
O problema:
O menor abandonado - Trabalho infantil - Violência contra o menor

São rejeitados por suas mães antes mesmo de nascer mas eles vêm com um só objetivo: Sobreviver. Nas ruas acabam perdendo seus valores culturais; religiosos, morais e humanos. Perdidos são obrigados a se refugiar nas periferias ou em qualquer lugar por tempo indeterminado, sem nenhuma chance de emprego criam outras formas de sobrevivência.
Entrevista com um menor:
Quando vocês não conseguem muito dinheiro para comprar comida ou drogas o que vocês fazem?
Resposta: Há, a gente puxa relógio,eu e meus amigos. A gente rouba para comer mas isso não da futuro para ninguém.
Ao sentirem essa tragédia e tentando alguma solução partem para as ruas e se perdem na multidão, mas alguém vai acreditar em quem não tem abrigo ao não ser no sonho? Não tem roupa e riqueza a não ser na solidariedade. Não tem amigos a não ser encontrados na mesma situação. Não tem apoio porque todos o desprezam, e assim órfãos de pais vivos e marginalizados pelo sistema aumentam o exército daqueles que no Brasil são 36 milhões.
Os dados são catastróficos. Em São Paulo por exemplo, 1 milhão de pessoas vivem em favelas sendo que 50% são menores , 4 milhões vivem em cortiços,amontoados sem chance de viver, 5 a 10 menores por semana morrem assassinados pela policia e grupos de extermínio, aproximadamente 1.000 crianças morrem todos os dias antes de completar 1 ano de idade.

O Trabalho infantil
Atualmente, com o grande aumento do desemprego, e as dificuldades financeiras que atingem as famílias brasileiras, vários pais forçam seus filhos a deixarem a escola e a trabalharem cedo, em trabalhos que exigem grande esforço físico.
O Brasil tem atualmente 3,8 milhões de crianças entre 5 e 14 anos trabalhando, sendo que 2,7 milhões estão fora das salas de aula.
O trabalho infantil constitui num processo de repetição do ciclo da pobreza, pois a criança que trabalha prejudica seu desenvolvimento, não estuda, não se qualifica e se torna ainda mais pobre.
A exploração da mão de obra barata constitui um dos principais fomentadores do trabalho de crianças e adolescentes causada pelo modelo produtivo ultrapassado e explorador.
Estas crianças trabalham de sol a sol nas plantações de cizal, de mamão, nos cafezais, laranjas e canaviais, nas carvoeiras, madeireiras, pedreiras e olarias, na venda de balas, doces e flores nos sinais, bares e praias, outras envolvem-se no tráfego de drogas ou na prostituição infantil, sendo empurrados para um caminho à margem da sociedade.
A eliminação do trabalho infantil é condição fundamental para garantia dos direitos das crianças.
O trabalho infantil prejudica o desenvolvimento da criança quando não a mutila ou a leva a morte. O mais grave é que a criança, para trabalhar, deixa de frequentar a escola, de ter sucesso no seu aprendizado, perdendo as chances de concorrer a uma melhor colocação no mercado de trabalho quando adulta.
O trabalho infantil não é uma solução. É um problema que tende a se agravar quando a criança se torna jovem e adulta, pois, quando sobrevive à deterioração física do trabalho precoce, torna - se um trabalhador desqualificado, engrossando o exército dos desempregados, dos subempregados ou, quem sabe, da população carcerária.
O trabalho infantil é um problema que se assemelha a uma bomba de efeito retardado. Melhor para a criança, é estar na escola garantindo seu acesso ao saber e à cultura.
Há uma campanha Mundial contra o trabalho infantil. É a chamada Marcha Global contra o Trabalho Infantil que tem o apoio de 99 países e 5.000 entidades de todos os continentes. Ali fazem debates, atos públicos para sensibilizar empresários, autoridades e a sociedade.

Violência contra o menor
Pesquisas indicam que a maioria dos casos de violência contra o menor acontecem em suas próprias casas.
Geralmente as famílias são desestruturadas, quando o menor é órfão de pai ou mãe, quando os pais estão desempregados e apresentam problemas financeiros ou ainda, quando os pais são usuários de drogas.
Acontecem muitos casos de violência contra o menor, mas o problema pode ser bem maior, porque geralmente as pessoas têm medo de denunciar o ocorrido.
