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NUTRIÇÃO
Existe uma grande diferença entre alimentação e
nutrição. Alimentação
é a escolha, o preparo e a ingestão da comida;
nutrição é a utilização
dos alimentos pelo organismo. Para se ter boa saúde,
é preciso
alimentação adequada para nutrir nosso organismo e
proporcionar
tudo o que é necessário para garantir o seu bom
funcionamento.
O QUE É UM NUTRIENTE?
Todos os seres vivos dependem da correta assimilação
dos nutrientes
que ingerem, assim como da adequada eliminação dos
seus resíduos.
Por meio dos alimentos, podemos suprir o que o nosso
organismo
necessita, mas é importante que estes alimentos
sejam cultivados de
forma natural – sem agressões tóxicas, como
pesticidas e agrotóxicos
– e sejam manipulados sem aromas artificiais,
corantes sintéticos,
longo transporte etc.
Hoje, a maioria das pessoas se alimenta mal, comendo
às pressas,
com poucas porções de frutas e legumes frescos e
dando preferência
para sanduíches, frituras, produtos refinados e
muito industrializados.
Normalmente estes produtos não são nutritivos, ou
perdem muito
de seus nutrientes no processo de preparação.
Ao longo dos anos, com o progresso e a tecnologia, o
homem
ganhou muito em conforto, mas perdeu bastante em
termos de
alimentação saudável.
Hipócrates, o pai da medicina, já dizia na
Antigüidade: “Que o teu
alimento seja teu remédio e que teu remédio seja o
teu alimento”.
E ensinava: “Deixa no recipiente a droga, se puderes
curar o paciente
com alimento”.
eínas,
carboidratos e fibras.
O que são VITAMINAS?
São chamadas de vitaminas as substâncias que, quando
introduzidas
no organismo, desempenham importante papel na
manutenção da
saúde, no crescimento, na defesa e na nutrição. São
essenciais à saúde
e não são fabricadas pelo organismo. A maioria delas
precisa ser
ingerida diariamente, uma vez que são consumidas
pelo organismo
a cada 24 horas.
As principais vitaminas se dividem em hidrossolúveis
(solúveis em
H2O e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis
(solúveis em gordura
e absorvidas pelo intestino com ajuda de sais
biliares produzidos
pelo fígado). As vitaminas hidrossolúveis, como a
Vitamina C e as
do complexo B, devem ser ingeridas diariamente, pois
são pouco
armazenadas no organismo. As lipossolúveis podem ser
armazenadas
por períodos maiores no tecido adiposo e no fígado,
e entre elas
estão as vitaminas A, D, E e K.

Vitamina A
Na natureza existe a forma de beta-caroteno ou
pré-vitamina A que,
no fígado, transforma-se em vitamina A. É
importantíssima para o
crescimento, para a boa formação da pele, das
mucosas, dos ossos
e dos dentes, além de ser essencial para a visão por
fazer parte da
formação da retina e da adaptação à escuridão.
Esta vitamina também aumenta a imunidade e a
resistência contra
agentes infecciosos, protege contra gripes e
resfriados. Além disso, ela
protege contra a poluição e a formação de câncer, já
que atua como
antioxidante, retardando o processo do
envelhecimento das células.
Sua falta ou insuficiência prejudica o crescimento,
produz secura na
pele, na conjuntiva e nas glândulas lacrimais;
predispõe a infecções
e nefrites, má-formação fetal e alterações nervosas.
Outros sintomas
da falta de vitamina A são alterações na pele, acne,
cegueira noturna,
anormalidades ósseas e perda de paladar.
As maiores fontes de vitamina A são: fígado, óleo de
fígado de bacalhau,
peixes gordurosos, leite, ovos, vegetais folhosos
verde-escuros,
vegetais e frutas amarelo-alaranjados, como cenoura,
abóbora,
pêssego, maçã e mamão.

Complexo vitamínico B
As vitaminas do complexo B ajudam a manter a saúde
dos nervos,
músculos, ossos, pele, olhos, cabelos, fígado e
aparelho gastrintestinal.
As vitaminas do complexo B estão também envolvidas
com a produção
de energia e podem ser úteis em casos de depressão e
doenças
neurológicas. Embora façam parte de um mesmo grupo,
analisaremos
separadamente as vitaminas
B1,
B2,
B3,
B5,
B6,
B9
e
B12.
B1 – Tiamina :
atua no metabolismo dos carboidratos e gorduras,
sendo essencial para a liberação de energia.
Participa da síntese
dos genes (DNA) e na transmissão de impulsos
nervosos. Por estar
associada à saúde do sistema nervoso e do cérebro, é
importante para
melhorar a capacidade de aprendizado. É necessária
para a tonicidade
normal dos intestinos, estômago e coração.
É absorvida no intestino, acumula-se no fígado e no
coração.
Encontra-se também no cérebro e nos rins.
Sua deficiência pode ocasionar problemas no sistema
nervoso,
confusão mental, fraqueza muscular, taquicardia,
suores noturnos,
irritabilidade, ansiedade, agitação, sonolência e
redução da memória.
O uso de antibióticos, sulfa e contraceptivos orais
diminui seus
níveis no organismo.
Fontes de vitamina B1: carne de porco magra, germe
de trigo, fígado,
gema de ovo, amendoim, peixes, leguminosas, legumes,
grãos
integrais, frutos do mar, levedo de cerveja e
cevada.
B2 – Riboflavina :
melhora o funcionamento das reações do organismo,
participando do metabolismo dos carboidratos e
lipídeos
(gordura) e ativando a vitamina B6 e ácido fólico. É
importante
para a prevenção de doenças cardiovasculares.
Seu aproveitamento é alterado pela exposição à luz,
antibióticos
e álcool.
A deficiência da riboflavina leva a dores
generalizadas, tontura, pele
seca, problemas visuais, fotofobia, língua vermelha
e dolorosa. Além
disso, sua falta pode interferir no metabolismo do
ferro, reduzindo
sua absorção e ocasionando anemia.
Fontes de vitamina B2: leite de vaca e derivados,
vísceras, soja assada, carnes
magras, ovos e vegetais folhosos.
B3 – Niacina :
a vitamina B3 é necessária para o aproveitamento de
carboidratos, lipídeos e proteínas. Ajuda na redução
do colesterol e
auxilia na produção dos ácidos do estômago,
responsáveis pela digestão.
Sua deficiência pode causar erupções e inflamações
cutâneas, artrite,
má digestão, aumento do colesterol e depressão.
Fontes de vitamina B3: carne bovina magra, aves,
peixes, leite de
vaca, ovos, amendoim, castanhas e levedo de cerveja.
Para preservar o
nutriente, deve-se assar ou refogar os alimentos.
B5 – Ácido Pantotênico :
essencial para o metabolismo celular, está
envolvido na liberação de energia de carboidratos e
na degradação
dos ácidos graxos. Atua na síntese de ácidos graxos,
hormônios e no
funcionamento de células imunológicas.
A deficiência é rara. Os principais sintomas são:
irritabilidade, fadiga,
desequilíbrio dos hormônios sexuais, dor muscular e
distúrbios
do sono.
Fontes de vitamina B5: gema de ovo, rim, fígado,
leveduras salmão,
brócolis e carnes magras.
B6 – Piridoxina :
importante no metabolismo de carboidratos e
aminoácidos. Regula a ação dos hormônios, auxilia na
utilização de
vitaminas e atua na síntese de neurotransmissores.
Promove a formação
das hemácias. Combate a arteriosclerose e reduz os
sintomas
da tensão pré-menstrual.
Sua deficiência afeta o sistema nervoso e causa
irritabilidade, dermatite
seborréica, eczema, anemia e convulsões.
Antidepressivos, estrogênios e contraceptivos orais
podem aumentar
a necessidade desta vitamina.
Fontes de vitamina B6: levedo, germe de trigo, carne
de porco,
fígado, cereais integrais, legumes, batatas, banana
e aveia.
B9 – Folacina ou Ácido Fólico :
participa da síntese de material
genético e do metabolismo. É necessária para a
formação e maturação
das hemácias e dos leucócitos na medula óssea.
Combate a
arteriosclerose, com resultados ainda melhores
quando combinada
com a vitamina B12.
A deficiência desta vitamina leva à má-formação de
células, principalmente
hemácias, leucócitos e células do trato
gastrointestinal.
Ocasiona deficit de crescimento, anemia
megaloblástica, alterações
sanguíneas e distúrbios de digestão.
Fontes de vitamina B9: vegetais folhosos
verde-escuros (espinafre, aspargos e
brócolis), fígado, feijões, carne magra, batatas e
pão de trigo integral.
B12 – Cianocobalamina :
Iimportante no metabolismo celular,
principalmente no trato gastrointestinal, medula
óssea e tecido nervoso.
Participa do metabolismo energético, de aminoácidos
e de
lipídeos; da síntese de células, inclusive hemácias,
e genes. Combate
a arteriosclerose.
A sua deficiência pode ser devida à má absorção
(comum em pessoas
idosas) ou por problemas digestivos. Causa dor de
cabeça, humor
instável, fraqueza muscular, fadiga, indigestão,
anemia, transtornos
na formação do sangue, distúrbios gastrointestinais
e neurológicos.
Redução da memória e depressão também podem ser
causadas.
Fontes de vitamina B12: carnes (principalmente a
vermelha), frutos do mar, fígado
e rim, leite, ovos, peixes, queijos, algas marinhas
e levedo de cerveja.

Vitamina C
Também chamada de Ácido Ascórbico, é um antioxidante
que nos
protege contra os radicais livres, que levam ao
envelhecimento precoce
das células e conseqüentemente a diversas doenças,
como o
câncer. Quando usada com outros antioxidantes -
como, por exemplo,
a Vitamina E - tem efeitos potencializados.
Melhora a imunidade, reduzindo a susceptibilidade a
infecções. É
importante para o crescimento e regeneração dos
tecidos, na síntese
de colágeno, cicatrização e para a saúde das
gengivas.
Pode reduzir os níveis de colesterol e a pressão
arterial e evitar a
arteriosclerose.
Participa da síntese de neurotransmissores, como,
por exemplo, da
serotonina, o hormônio do bem-estar. Ajuda na
absorção de ferro e
protege nutrientes como o acido fólico e a vitamina
E.
Por não podermos sintetizá-la, a sua falta na
alimentação produz
perturbações no estado geral da saúde: inapetência,
fraqueza, anemia,
propensão a infecções, irritabilidade, peso e dores
nas pernas e
depressão. Prejudica também a capacidade de
cicatrização.
Aspirina, álcool, analgésicos, antidepressivos,
anticoagulantes,
contraceptivos orais, esteróides, fumo e estresse
emocional reduzem
os níveis da vitamina C no organismo.
Fontes de vitamina C: frutas cítricas, kiwi,
acerola, abacaxi, abóbora,
batata-doce, pimentão verde, milho, couve-flor,
espinafre, repolho,
tomate, mamão papaia, manga e melão cantalupe.

Vitamina D
Modula a atividade imunológica, mas a sua principal
função diz
respeito à absorção e utilização do Cálcio e do
Fósforo, no desenvolvimento
e manutenção da saúde de ossos e dentes. Por isso é
essencial na prevenção e tratamento da osteoporose e
raquitismo.
Toda vitamina D que conseguimos obter por meio dos
alimentos
precisa da luz do sol para ser ativada. Quem não
caminha regularmente
ao ar livre deve se expor, pelo menos 3 dias na
semana,
durante 20 minutos, ao sol da manhã. Como a vitamina
D ainda
precisa ser convertida pelo fígado e depois pelos
rins, as pessoas com
problemas hepáticos ou renais são as mais propensas
à osteoporose.
Fontes de vitamina D: óleo de fígado de bacalhau,
peixes (especialmente salmão e
sardinha), gema de ovo e leites e derivados
enriquecidos.

Vitamina E
Conhecida também como Tocoferol, é um excelente
antioxidante
que previne o dano celular ao inibir a atuação de
radicais livres.
Ajuda a prevenir o câncer e doenças
cardiovasculares. Quando utilizada
com a vitamina C tem seu efeito potencializado.
Reduz a pressão arterial e tem papel em diversos
tecidos, como o
muscular e nervoso. É recomendada em situações de
infertilidade e
de problemas no aparelho reprodutor.
Sua deficiência pode acarretar dificuldades na
circulação sangüínea, na
cicatrização, afetar a pressão arterial e até
ocorrer neuropatias periféricas
(aumento ou perda de sensibilidade nos nervos
espalhados pelo corpo).
Fontes de vitamina E: óleos vegetais, azeite de
oliva, ovos, leite, fígado, germe
de trigo, sementes oleaginosas, como nozes,
castanhas, amêndoa, semente de
girassol, semente de abóbora e o abacate.

Vitamina K
Conhecida como Filoquinona, é necessária na
coagulação sangüínea
e na cicatrização. Atua na formação óssea,
prevenindo a osteoporose.
A vitamina K impede a progressão da placa de
colesterol e inibe a
calcificação arterial, reduzindo o risco de doenças
cardiovasculares
e infarto.
Antibióticos interferem negativamente na absorção de
vitamina K.
Sua deficiência gera tendência à hemorragia,
causando sangramento
fácil de gengiva e da pele, urina vermelha (com
sangue) e sangramento
vaginal fora da menstruação. Em situações de
cirurgia, o indivíduo
com esta deficiência pode ter hemorragia
pós-operatória e pior
recuperação, tendendo a correr mais riscos durantre
a operação.
Fontes de vitamina K: fígado, vegetais verdes
(alface, couve, brócolis, espinafre,
repolho), óleos vegetais, carnes, peixes e produtos
lácteos.

Minerais
Os Minerais funcionam juntamente com as vitaminas,
ativando
o funcionamento das enzimas, peças-chaves das
reações químicas/
metabólicas, e possibilitam que o corpo realize de
forma precisa
suas atividades. São elementos de vital importância
para a vida.
Encontrados naturalmente na terra, são passados para
os vegetais, os
quais são consumidos pelos animais e humanos.
Existem os minerais
principais (ou macrominerais), que precisamos em
maior quantidade,
e os minerais traço (microminerais), que são
necessários em doses
diárias bem pequenas.
Os minerais principais são: Cálcio, Magnésio,
Potássio, Sódio e Fósforo.
Os minerais traço, embora em menor quantidade,
também
são importantes para o organismo humano. São eles:
Zinco, Ferro, Cobre,
Manganês, Cromo, Selênio e Iodo.

Cálcio
É vital na formação e manutenção dos ossos e dentes.
Importante
na modulação da contração muscular, atuando, assim,
no controle
dos batimentos cardíacos e na transmissão de
impulsos nervosos.
Esse importante mineral é essencial no processo de
coagulação e
ajuda a evitar o câncer de cólon. O Cálcio protege
os dentes e os
ossos contra toxinas, como o chumbo.
Mulheres na menopausa e atletas precisam de maiores
quantidades de
cálcio, devido aos menores níveis de estrogênio, já
que o estrogênio
protege o esqueleto ao promover o depósito de cálcio
nos ossos.
Participa na formação do “cimento intercelular”
(tecido intersticial)
e auxilia os músculos na recuperação da fadiga.
A deficiência de cálcio pode levar à irritabilidade,
insônia, redução de
memória, contrações musculares contínuas,
formigamento, queda de
cabelo, unhas frágeis, taquicardia, deformidades
ósseas e hipertensão.
Fontes de Cálcio: leite e derivados, vegetais
verde-escuros (couve,
brócolis, espinafre), peixe (salmão, sardinha),
feijão branco e gergelim.

Magnésio
É um importante mineral que atua especialmente
contra doenças
cardíacas, pois promove o bom funcionamento dos
músculos e do
coração. Ajuda também nas funções neurológicas, no
metabolismo
das gorduras e no processo digestivo. Reduz
arritmias, pressão
arterial, ansiedade, insônia e pré-eclâmpsia. É um
componente
importante dos ossos e está envolvido em mais de 300
sistemas
enzimáticos.
Sua deficiência pode causar câimbras, dores de
cabeça de origem
vascular, nervosismo, fraqueza muscular, mialgias,
zumbido ininterrupto
no ouvido, hipertensão, alterações coronarianas e
cerebrais
e osteoporose.
Fontes de Magnésio: vegetais de folhas verdes,
carne, frutos do
mar, cereais integrais, castanhas, legumes. O
processo de refino dos
alimentos reduz em até 80% o teor deste mineral.

Potássio
Encontra-se em abundância no interior das células e
calcula-se que
no ser humano exista a proporção de 2,5 gramas de
potássio para
cada quilo de peso.
Suas principais funções são a manutenção do
equilíbrio do pH
(ácido-básico), a regulagem do equilíbrio hídrico e
a contratura das
fibras musculares. É importante para as reações
químicas dentro
das células e ajuda a manter estável a pressão
arterial. Por isso, a sua
deficiência leva à hipertensão.
Fontes de Potássio: vegetais, carnes, laticínios,
peixes, feijão, grãos integrais,
batata, laranja, banana, damasco, melado, chá preto,
chá verde, chá branco.

Sódio
O Sódio é necessário para o equilíbrio dos líquidos
e o pH
do sangue. Também para o funcionamento adequado dos
nervos
e músculos, estando envolvido no processo de
contração dos
vasos sanguíneos.
É difícil observar a deficiência, mas ela pode
resultar em desequilíbrio
hidroeletrolítico, ocasionando, por exemplo,
hipotensão
(pressão baixa).
Praticamente todos os alimentos contêm um pouco de
Sódio.
Conservantes, como o glutamato monossódico, contêm
este micronutriente
em excesso.

Fósforo
O Fósforo trabalha com o Cálcio, ajudando a
construir o esqueleto
e os dentes. Auxilia o corpo na utilização das
vitaminas e armazena a
energia obtida do metabolismo de macronutrientes.
Participa da formação
do DNA e das membranas celulares. Mantém o pH
normal.
Fontes de Fósforo: carnes, aves, peixes, ovos, leite
e seus derivados, nozes,
cereais e grãos integrais e legumes.

Zinco
Auxilia na função imunológica, cicatrização e
melhora o paladar
e o olfato. Importante no desenvolvimento do feto e
da criança.
Atua no sistema antioxidante por fazer parte da
enzima anti-radicais
livres chamada superóxido dismutase.
O Zinco participa de diversos processos bioquímicos,
como respiração
celular, reprodução do DNA, síntese de proteína e
manutenção da
integridade da membrana celular. Ele é necessário
para a atividade
de mais de 300 enzimas.
É essencial para o funcionamento de órgãos
reprodutivos e para a
produção do esperma. Importante na síntese de
hormônios da tireóide.
Sua deficiência causa irritabilidade, diminuição da
memória e
concentração, acne, fadiga, queda de cabelo, lesões
oculares e redução
do olfato, apetite e paladar. Em crianças, a falta
deste nutriente pode
levar à redução do desenvolvimento e da atividade
motora, e redução
da massa óssea.
Fontes de Zinco: peixes, ostras, frutos do mar,
carnes, feijão, sementes, cereais
e grãos integrais.

Ferro
É o mineral encontrado em maior quantidade no sangue
e é responsável
pela produção da hemoglobina e oxigenação das
hemácias. Por isso,
sua deficiência resulta em sensação de falta de
energia. Também é
necessário à saúde do sistema imunológico, uma vez
que potencializa
a função dos leucócitos (glóbulos brancos = defesa).
Para absorvê-lo é preciso que o organismo esteja
nutrido de Cobre,
Manganês, Molibidênio, vitamina A e vitaminas do
complexo B. A
vitamina C ajuda a melhorar sua absorção.
Uma alimentação pobre em ferro resulta muitas vezes
em anemia.
Sinais comuns de anemia são: queda de cabelo, unhas
quebradiças,
cansaço e sonolência.
Fontes do Ferro: ovos, fígado, carne, aves,
verduras, grãos integrais, amêndoas,
feijão, abacate, beterraba, tâmara, algas, pêra,
pêssego, ameixa seca, abóbora,
castanha-do-pará, gergelim e soja.

Cobre
Entre suas inúmeras funções está a ajuda na formação
dos ossos,
hemoglobina e hemácias. Funciona em equilíbrio com o
Zinco
e a vitamina C para formar colágeno e elastina,
proteínas que dão
sustentação à pele. Participa do processo de cura,
produção de energia,
pigmentação da pele e cabelos, e sensibilidade
gustativa. É importante
para a saúde dos nervos.
Atua como antioxidante, combatendo os radicais
livres que aceleram
o envelhecimento e aumentam as chances de tumores.
Sua deficiência
pode acarretar osteoporose, anemia, aumento do
colesterol e do
acido úrico.
Fontes de Cobre: abacate, cevada, aveia,
leguminosas, beterraba, brócolis,
alho, lentilha, fígado, ostras, cogumelos,
chocolate, lentilhas, nozes, aveia, laranja,
noz pecan, rabanete, passas, salmão, soja e
verduras.

Manganês
O Manganês é utilizado na produção de energia, por
participar do
metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. É
necessário para
o crescimento e reprodução de ossos normais. Também
atua na saúde
dos nervos, do sistema imunológico e na normalização
do nível
de açúcar no sangue. É elemento chave na produção de
enzimas
necessárias a várias funções do organismo, como, por
exemplo,
aquelas com função antioxidante.
Sua deficiência pode resultar em anomalias ósseas,
desequilíbrio,
dermatite, dificuldade de audição e redução da
capacidade reprodutiva.
Fontes de Manganês: carne vermelha, nozes, sementes
e grãos integrais,
como aveia, soja, nozes, amêndoas, feijão, café,
legumes e verduras em
geral (com destaque para o agrião e o aipo). Das
frutas, as principais
fontes são o damasco e o pêssego.

Cromo
O Cromo participa do metabolismo do lipídeo e da
glicose e, portanto,
é necessário para a energia. Mantém os níveis de
açúcar estáveis para
utilização adequada de insulina, tanto no diabético
como no organismo
normal. É vital na síntese de colesterol, lipídeos e
proteínas.
Quando em falta no organismo, gera intolerância à
glicose, ansiedade,
fadiga e diminui a sensibilidade dos membros
inferiores.
Fontes de Cromo: cerveja, levedo de cerveja, grãos
integrais, queijo, carne,
leguminosas secas, galinha, milho e óleo de milho,
laticínios, fígado bovino,
cogumelos e batata.

Selênio
É um antioxidante vital, principalmente quando
combinado com a
vitamina E. Mineral essencial para a síntese da
enzima Glutationa
Peroxidase, que nos protege contra os radicais
livres. Importante
para o adequado funcionamento da tireóide e de seus
hormônios.
A deficiência de Selênio é relacionada ao câncer e
problemas cardíacos,
além de problemas na glândula tireóide. Outros
sintomas são dores
musculares, fadiga e manchas brancas na unha.
Fonte de Selênio: castanha-do-pará, amêndoa, avelã,
carnes e aves, salmão,
fígado.

Iodo
O Iodo é necessário apenas em quantidades muito
pequenas.
É componente essencial dos hormônios da tireóide,
envolvidos
na regulação de enzimas e processos metabólicos. Seu
consumo
inadequado pode estar associado com prejuízos na
defesa imunológica,
hipotireoidismo e aumento do tamanho da glândula
tireóide, e
aumento da incidência de câncer gástrico
Fontes de Iodo: sais iodados, frutos do mar e algas
marinhas, peixes de água salgada,
frutas e vegetais (de acordo com o teor de iodo no
solo).

Gorduras:
as boas e as ruins
As gorduras são macromoléculas (moléculas grandes),
constituídas
de outras menores (ácidos gordurosos, a maioria dos
quais pode ser
fabricada no trato digestivo e no fígado a partir
dos alimentos que
ingerimos, inclusive de carboidratos).
Quando falamos em gorduras (ou lipídeos),
imediatamente sentimos
um preconceito, pois é sobre elas que recai a culpa
de muitos
problemas da nossa saúde. Mas, na verdade, gorduras
também
fornecem energia e são indispensáveis para o bom
funcionamento do
nosso organismo. Elas fazem parte de todas as
células de nosso corpo,
inclusive as células nervosas (neurônios). Sem os
ácidos graxos
nossas glândulas teriam grande dificuldade de
produzir os hormônios
necessários a muitas funções vitais. Sem as gorduras
em nossa dieta,
algumas vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) não
poderiam ser
usadas pelo nosso organismo.
O que devemos lembrar é que existem gorduras boas e
ruins. As
boas – insaturadas – são gorduras líquidas,
procedentes do reino
vegetal e geralmente saudáveis. Estão presentes em
óleos vegetais,
azeite, abacate, sementes (de girassol, de abóbora,
gergelim, linha nutrição etc.), frutos oleaginosos (castanhas,
avelã, amêndoa etc.), peixes
gordurosos, óleo de peixes de água fria, Omega 3 e
6. Estas fazem
bem para o nosso organismo, pois têm a função de
limpá-lo,
deixando-o livre de gorduras ruins. Além disso, são
antiinflamatórias
e algumas ainda aumentam o colesterol bom (HDL).
Obs. :
O azeite de oliva extra virgem deve ser usado sempre cru. O
aquecimento
destrói os nutrientes e os transforma em gorduras
saturadas.
Nas gorduras insaturadas (poliinsaturadas)
encontramos os ácidos
graxos essenciais. São aqueles que não podem ser
produzidos no
organismo e que precisam estar presentes na nossa
alimentação diária,
por isso recebem este nome. São eles:
Ácido linoléico (ômega 6) e linolênico
(ômega 3). Outros ácidos como
o oléico (omega 9) e araquidônico são
produzidos a partir dos dois
primeiros. A falta dos ácidos essenciais pode
resultar em retardo de
crescimento, dermatite e eczemas, cabelo seco, pele
seca e escamosa,
ressecamento do globo ocular. A deficiência ainda
pode interferir na
ovulação, reprodução e lactação, pode gerar
dificuldade de cicatrização,
baixa imunidade, alterações neurológicas, como
depressão e ansiedade.
As gorduras ruins são as saturadas e as
trans (gordura hidrogenada). As
primeiras são encontradas em alimentos de origem
animal, como banha,
carnes, manteiga, leite integral. Também as
encontramos no coco e
no azeite de dendê. As outras são aquelas contidas
nas margarinas,
em produtos de padaria e industrializados
(salgadinhos, biscoito,
sorvete, chocolate etc.). Estas gorduras aumentam o
colesterol
“ruim” (LDL) e a trans ainda reduz o bom
colesterol(HDL). Se
consumidas com freqüência e por longo período,
provocam entupimentos
de artérias (podendo levar a problemas
cardiovasculares),
além de promoverem maior inflamação no organismo.
Esse tipo de
gordura predispõe o homem a doenças como
cardiopatias, obesidade,
doenças do fígado, colesterol alto etc.

Aminoácidos
São a matéria-prima para a construção da proteína e
cada um deles
tem sua função específica no organismo. Oito deles
são chamados
essenciais, pois não são produzidos pelo organismo e
precisam ser
adquiridos por intermédio da alimentação.
A maioria dos aminoácidos é usada na síntese das
diversas proteínas
do corpo ou queimada para gerar energia.
A serotonina é um transmissor neural (conduz o sinal
de um nervo
ao outro) derivado do aminoácido triptofano, que
alivia o estresse
e a depressão. O hormônio tireoidiano é derivado de
outro aminoácido
– a tirosina. O hormônio insulina também é composto
por
uma cadeia de aminoácidos.

Proteínas
São responsáveis pela construção das células e
fornecimento de energia.
Constituem 18% do nosso peso corporal e formam quase
exclusivamente
a pele, unhas, músculos, cartilagens, cabelos e
tendões. A elasticidade
da pele, movimento peristáltico dos intestinos,
fabricação de anticorpos,
produção de enzimas e hormônios e até os próprios
transmissores de
comunicação nervosa dependem das proteínas.
É bom lembrar que as proteínas que melhor funcionam
para a conservação
e recuperação da saúde são as procedentes de fontes
vegetais.
Sua carência atrasa o crescimento, enfraquece os
músculos, diminui
a resistência a doenças, causa anemia, nervosismo,
problemas
vasculares, como varizes, hemorróidas e derrame
cerebral. Além disso,
reduz a imunidade e a saúde da pele, dos cabelos e
das unhas.

Fibras
Quando os alimentos são ingeridos na sua forma
integral, como a
natureza os fez, contêm certas substâncias que não
são digeríveis –
as fibras. Apesar de não parecer, elas têm valor,
pois são excelentes
estimulantes das paredes intestinais, favorecendo o
movimento do
intestino e contribuindo contra a prisão de ventre.
Os vegetais contêm
muitas fibras não digeríveis, que nos permitem uma
evacuação mais
rápida, evitando o apodrecimento das proteínas que
formariam
toxinas fáceis de passar do intestino para o sangue,
com conseqüências
maléficas. Além disso, a fibra previne o câncer de
cólon,
ajuda na redução do colesterol e no controle dos
níveis de glicose
sanguínea (glicemia).
Para incluir as fibras na nossa dieta diária,
devemos ingerir grandes
quantidades de vegetais; preferir os alimentos
integrais (versão
integral de macarrão, pão, arroz e farinha);
preferir frutas cruas e
com casca; ingerir legumes e leguminosas (soja,
feijão, lentilha).

Enzimas
As enzimas, encontradas em todas as plantas vivas ou
matéria animal,
são essenciais para manter o funcionamento adequado
do corpo,
digerir alimentos e ajudar a regeneração dos
tecidos. As enzimas são
proteínas e sem elas não haveria vida. Apesar da
presença de quantidades
suficientes de vitaminas, minerais, água e
proteínas, sem elas
as reações do organismo não aconteceriam. Não é
possível fabricar
enzimas artificialmente e cada enzima tem uma função
específica
no nosso organismo.

Carboidratos
Elemento essencial à vida do homem; o mais abundante
de todos;
a base da alimentação humana. Os carboidratos podem
ser chamados
de açúcares. Os açúcares, quando consumidos
refinados, além de
possuirem um teor nutricional vazio, em excesso
podem gerar doenças
muito sérias, como a diabetes, obesidade,
hipoglicemia, colapso das
glândulas supra-renais etc.
Quando consumidos de forma integral e moderadamente,
contêm
boa quantidade de nutrientes e podem ser convertidos
em energia e
calor, sendo transformados em menor quantidade em
gordura.

Antioxidantes
Há um grupo de vitaminas, minerais e enzimas
chamados de
antioxidantes por ajudarem o nosso corpo a se
proteger da ação dos
radicais livres. Os radicais livres são íons ou
cargas negativas, que
podem causar danos às nossas células, causando o
envelhecimento
precoce, prejudicando o nosso sistema imunológico e
levando a
inúmeras infecções e doenças degenerativas, como
doenças do
coração e câncer.
Os antioxidantes que não podem faltar na nossa dieta
diaria: vitamina A, C e E,
os óleos ômega 3 e 6, os aminoácidos essenciais e os
minerais Selênio, Zinco,
Cobre e Manganês.
Faça da sua alimentação
o item mais importante da
sua vida, alimentando-se
de forma consciente,
sempre levando em
conta os nutrientes que
oferecem e que suprirão
seu organismo com tudo
o que ele precisa para se
manter saudável.

Bibliografia
nutrição e doença
Carlos Eduardo leite
a revolução das vitaminas
Michael Janson, MD
receitas para a cura através dos nutrientes
James F. Balch, MD
a natureza cura
Juan Alfonso Yépez
a revolução antienvelhecimento
Timothy J. Smith, MD
krause: alimentos, nutrição e dietoterapia
L. Kathleen Mahan
Marian T. Arlin
suporte nutricional e metabólico de pacientes
hospitalizados
Bernard/Jacobs/Rombeau
tabela de composição química dos alimentos
Guilherme Franco
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