Geologia do Paran�
Geologia do Perfil. O estado do Paran� � dividido morfologicamente em 3 Planaltos. Sendo que cada um foi dividido de acordo com suas caracter�sticas geol�gicas. O Primeiro Planalto localiza-se na regi�o de Curitiba. Tamb�m pode ser chamado de Planalto de Curitiba ou Escudo Paranaense. O segundo Planalto se localiza na regi�o de Ponta Grossa, podendo ser conhecido tamb�m como Planalto de Ponta Grossa. E o Terceiro Planalto, que tamb�m � conhecido como Planalto de Guarapuava engloba boa parte do estado. No Primeiro Planalto, h� a presen�a de rochas arqueadas que s�o as mais antigas do estado, com idades superiores a 2,5 bilh�es de anos. Tamb�m s�o encontrados granitos de at� 600 milh�es de anos. As rochas sedimentares tem papel importante na forma��o do Segundo Planalto. Nele est� localizado tamb�m o Arco de Ponta Grossa, que � uma estrutura de origem Devoniana originada a partir de tectonismos que soergueram a �rea e dobraram sua camada sedimentar. O Terceiro Planalto � formado p�r rochas magm�ticas, principalmente basalto que reflete a alta fertilidade da regi�o. A hist�ria geol�gica do Paran� abrange um per�odo de 2,7 bilh�es de anos a 600 milh�es. Ela nos mostra que a regi�o paranaense sofreu um intenso derramamento magm�tico. A �rea localizada onde hoje � o Primeiro Planalto sofreu fortes a��es tect�nicas de falhamentos e dobramentos, abalando-se, forma a bacia sedimentar, que foi alvo do dep�sito de sedimentos. Esse processo de sedimenta��o mostra ocorreu uma hist�ria geol�gica que mostra ambientes glaciais, desertos, de rios em grandes quantidades, etc. Todo esse processo de sedimenta��o teve in�cio no per�odo Devoniano, quando houve a deposi��o dos Arenitos Furnas e dos Folhelhos Ponta Grossa, ocorrendo primeiramente num ambiente marinho, depois pelo glacial e posteriormente des�rticos. Nesse est�gio houve a quebra do super � continente Gondwana, formando assim o Oceano Atl�ntico. O movimento de distanciamento entre a Am�rica do Sul e da �frica gerou um magmatismo nas fraturas onde ocorreu um derramamento que recobriu tanto o deserto quanto as rochas magm�ticas do Primeiro Planalto. O Primeiro Planalto Paranaense. O primeiro planalto limita-se para oeste por uma escarpa de estratos de sedimentos paleoz�ico quase horizontais. A altitude do planalto � notavelmente uniforme numa extens�o de 75 km, formando uma paisagem suavemente ondulada, com plan�cies de v�rzeas intercaladas por sedimentos fluviais e paludais do quarten�rio recente, predominando argilas pl�sticas pretas de h�mus crus �cidos e areias brancas. Estes sedimentos seguem os vales dos rios, principalmente o largo vale do rio Igua�u at� sua bacia de capta��o de v�rias nascentes. Todos os sedimentos jazem diretamente sobre as rochas cristalinas. As rochas cristalinas suavemente dobradas, como tetos acima de granitos, ou fortemente dobradas, como blocos entre granitos p�s-algonquianos, formam o pedestal do primeiro planalto desde a serra do Mar at� alguns quil�metros a oeste de Curitiba. A seguir, as forma��es algonquianas da s�rie A�ungui (filitos, calc�rios, calc�rios dolom�ticos e quartzitos com granitos intrusivos) limitam discordantemente o antigo escudo gn�issico. As rochas das forma��es da serie A�ungui constituem toda a parte do norte do primeiro planalto. Em virtude da proximidade do oceano Atl�ntico como base-n�vel de eros�o, todos os rios dirigidos para o norte, ao vale do Ribeira, possuem grande for�a de eros�o. Rumo a oeste as camadas algonquianas dobradas, com seus granitos intrusivo, mergulham sob os arenitos das Furnas do Eo-devoniano, constituindo o pedestal da escarpa do segundo planalto. Nas partes central e sul, a superf�cie do primeiro planalto corta uniformemente os gnaisses e granitos antigos, as rochas algonquianas com seus granitos intrusivos e os sedimentos do Quatern�rio Antigo (superf�cies Alto Igua�u e Curitiba do Neo-Terciario e Pleistoceno). Verificam-se no primeiro planalto os mesmos fen�menos orog�nicos e id�nticas fases de intrus�es no Complexo Cristalino observado no litoral e na Serra do Mar, que determinam as principais linhas orogr�ficas. Uma orogenia mais antiga, laurenciana do Arqueano Superior, orientada em N 60o a 70o E, que atingiu o plagiocl�sio-microclima-biotita-gnaisse mais antigos. Fases de dobramentos uranianos, com granitos penoquianos da Era Ass�ntica, abrangendo principalmente os dep�sitos geossinclinais do algonquiano da s�rie Assungui, orientados dum modo geral em N 40o E, adaptando-se por�m, ao rumo N 60oE no limite com o antigo escudo gn�issico. Uma orogenia mais recente com intrus�o gran�tica e efus�o de quatzo-p�firos, provavelmente de fase tet�nica de Era Caledoniana, originando dire��es de N 20o a 30o E. O Segundo Planalto ( Planalto de Ponta Grossa). Com o segundo planalto come�a a regi�o dos sedimentos paleoz�ico e mesoz�ico n�o pertubados por movimentos orog�nicos, todavia suavemente inclinado para W, SW e NW. Aqui foram encontrado todos os f�sseis de import�ncia para a determina��o da idade das camadas devonianas e dos membros das camadas Gondw�nicas. O complexo sedimentar do Paran� circunda o suave abaulamento do complexo cristalino num arco quase retangular aberto para leste. A escarpa de estratos, que limita nitidamente a zona de evers�o do primeiro planalto, � formada pelo arenito branco das Furnas, situado na base do sistema devoniano. O degrau � uma cuesta originada p�r eros�o. Assim a chamada escarpa devoniana come�a com o vale do rio Igua�u, sendo representada nos mapas p�r nomes regionais serras que, entretanto, n�o exprimem sei car�ter de escarpa. Come�a ao sul com o nome Serrinha, continua para oeste e norte como Serra S�o Luiz, das Furnas, Purun�, Santa Ana, Itaiacoca, S�o Joaquim, Taquari e Buriti. Al�m do rio Itarar� estende-se a escarpa no Estado de S�o Paulo, com a denomina��o Serra de Faxina e Serra das Almas. O Pedestal da cueta � formado p�r rochas metam�rficas, da s�rie Assungui, filitos, calc�rios e quatzitos, ou por plutonitos p�s-algonquianos, granitos, granitos-p�firos e quartzo-p�firos. Este pedestal cristalino de escarpa � cortado e aplainado por toda a sua extens�o por um paleoplano j� citado, o peneplano pr�-devoniano, id�ntico, em grande parte do sul do Paran�, ao peneplano pr�-gondw�nico. As s�ries de diques de diab�sio nas cristas das eleva��es constituem caracter�sticas importantes para a topografia do segundo planalto. S�o linhas principais do sistema orogr�fico do Paran�, que determinam a orienta��o da maior parte dos espig�es rumo N 45o W. A estes diques de diab�sios paralelo juntam-se �sills� de grande exten��o e �stocks� de diab�sio isolados. Tamb�m afloram diques de andesitos e augita-porf�ritos . O arenito Furnas acunha no sul do rio Igua�u, ocasi�o em que as escarpas formadas pelos sedimentos devonianos desaperece, sendo assinalda aqui apenas por pequenos plat�s de sedimentos glaciais do Carbon�fero superior. Na parte norte do Segundo Planalto, encontram-se as menores latitudes no limite entre o Segundo e o Terceiro Planaltos, que variam entre 350 e 560 m. Algumas mesetas t�picas do arenito e�lico Botucatu, cortadas por diques de diab�sio com capas de lava b�sica. A escarpa com sedimentos mesoz�icos e derrames de lava b�sica � parte integral da Serra Geral, estabelecendo uma separa��o n�tida entre o Segundo e o Terceiro Planaltos, a oeste e a norte, de maneira id�ntica a escarpa devoniana com o Primeiro Planalto a leste. O Terceiro Planalto (Planalto de Guarapuava). O Planalto representa o plano de declive que forma a encosta da escarpa da Serra Geral do Paran�, sendo denominada Serra da Boa Esperan�a ou escarpa mesoz�ica. Esta escarpa � constitu�da por estratos do arenito Botucatu. A constitui��o geol�gica da extensa regi�o do Terceiro Planalto � relativamente simples. Sobre o pedestal areno � argiloso da escarpa mesoz�ica, constitu�da ainda em toda a extens�o pelos horizontes alternadamente coloridos das forma��es Esperan�a e Po�o Preto, do grupo Rio do Rasto. Influenciadas por um clima do Quatern�rio Recente, as rochas eruptivas b�sicas do Terceiro Planalto se decomp�em em solos argilosos vermelhos muito coesos, conhecidos como terra roxa, ocupando o maior espa�o do Terceiro Planalto. Entretanto, nos campos do Terceiro Planalto, estes solos s�o parcialmente muito �cidos. O Terceiro Planalto representa a regi�o dos grandes derrames de lavas b�sicas do vulcanismo gondw�nico do P�s � Tri�ssico at� o Cret�ceo. As possantes massas de lava ascenderam atrav�s das fendas tect�nicas de tra��o. Sedimentos quatern�rios fluviais, s�o encontrados principalmente no vale do rio Paran� .O ca�on e os saltos geologicamente recentes s�o a express�o de movimentos tect�nicos recentes ou de levantamentos epirogen�ticos desde o Quatern�rio Superior. Os plat�s e mesetas dos divisores de �gua representam no terceiro planalto as linhas orogr�ficas principais. No bloco plan�ltico de Apucarana, ao norte de Londrina, nas proximidades de Boa Vista do Paraiso, Cruzeiro do norte, Jaguapit�, Colorado e perto de Sab�udia, a leste do rio Pirap�, jazem vest�gio do arenito vermelho S�o Bento Superior �supratrapp� ou Caiu�. As rochas eruptivas mergulham em 580 m s.n.m. a oeste de Maring� ( 560 a 592 m ) abaixo da capa do arenito Caiu�. No Paran� a camada de arenito Caiu� se desenvolve-se a partir dos �ltimos derrames de lava e representa a continuidade do processo de sedimenta��o e�lica terrestre iniciada no R�tico ou Tri�ssico Superior com a deposi��o de arenito Botucatu no deserto masos�ico, que perdurou at� o Eo-Cret�ceo. A sedimenta��o n�o cessou durante todo o periodo do vulcanismo gondw�nico, e foram depositados sedimentos e�licos em bancos ou lentes nos derrames de lava e nas fendas maiores. A ascens�o r�pida nas fendas de di�clases elevou consigo gr�os de areia posteriormente silificicados. Concluindo, terceiro planalto representa a regi�o dos grandes derrames de lavas b�sicas do vulcanismo gondw�nico do Pos-Tri�ssicos at� o Eo-Cret�ceo. As possantes massas de lava ascenderam atrav�s das fendas tect�nicas de tra��o, que atualmente cruzam os planaltos rumo NW como diques de diab�sio. O arenito e�lico Caiu�, que se estende sobre os derrames de �trapp� no setor noroeste do e oeste dos blocos plan�lticos de Apucarana e Campo Mour�o, docimenta um clima �rido durante a Era Mesos�ica do Tri�ssico Superior at� o Eo-Cret�ceo. Litoestratigrafia da Bacia do Paran�. A Bacia do Paran� � constitu�da de dois grupos: o Tubar�o (inferior) e o Passa Dois (superior). O Grupo Tubar�o � constitu�do de associa��o heterog�neas de rochas, distribu�das de diversos modos nas diferentes regi�es da Bacia. Como conseq��ncia dessa situa��o temos v�rias denomina��es paras as subdivis�es do grupo, o alinhamento tect�nico do Paranapanema (F�lfaro,1974) e a linha tect�nica Torres-Pousada (Leinz,1949) foram tomadas como ponto de refer�ncia, pois as �reas por eles delimitadas apresentavam diferentes raz�es de subsid�ncia. A regi�o acidental, nos estados de Goi�s, Mato Grosso, Mato Grosso Do Sul e Paraguai possui caracter�sticas peculiares ligadas � ativa ascens�o da borda oeste. Como os sedimentos neopaleoz�icos da Bacia do Paran� transgridem as fronteiras do Pa�s, ser�o feitas ligeiras refer�ncias �s ocorr�ncias do Uruguai, Paraguai e Argentina. O Grupo Tubar�o tem suas litologias essencialmente cl�sticas, a n�o ser localmente, os sedimentos de origem qu�mica e org�nica s�o de car�ter subsidi�rio. Na parte superior do grupo, aumenta a import�ncia dos sedimentos org�nicos, ocorrendo carv�es explorados comercialmente. Dentre suas variedades temos: arenitos, siltitos, argelitos, ritmitos, diamictitos. Os folhelhos carbonosos e carv�es ocorrem em bacias isoladas, sendo espor�dicos na parte inferior do grupo e mais comum na parte superior. O comportamentos de conglomerados e diamectitos � inverso. H� um gradual decr�scimo da rela��o de cl�sticos para cima, o mesmo ocorre, lateralmente, para oeste. A �rea ao norte do arco de Ponta grossa (S�o Paulo) tamb�m possui rela��o de cl�sticos mais elevada do que a �rea ao sul. Resumidamente, a Bacia do Paran� Compreende o Segundo e o Terceiro Planalto Paranaense, recobrindo a maior por��o do estado. � uma bacia sedimentar, intracrat�nica ou sin�clise que evoluiu sobre a Plataforma Sul-Americana, e sua forma��o teve in�cio a cerca de 400 milh�es de anos, no Per�odo Devoniano terminando no Cret�ceo. A persistente subsid�ncia na �rea de forma��o da bacia, embora de carater oscilat�rio, possibilitou a acumula��o de grande espessura de sedimentos, lavas bas�lticas e sills de diab�sio, ultrapassando 5.000 metros na por��o mais profunda. Sua forma � aproximadamente el�ptica, aberta para sudoeste, e cobre uma �rea da ordem de 1,5 milh�o de Km2. Apresenta inclina��o homoclinal em dire��o ao oeste, por��o mais deprimida. Sua forma superficial concava deve-se ao soerguimento flexural denominado Arqueamento de Ponta Grossa. As extensas deforma��es estruturais tais como arcos, flexuras, sinclinais e depress�es, posicionadas ao longo das margens da bacia, s�o classificadas como arqueamentos marginais, arqueamentos interiores e embaciamentos. A consolida��o e evolu��o final do embasamento da Bacia do Paran� se deu no Ciclo Tectono-magm�tico Brasiliano, entre o Pr�-Cambriano Superior e o Eo-Paleoz�ico. Sua evolu��o se deu por fases de subsid�ncia e soerguimento com eros�o associada, no transcorrer das quais a sedimenta��o se processou em sub-bacias. Forma��o Rio do Rasto � constitu�da por arenitos e siltitos e argilitos. Os arenitos formam lentes relativamente curtas, em geral com menos tr�s metros de espessura, podendo chegar a dez. Nos afloramentos � um predom�nio da cor vermelha, podendo ocorrer tonalidades da cor chocolate, p�pura e verde. A estratifica��o � predominantemente horizontal, podendo ocorrer a estratifica��o cruzada. Diastemas s�o freq�entes, com estrutura de escava��o e preenchimentos. Estruturas de sobrecarga s�o observadas �s vezes no contato entre arenitos e siltitos. As zonas de sedimenta��o ritmica existente, com espessuras de dois a tr�s metros, s�o constitu�das por altern�ncia de siltitos e arenitos, estes mais espessos. A transi��o da forma��o Estrada Nova para Rio Do Rasto � concordante, sendo colocada na base das primeiras camadas lenticulares de arenito castanho-avermelhados. A forma��o Rio Do Rasto distingue-se da forma��o Estrada Nova pela maior tend�ncia de lenticularidade. Forma��o Furnas Aflora no estado do Paran� e S�o Paulo, Margem sul oriental da Bacia do Paran�. O arenito forma escarpas dirigidas para fora da bacia, claramente subordinadas as di�clases e falhas, facilmente observadas em fotos a�reas. O solo � pouco espesso, com a rocha aflorando na forma de extensos lajeados que margeiam rios largos e rasos. S�o freq�entes as corredeiras e pequenas cachoeiras. A mata arauc�ria � predominante nesta regi�o. Forma��o Botucatu � constitu�da em sua maior parte de arenitos com sele��o de boa � regular, classe modal predominante de areia fina, com pouca matriz, estratifica��o cruzada de m�dio porte � grande. Os gr�os entre 0,25 e 0,50 mm t�m arredondamento entre 0,25 e 0,40 e esfericidade superior a 0,80. Os gr�os maiores que 0,50 mm, contudo, t�m esfericidade e arredondamento maiores e superf�cies foscas e emburacadas, a estrutura sedimentar predominante � a estratifica��o cruzada de grande porte. O arenito Botucatu estende-se por toda a Bacia do Paran�, transgredindo sobre as forma��es mais antigas e indo descansar diretamente sobre o embasamento cristalino em Minas Gerais. A Forma��o Botucatu raramente ultrapassa a espessura de cem metros. Forma��o Ponta Grossa Consiste em folhelhos argilosos, mic�ceos, finamente laminados, cinzentos, localmente betuminosos ou carbonosos e folhelhos s�lticos a arenosos, com siltitos e arenitos muitos finos subordinados. Na �rea de afloramento no estado do Paran� � poss�vel distinguir tr�s membros em bases litol�gicas o inferior e superior s�o predominantemente sitico-argiloso, enquanto o m�dia � constitu�do de arenitos muitos finos ou siltitos arenosos. Esses membros foram denominados, respectivamente, jaguaria�va, Tibaj� e S�o Domingos Os folhelhos distinguem-se dos do Membro S�o Domingos pela tend�ncia de serem mais mic�ceos e silticos ou arenosos e, principalmente, pela ocorr�ncia de concre��es sider�ticas de forma irregular, algumas com mais de 1 metro de comprimento mas com poucos cent�metros de espessura. No topo ocorrem folhelhos argilosos, pretos, carbonosos, f�sseis, com n�dulos calc�rios na parte inferior. O membro Tibag� � constitu�do por arenitos silticos muito fino ou siltico arenoso. Na se��o tipo � constitu�do de 50 % de part�culas siltica, 33 % de part�culas de areia muito fina, 12 % de areia mais grossa e 5 % do material argiloso. Grupo Bauru O tipo litol�gico que predomina � o arenito fino � muito fino de cimento argiloso ou calc�fero-argiloso, mineral�gicamente imaturo, passando gradualmente para o siltito. A simetria da distribui��o granulom�trica desse sedimentos � muito positiva, com pior sele��o na parte fina da distribui��o total, que passa para assimetria negativa a aproximadamente sim�trica na distribui��o de areia. Subisidiariamente ocorrem intercala��es de argilito e conglomerados. Em certas regi�es ocorrem leitos de calc�rios. Estruturas de escava��o e preenchimento, pelotas de argila, n�dulos carbon�ticos, marcas onduladas, lamina��es cruzadas por migra��o de marcas onduladas e lamina��es cruzadas de diverssos tipos constituem sua estrutura sedimentares, as quais envolvem camadas finas, quase sempre inferiores a 1 cent�metro (Barcha e Arid, 1977). As rochas do Grupo Bauru ocupam a maior parte do planalto ocidental S�o Paulo, ocorrendo tamb�m no tri�ngulo mineiro, sul de Goi�s e sudeste de Mato grosso. A espessura do grupo Bauru � da ordem de 200 metros. Tentativas de subdivis�o estratigr�ficas, realizadas em datas anteriores a 1976, n�o subsistiram por estarem fundadas em caracter�sticas que estudos superiores demonstraram n�o Ter significado estratigr�fico. Forma��o Piramb�ia Pertence ao Grupo S�o Bento, � de ocorr�ncia comum nos munic�pios de S�o Ger�nimo da Serra e Tamarana, esta forma��o constitui basicamente de arenitos, arenitos conglomer�ticos e raramente argilitos. Temos a presente estratifica��o cruzada-acanal�tica de m�dio e pequeno porte, bancos com estratifica��o plano-paralela. Grande parte das rochas podem estar silificadas, o que proporciona grande resist�ncia a eros�o. Na por��o inferior ocorrem arenitos esbranqui�ados, mal selecionados, com gr�os finos na maioria e m�dios subordinados, apresentando formas subanlugares e subarredondados, com constitui��o essencialmente quatzosa e pouca quantidade de matriz siltico-argilosa. Na parte superior s�o encontrados arenitos com n�veis conglomer�ticos. Esses arenitos s�o amarelados rosados ou esbranqui�ados, mal selecionados com gr�os finos at� muitos grossos e subordinadamente s�o quartzosos, esf�ricos e arredondados. Os mais finos s�o subanguloso quatzosos em sua maioria, podendo ocorrer pequena quantidade de micas ou espa�os, os seixos constituem-se essencialmente de quartzo hialino e mais raramente de quartzo leitoso ou rosado, ocorrem �s vezes disperso em meios aos extratos ( Petri & F�lfaro, 1983; Schneider et al., 1974). Localmente ocorrem bancos de estratifica��o cruzada de grande porte, com n�veis de lamina��o plano-paralela, raras lentes de arenito siltosos vermelho, de espessura centim�trica e decim�trica podem ocorrer. A origem dos sedimentos da Forma��o Piramb�ia parece ser daqueles tipos de canais fluviais e de dep�sitos de transbordamento, formados por ciclos recorrentes. Ela aflora no Segundo Planalto Paranaense e compreende as rochas sedimentares paleoz�icas da Bacia do Paran�. Limitada a leste pelas rochas pr�-Devonianas do Escudo, ao norte e sul adentram os estados de S�o Paulo e Santa Catarina. A leste � recoberto pelos derrames bas�lticos sendo desconhecidos seus limites.