Se��o Estudos

  1. Biologia - A Ameba
  2. Matem�tica - Desafios Matem�ticos
  3. Filosofia - Arist�teles: A Vida e as Obras
  4. Filosofia - Metafisica
  5. Filosofia - Psicologia

Biologia - 1� Capitulo: Ameba (Resumido)

A ameba é unicelular, vive mais em água doce. Quando se locomove ela se deforma,

formando os pseudopodes ou falsos pés.

É envolvida por uma película, a membrana plasmatica.

A membrana encerra o material gelatinoso, o citoplasma, no qual estão mergulhadas varias estruturas, os organulos do citoplasma. E tem o núcleo que coordena a célula e é responsável pela reprodução.

Dois Problemas da Ameba: 1�- Tem de manter a estrutura a mais de estável possível.

2�- Construção de material novo.

Sendo assim a ameba tem de obter energia para conseguir realizar todas sua atividades (construir material novo, locomover-se, realizar transporte através da membrana, etc�).

A ameba necessita de energia para realizar suas necessidades.

Essa energia é obtida através da queima de substancias , as mitocondrias, com ajuda de oxigênio. Para resolver esses problemas, ela precisa conseguir alimento com a fagocitose.

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Matem�tica - Desafios Matem�ticos

1� Desafio

(Enviado por Tuca Rei - Aluno do curso de Matem�tica - UFES):

 

Observe a Sequ�ncia: 2 - 37 - 83 - 139 - 197 - 263 - 331 - 397 - 461 ...  Qual � o pr�ximo n�mero?

 

 

 

2� Desafio

(Enviado por Ricardo Marques - Aluno do curso de Matem�tica - UFES):

 

Cinco companhias que mant�m p�ginas na internet e comercializam seus produtos via rede, distribu�ram cupons eletr�nicos que ofereciam descontos ou um produto gr�tis para o usu�rio que fizesse compras on line. Cada um dos cinco cupons eletr�nicos expirava em uma data diferente:  31/01 - 15/03 - 01/05 - 31/10 - 31/12 do referido ano.

 

Usando as informa��es e as dicas abaixo.  Determine o produto que cada uma das companhias comercializa (Ex: um dos produtos � um stereo system), o valor de desconto (Ex: um deles oferece R$ 75,00 de desconto) ou o produto gr�tis que cada um dos cupons oferece e a data em cada uma das ofertas expira.

 

1- A Cia. S� Brasil n�o oferece R$ 200,00 de desconto, e o cupom desta companhia n�o foi o primeiro nem o �ltimo a expirar.

 

2- O cupom da companhia softwares expirou na terceira data anterior da do cupom oferecido pela Cia. Alerta, mas expirou depois do cupom que oferecia um desconto de R$ 100,00 pela Cia. Forja.

 

3- Nem o cupom que oferecia R$ 200,00 de desconto nem a oferta da Cia. Cad� e expiraram no �ltimo dia de nenhum dos meses.

 

4- O cupom de desconto da companhia que comercializa modens expirou em 31/10.

 

5- Os seguintes cupons expiraram consecutivamente: da oferta da Cia. Bismark, o que vinha com a compra de e-Books (Livros em CD) e o que oferecia R$ 150,00 de desconto.

 

6- O cupom de oferta da Cia. Cad� n�o era adquirido na compra de software para computadores e o cupom da Cia. Forja n�o era adquirido na compra de equipamentos para academias.

 

7-  A Cia. Alerta  oferecia um aparelho de telefone como brinde.

 

Sugerido fazer uma tabela apropriada.

 

 

 

3� Desafio

(Enviado por Diogo Guimar�es, o Mestre dos Magos, Aluno do 3� per�odo. )

 

Se uma linha esticada em torno de uma esfera de raio igual a 10 cent�metros for aumentada de 1 metro e, assim ampliada, se mantivesse uniformemente afastada da esfera, a dist�ncia entre a esfera e linha seria de 0,15915... metros, o que o que � aproximadamente 16 cent�metros. Agora se fiz�ssemos a mesma experi�ncia com uma esfera de raio igual ao raio da Terra e aument�ssemos essa linha em 1 metro, qual seria a dist�ncia entre a linha e a enorme esfera ? Nota: o resultado � muito louco !

 

 

 

4� Desafio

(Enviado por Diogo Guimar�es, o Mestre dos Magos, Aluno do 3� per�odo. )Um caminh�o viaja a 100km/h por hora quando est� descarregado e a 70 km/h quando est� carregado. Para transportar uma carga para S�o Paulo, numa viagem de mil km, ele partiu vazio de Vit�ria e apanhou a carga numa cidade localizada num certo ponto do trecho Vit�ria, S�o Paulo. Sabendo que a viagem total durou 13,5 h, a que dist�ncia de Vit�ria est� localizada esta cidade?!

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Filosofia - Arist�teles: A Vida e as Obras

A Vida e as Obras Este grande fil�sofo grego, filho de Nic�maco, m�dico de Amintas, rei da Maced�nia, nasceu em Estagira, col�nia grega da Tr�cia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C. Aos dezoito anos, em 367, foi para Atenas e ingressou na academia plat�nica, onde ficou por vinte anos, at� � morte do Mestre. Nesse per�odo estudou tamb�m os fil�sofos pr�-plat�nicos, que lhe foram �teis na constru��o do seu grande sistema. Em 343 foi convidado pelo Rei Filipe para a corte de Maced�nia, como preceptor do Pr�ncipe Alexandre, ent�o jovem de treze anos. A� ficou tr�s anos, at� � famosa expedi��o asi�tica, conseguindo um �xito na sua miss�o educativo-pol�tica, que Plat�o n�o conseguiu, por certo, em Siracusa. De volta a Atenas, em 335, treze anos depois da morte de Plat�o, Arist�teles fundava, perto do templo de Apolo L�cio, a sua escola. Da� o nome de Liceu dado � sua escola, tamb�m chamada peripat�tica devido ao costume de dar li��es, em amena palestra, passeando nos umbrosos caminhos do gin�sio de Apolo. Esta escola seria a grande rival e a verdadeira herdeira da velha e gloriosa academia plat�nica. Morto Alexandre em 323, desfez-se politicamente o seu grande imp�rio e despertaram-se em Atenas os desejos de independ�ncia, estourando uma rea��o nacional, chefiada por Dem�stenes. Arist�teles, malvisto pelos atenienses, foi acusado de ate�smo. Preveniu ele a condena��o, retirando-se voluntariamente para Eub�ia, Arist�teles faleceu, ap�s enfermidade, no ano seguinte, no ver�o de 322. Tinha pouco mais de 60 anos de idade. A respeito do car�ter de Arist�teles, inteiramente recolhido na elabora��o cr�tica do seu sistema filos�fico, sem se deixar distrair por motivos pr�ticos ou sentimentais, temos naturalmente muito menos a revelar do que em torno do car�ter de Plat�o, em que, ao contr�rio, os motivos pol�ticos, �ticos, est�ticos e m�sticos tiveram grande influ�ncia. Do diferente car�ter dos dois fil�sofos, dependem tamb�m as vicissitudes exteriores das duas vidas, mais uniforme e linear a de Arist�teles, variada e romanesca a de Plat�o. Arist�teles foi essencialmente um homem de cultura, de estudo, de pesquisas, de pensamento, que se foi isolando da vida pr�tica, social e pol�tica, para se dedicar � investiga��o cient�fica. A atividade liter�ria de Arist�teles foi vasta e intensa, como a sua cultura e seu g�nio universal. "Assimilou Arist�teles escreve magistralmente Leonel Franca todos os conhecimentos anteriores e acrescentou-lhes o trabalho pr�prio, fruto de muita observa��o e de profundas medita��es. Escreveu sobre todas as ci�ncias, constituindo algumas desde os primeiros fundamentos, organizando outras em corpo coerente de doutrinas e sobre todas espalhando as luzes de sua admir�vel intelig�ncia. N�o lhe faltou nenhum dos dotes e requisitos que constituem o verdadeiro fil�sofo: profundidade e firmeza de intelig�ncia, agudeza de penetra��o, vigor de racioc�nio, poder admir�vel de s�ntese, faculdade de cria��o e inven��o aliados a uma vasta erudi��o hist�rica e universalidade de conhecimentos cient�ficos. O grande estagirita explorou o mundo do pensamento em todas as suas dire��es. Pelo elenco dos principais escritos que dele ainda nos restam, poder-se-� avaliar a sua prodigiosa atividade liter�ria". A primeira edi��o completa das obras de Arist�teles � a de Andronico de Rodes pela metade do �ltimo s�culo a.C. substancialmente aut�ntica, salvo uns ap�crifos e umas interpola��es. Aqui classificamos as obras doutrinais de Arist�teles do modo seguinte, tendo presente a edi��o de Andronico de Rodes. I. Escritos l�gicos: cujo conjunto foi denominado �rganon mais tarde, n�o por Arist�teles. O nome, entretanto, corresponde muito bem � inten��o do autor, que considerava a l�gica instrumento da ci�ncia. II. Escritos sobre a f�sica: abrangendo a hodierna cosmologia e a antropologia, e pertencentes � filosofia teor�tica, juntamente com a metaf�sica. III. Escritos metaf�sicos: a Metaf�sica famosa, em catorze livros. � uma compila��o feita depois da morte de Arist�teles mediante seus apontamentos manuscritos, referentes � metaf�sica geral e � teologia. O nome de metaf�sica � devido ao lugar que ela ocupa na cole��o de Andr�nico, que a colocou depois da f�sica. IV. Escritos morais e pol�ticos: a �tica a Nic�maco, em dez livros, provavelmente publicada por Nic�maco, seu filho, ao qual � dedicada; a �tica a Eudemo, inacabada, refazimento da �tica de Arist�teles, devido a Eudemo; a Grande �tica, comp�ndio das duas precedentes, em especial da segunda; a Pol�tica, em oito livros, incompleta. V. Escritos ret�ricos e po�ticos: a Ret�rica, em tr�s livros; a Po�tica, em dois livros, que, no seu estado atual, � apenas uma parte da obra de Arist�teles. As obras de Arist�teles as doutrinas que nos restam - manifestam um grande rigor cient�fico, sem enfeites m�ticos ou po�ticos, exposi��o e express�o breve e aguda, clara e ordenada, perfei��o maravilhosa da terminologia filos�fica, de que foi ele o criador.

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Filosofia - Metafisica

A Metaf�sica

A Metaf�sica

A metaf�sica aristot�lica � "a ci�ncia do ser como ser, ou dos princ�pios e das causas do ser e de seus atributos essenciais". Ela abrange ainda o ser im�vel e incorp�reo, princ�pio dos movimentos e das formas do mundo, bem como o mundo mut�vel e material, mas em seus aspectos universais e necess�rios. Exporemos portanto, antes de tudo, as quest�es gerais da metaf�sica, para depois chegarmos �quela que foi chamada, mais tarde, metaf�sica especial; tem esta como objeto o mundo que vem-a-ser - natureza e homem - e culmina no que n�o pode vir-a-ser, isto �, Deus. Podem-se reduzir fundamentalmente a quatro as quest�es gerais da metaf�sica aristot�lica: pot�ncia e ato, mat�ria e forma, particular e universal, movido e motor. A primeira e a �ltima abra�am todo o ser, a segunda e a terceira todo o ser em que est� presente a mat�ria.

I. A doutrina da pot�ncia e do ato � fundamental na metaf�sica aristot�lica: pot�ncia significa possibilidade, capacidade de ser, n�o-ser atual; e ato significa realidade, perfei��o, ser efetivo. Todo ser, que n�o seja o Ser perfeit�ssimo, � portanto uma s�ntese - um s�nolo - de pot�ncia e de ato, em diversas propor��es, conforme o grau de perfei��o, de realidade dos v�rios seres. Um ser desenvolve-se, aperfei�oa-se, passando da pot�ncia ao ato; esta passagem da pot�ncia ao ato � atualiza��o de uma possibilidade, de uma potencialidade anterior. Esta doutrina fundamental da pot�ncia e do ato � aplicada - e desenvolvida - por Arist�teles especialmente quando da doutrina da mat�ria e da forma, que representam a pot�ncia e o ato no mundo, na natureza em que vivemos. Desta doutrina da mat�ria e da forma, vamos logo falar.

II. Arist�teles n�o nega o vir-a-ser de Her�clito, nem o ser de Parm�nides, mas une-os em uma s�ntese conclusiva, j� iniciada pelos �ltimos pr�-socr�ticos e grandemente aperfei�oada por Dem�crito e Plat�o. Segundo Arist�teles, a mudan�a, que � intuitiva, pressup�e uma realidade imut�vel, que � de duas esp�cies. Um substrato comum, elemento imut�vel da mudan�a, em que a mudan�a se realiza; e as determina��es que se realizam neste substrato, a ess�ncia, a natureza que ele assume. O primeiro elemento � chamado mat�ria (prima), o segundo forma (substancial). O primeiro � pot�ncia, possibilidade de assumir v�rias formas, imperfei��o; o segundo � atualidade - realizadora, especificadora da mat�ria - , perfei��o. A s�ntese - o sinolo - da mat�ria e da forma constitui a subst�ncia, e esta, por sua vez, � o substrato imut�vel, em que se sucedem os acidentes, as qualidades acidentais. A mudan�a, portanto, consiste ou na sucess�o de v�rias formas na mesma ess�ncia, forma concretizada da mat�ria, que constitui precisamente a subst�ncia.

A mat�ria sem forma, a pura mat�ria, chamada mat�ria-prima, � um mero poss�vel, n�o existe por si, � um absolutamente interminado, em que a forma introduz as determina��es. A mat�ria aristot�lica, por�m, n�o � o puro n�o-ser de Plat�o, mero princ�pio de decad�ncia, pois ela � tamb�m condi��o indispens�vel para concretizar a forma, ingrediente necess�rio para a exist�ncia da realidade material, causa concomitante de todos os seres reais.

Ent�o n�o existe, propriamente, a forma sem a mat�ria, ainda que a forma seja princ�pio de atua��o e determina��o da pr�pria mat�ria. Com respeito � mat�ria, a forma �, portanto, princ�pio de ordem e finalidade, racional, intelig�vel. Diversamente da id�ia plat�nica, a forma aristot�lica n�o � separada da mat�ria, e sim imanente e operante nela. Ao contr�rio, as formas aristot�licas s�o universais, imut�veis, eternas, como as id�ias plat�nicas.

Os elementos constitutivos da realidade s�o, portanto, a forma e a mat�ria. A realidade, por�m, � composta de indiv�duos, subst�ncias, que s�o uma s�ntese - um s�nolo - de mat�ria e forma. Por conseq��ncia, estes dois princ�pios n�o s�o suficientes para explicar o surgir dos indiv�duos e das subst�ncias que n�o podem ser atuados - bem como a mat�ria n�o pode ser atuada - a n�o ser por um outro indiv�duo, isto �, por uma subst�ncia em ato. Da� a necessidade de um terceiro princ�pio, a causa eficiente, para poder explicar a realidade efetiva das coisas. A causa eficiente, por sua vez, deve operar para um fim, que � precisamente a s�ntese da forma e da mat�ria, produzindo esta s�ntese o indiv�duo. Da� uma quarta causa, a causa final, que dirige a causa eficiente para a atualiza��o da mat�ria mediante a forma.

III. Mediante a doutrina da mat�ria e da forma, Arist�teles explica o indiv�duo, a subst�ncia f�sica, a �nica realidade efetiva no mundo, que � precisamente s�ntese - s�nolo - de mat�ria e de forma. A ess�ncia - igual em todos os indiv�duos de uma mesma esp�cie - deriva da forma; a individualidade, pela qual toda subst�ncia � original e se diferencia de todas as demais, depende da mat�ria. O indiv�duo �, portanto, pot�ncia realizada, mat�ria enformada, universal particularizado. Mediante esta doutrina � explicado o problema do universal e do particular, que tanto atormenta Plat�o; Arist�teles faz o primeiro - a id�ia - imanente no segundo - a mat�ria, depois de ter eficazmente criticado o dualismo plat�nico, que fazia os dois elementos transcendentes e exteriores um ao outro.

IV. Da rela��o entre a pot�ncia e o ato, entre a mat�ria e a forma, surge o movimento, a mudan�a, o vir-a-ser, a que � submetido tudo que tem mat�ria, pot�ncia. A mudan�a �, portanto, a realiza��o do poss�vel. Esta realiza��o do poss�vel, por�m, pode ser levada a efeito unicamente por um ser que j� est� em ato, que possui j� o que a coisa movida deve vir-a-ser, visto ser imposs�vel que o menos produza o mais, o imperfeito o perfeito, a pot�ncia o ato, mas vice-versa. Mesmo que um ser se mova a si mesmo, aquilo que move deve ser diverso daquilo que � movido, deve ser composto de um motor e de uma coisa movida. Por exemplo, a alma � que move o corpo. O motor pode ser unicamente ato, forma; a coisa movida - enquanto tal - pode ser unicamente pot�ncia, mat�ria. Eis a grande doutrina aristot�lica do motor e da coisa movida, doutrina que culmina no motor primeiro, absolutamente im�vel, ato puro, isto �, Deus.

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Filosofia - Psicologia

A Psicologia

Objeto geral da psicologia aristot�lica � o mundo animado, isto �, vivente, que tem por princ�pio a alma e se distingue essencialmente do mundo inorg�nico, pois, o ser vivo diversamente do ser inorg�nico possui internamente o princ�pio da sua atividade, que � precisamente a alma, forma do corpo. A caracter�stica essencial e diferencial da vida e da planta, que tem por princ�pio a alma vegetativa, � a nutri��o e a reprodu��o. A caracter�stica da vida animal, que tem por princ�pio a alma sensitiva, � precisamente a sensibilidade e a locomo��o. Enfim, a caracter�stica da vida do homem, que tem por princ�pio a alma racional, � o pensamento. Todas estas tr�s almas s�o objeto da psicologia aristot�lica. Aqui nos limitamos � psicologia racional, que tem por objeto espec�fico o homem, visto que a alma racional cumpre no homem tamb�m as fun��es da vida sensitiva e vegetativa; e, em geral, o princ�pio superior cumpre as fun��es do princ�pio inferior. De sorte que, segundo Arist�teles diversamente de Plat�o todo ser vivo tem uma s� alma, ainda que haja nele fun��es diversas faculdades diversas porquanto se d�o atos diversos. E assim, conforme Arist�teles, diversamente de Plat�o, o corpo humano n�o � obst�culo, mas instrumento da alma racional, que � a forma do corpo.

O homem � uma unidade substancial de alma e de corpo, em que a primeira cumpre as fun��es de forma em rela��o � mat�ria, que � constitu�da pelo segundo. O que caracteriza a alma humana � a racionalidade, a intelig�ncia, o pensamento, pelo que ela � esp�rito. Mas a alma humana desempenha tamb�m as fun��es da alma sensitiva e vegetativa, sendo superior a estas. Assim, a alma humana, sendo embora uma e �nica, tem v�rias faculdades, fun��es, porquanto se manifesta efetivamente com atos diversos. As faculdades fundamentais do esp�rito humano s�o duas: teor�tica e pr�tica, cognoscitiva e operativa, contemplativa e ativa. Cada uma destas, pois, se desdobra em dois graus, sensitivo e intelectivo, se se tiver presente que o homem � um animal racional, quer dizer, n�o � um esp�rito puro, mas um esp�rito que anima um corpo animal.

O conhecimento sens�vel, a sensa��o, pressup�es um fato f�sico, a saber, a a��o do objeto sens�vel sobre o �rg�o que sente, imediata ou � dist�ncia, atrav�s do movimento de um meio. Mas o fato f�sico transforma-se num fato ps�quico, isto �, na sensa��o propriamente dita, em virtude da espec�fica faculdade e atividade sensitivas da alma. O sentido recebe as qualidades materiais sem a mat�ria delas, como a cera recebe a impress�o do selo sem a sua mat�ria. A sensa��o embora limitada � objetiva, sempre verdadeira com respeito ao pr�prio objeto; a falsidade, ou a possibilidade da falsidade, come�a com a s�ntese, com o ju�zo. O sens�vel pr�prio � percebido por um s� sentido, isto �, as sensa��es espec�ficas s�o percebidas, respectivamente, pelos v�rios sentidos; o sens�vel comum, as qualidades gerais das coisas tamanho, figura, repouso, movimento, etc. s�o percebidas por mais sentidos. O senso comum � uma faculdade interna, tendo a fun��o de coordenar, unificar as v�rias sensa��es isoladas, que a ele confluem, e se tornam, por isso, representa��es, percep��es.

Acima do conhecimento sens�vel est� o conhecimento intelig�vel, especificamente diverso do primeiro. Arist�teles aceita a essencial distin��o plat�nica entre sensa��o e pensamento, ainda que rejeite o inatismo plat�nico, contrapondo-lhe a concep��o do intelecto como tabula rasa, sem id�ias inatas. Objeto do sentido � o particular, o contingente, o mut�vel, o material. Objeto do intelecto � o universal, o necess�rio, o imut�vel, o imaterial, as ess�ncias, as formas das coisas e os princ�pios primeiros do ser, o ser absoluto. Por conseq��ncia, a alma humana, conhecendo o imaterial, deve ser espiritual e, quanto a tal, deve ser imperec�vel.

Analogamente �s atividades teor�ticas, duas s�o as atividades pr�ticas da alma: apetite e vontade. O apetite � a tend�ncia guiada pelo conhecimento sens�vel, e � pr�prio da alma animal. Esse apetite � concebido precisamente como sendo um movimento finalista, dependente do sentimento, que, por sua vez depende do conhecimento sens�vel. A vontade � o impulso, o apetite guiado pela raz�o, e � pr�pria da alma racional. Como se v�, segundo Arist�teles, a atividade fundamental da alma � teor�tica, cognoscitiva, e dessa depende a pr�tica, ativa, no grau sens�vel bem como no grau intelig�vel.

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