi sucedido pelo El Ni�o. O epis�dio intenso de El Ni�o de 1982/83 foi seguido de um evento fraco de La Ni�a em 1984/85, e um El Ni�o menos intenso, ocorrido em 1986/87, foi seguido de um forte La Ni�a em 1988/89, e o El Ni�o longo, mais fraco de 1991/94 foi seguido de em epis�dio fraco de La Ni�a em 1995/96. El Ni�o e La Ni�a s�o oscila��es normais, previs�veis das temperaturas da superf�cie do mar, nas quais o homem n�o pode interferir. S�o fen�menos naturais, varia��es normais do sistema clim�tico da Terra, que existem h� milhares de anos e continuar�o existindo.
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