Joseph Nicéphore Niepce, em 1826, foi a primeira pessoa no mundo a tirar uma fotografia – se a considerarmos como uma imagem inalterável, produzida pela ação direta da luz. O resultado de várias tentativas foram negativos de baixa densidade, expostos sobre papel tratado com cloreto de prata e fixados com ácido nítrico. A descoberta definitiva seria feita em 1835, por Louis Daguerre. Daguerre guardou, displicentemente, uma chapa sensibilizada com iodeto de prata em um armário, e ao abri-lo, no dia seguinte, encontrou uma imagem revelada. Em 1837, ela já havia padronizado esse processo, no qual usava chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo e revelava a imagem latente, expondo-a à ação do mercúrio aquecido. Foi Josef Petzval o autor da inovação de maior alcance, fabricando, no ano de 1830, uma nova lente dupla (acromática) com uma abertura mais rápida que a lente Chevalier comumente empregada, conseguindo desse modo reduzir drasticamente o tempo de exposição. A invenção de Petzval foi responsável pela popularização do daguerreótipo e ,na verdade, da fotografia. Mas ainda não se chegara à invenção certa, pois até então se obtinha apenas um positivo, ou seja, uma única fotografia. Foi um inglês, Fox Talbot, que inventou o primeiro sistema simples para a produção de um número indeterminado de cópias, a partir da chapa exposta, lançando assim as verdadeiras bases para o desenvolvimento desse veículo de comunicação. Logo depois sua invenção foi superada pelo processo de colódio úmido, em 1851, de Frederick Scott Archer. Esse sistema incluía o revestimento de uma chapa de vidro com uma solução de nitrato de celulose – onde havia um iodeto solúvel – e sua sensibilização com nitrato de prata. A chapa era umedecida antes de ser exposta e depois revelada com pirogalol ou com um sal ferroso. Em 1871, Richard Leach Maddox inventou a primeira chapa manipulável, usando gelatina para manter o brometo de parta no lugar. Por volta de 1877, encontravam-se no mercado placas de alta sensibilidade, acondicionadas em caixas, prontas para serem usadas. O novo material era rápido o suficiente para o registro de cenas em movimento, desde que as máquinas fossem providas de um obturador instantâneo. As câmaras com chassis e filmes em rolo usavam películas flexíveis ao invés de chapas de vidro ou filmes recortados, e terminaram por suplantar as outras. Se o mérito de tornar os prazeres da fotografia acessíveis ao público cabe a uma única pessoa, ela é George Eastman. Em 1888, ele lançou a Kodak.Tratava-se de uma câmara pequena; o chassi completo encerrava um rolo de filme com 6,35 cm de largura, com o qual se obtinham cem exposições circulares. Ela dispensava toda a complicada manipulação de chapas necessária ao processo anterior. Se assim o desejasse, o próprio dono poderia processar o filme, embora fosse mais fácil mandar a câmara de volta para a fábrica, pois ela era devolvida novamente carregada, e com cem cópias, montadas sobre cartão. Durante os doze anos subseqüentes, Eastman não cessou de reduzir o preço de suas máquinas nem de aperfeiçoá-las. Seus esforços foram coroados em 1900 com a Brownie, capaz de tirar fotos de qualidade, com 6 x 6 cm, em filme de rolo em cartucho ao preço de 1 dólar.