No decurso da minha visita à Biblioteca Municipal Camões, fui recebido no Polo Interactivo de Recursos Especiais, do Gabinete de Referência Cultural, pela Técnica Profissional de Biblioteca,
D.ª Maria da Conceição Santos. De assinalar a extrema simpatia que esta senhora irradiou e mais impressionante ainda, o seu à vontade no manuseamento das aplicações referentes à (sua) incapacidade, assim como no desempenho das tarefas da cadeia documental. Este polo é constituído no seu fundo documental, por duas mil obras impressas em braille e setecentas obras digitalizadas em braille. Também digitalizam obras que eventuais leitores assim o requisitem e para isso obviamente que as pessoas terão de possuir o dispositivo para a leitura - normalmente Alvabraille - . Este sector da biblioteca, também possui uma Área de Leitura Especial (ALE), mas só com um computador para o efeito e sujeito a pré-marcação. De referir que a leitura pode ser efectuada através de um leitor de voz, nomeadamente com o programa "Jaws", que não é mais nem menos do que uma leitura vocal só que de uma forma muito rápida, para as pessoas ditas "normais", mas que para cegos e amblíopes é perfeitamente perceptível, com outro factor condicionante, ou seja, ser feita por pessoas com sotaque brasileiro, o que consequentemente acarreta também as suas próprias raízes culturais e termos específicos. É também digno de nota o facto, de que quem não possa deslocar-se a esta instituição usufrua da mesma forma dos seus produtos através de transporte pelo correio com os portes totalmente grátis. Há também uma impressora em braille, em que as impressões são gratuitas.
Como nota de conclusão, este é um serviço/produto de inegável utilidade pública, para uma camada da sociedade muitas das vezes esquecida nos mais variados domínios (rampas em edifícios públicos, transportes, acesso ao emprego, etc...) que faz o empréstimo de obras em material impresso, cópias em material audio e digital.

Os leitores da ALE são cidadãos deficientes visuais certificados, de qualquer idade, capazes de utilizar as espécies postas à sua disposição. Não necessitam de cartão de leitor para fazer os seus pedidos, mas devem fazer a sua inscrição nos serviços, preenchendo uma ficha adequada, pessoalmente, por telefone, por correio ou por correio electrónico.
As obras podem ser requisitadas pessoalmente, através de um intermediário, por telefone, por correio e por correio electrónico.
Relativamente à Mediateca do Pavilhão do Conhecimento sito no Parque das Nações, esta não apresenta serviços relacionados com esta camada de utentes, mas possui hardware e software para utilização diária. Resume-se a um terminal de computador com hardware Alva 440 e software "Jaws" (leitor de voz) e "Supernova" (ampliador de aplicações no ecrã). Tem também uma impressora em braille. Infelizmente não há atendimento personalizado na utilização destes mecanismos, para quem ainda não tenha tido contacto com esta tecnologia. De assinalar que foi neste local, com a preciosa ajuda do monitor Vítor Velez, que desenvolvi esta página na plataforma DreamWeaver MX.
Hosted by www.Geocities.ws

1