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  poihsis

 

   já que no centro está a linguagem...                                                                      já que no centro está a linguagem                                                                                             já que no centro está a linguagem...                                                                      já que no centro está a linguagem                                                                       

 

 

descer>

 

..um dos  lados da filosofia   começou 

 exatamente com um poema:

o poema de Parmênides 

 sobre  o  Ser 

( Ghiraldelli )

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 POIhSIANnO 1 #  00   JU`l012000

 

a cura di

paulo & walter & raquel & urânia & michelotto mrt-j.pessoa #395

 

     

q.s.p.:

#01   Walter Matias

 # 02           Miró

# 03         Raquel

# 04           Urânia
# 05 HildebertoB.

#06 SérgioCPinto

#07 André Aguiar

#08 Sandra Fasolo

Para Sandra, clique aqui em baixo: 

sandra    deus já ia longe, quase dobrava a esquina.            deus já ia longe, quase dobrava a esquina.        

 

 

  som incidente:

      emeubrasil's      tribo ethnos


foto incidente:

 polir o amanhã que já chegou  luquinhas by Otto@

 

                

      

 

antiga obsessão

dinheiro,dinheiro,dinheiro,

dinheiro,dinheiro,dinheiro,

dinheiro,dinheiro,dinheiro,

dinheiro,dinheiro,dinheiro,

lara

 

diálogo

 

Um diálogo com Camões:

Viver é preciso sempre.

Sempre se está enquanto sê-mente.

Navegar rumo à costa,

enviar cestas à praia.

Marinhas trutas assinaladas,

nos portos-cais do navio certeiro.

Comerciar sementes.

Sê-mente.

Be mind.

Thought.

Know.

Consciousness work.

Feelings.

Heart suspense peace.  

 

Raquel Moraes

Brasília, 1993.  

Ao amor que pulsa em mim


Vou entoar um canto, um acalanto que sai deste coração em brasa,
Amar e amar tanto mais que ao pranto um amor tão só nosso.
Agarra-me fome de mim, dos beijos de meu amado, sou criança, fui menina,
Sou mulher e estou em teus braços.
Este beijo que me rasga a alma e revela a ti meus encantos.
É um passo, para tirar-me a roupa e deitar em meu corpo o teu,
Este maravilhoso momento, em que exponho minha nudez,
É fruto desta sede de abraços , de afagos de tuas fortes e doces mãos.
Vem , vem  me (ter) inteira, do começo ao fim de uma tardezinha de outono,
te aguardo com os lábios molhados e com muita vida pulsando.. .

Shoane outono de 99.

PÉGASO

  MEU PRIMEIRO CAVALINHO

   TINHA SABOR DE INFINITO

ANDRÉ AGUIAR

 

sérgio castro pinto

 

esta  borracha  guarda

minha  infância rabiscada

   calungas,  casas, coqueiros

    e  toda  infância  apagada

 

Hildeberto Barbosa

PASSAR A LIMPO

A PORCELANA DO TEMPO

POLIR O AMANHÃ

QUE JÁ CHEGOU

 

TODA PESSOA

É UMA NAVE QUE VOA

E VOANDO, VAMOS

POUSANDO  NOSSOS

PÁSSAROS NA FOLHA

BRANCA DE PAPEL

 

miró

Coisas que ainda faço

Tu já bebeste da água e tomaste banho,
olhaste muitas vezes por isso sabes como ela é.
O fogo também o conheces
e sabes que queima.
Mas quero ver e beber a água, 
experimentar, para reafirmar ou não seu gosto, sua cor...
Quero arriscar queimar - me no fogo, 

para saber se este mudou...
Quero que segures minhas mãos,
agora doídas, trêmulas, ansiosas,
mas o coração...
Este é terra que ninguém anda,
é sabor não conhecido,
não tocado por suas ou minhas mãos.

Shoane

urânia 

Fim de verão , Brasília, 2000


Resposta

Espera que esta alma serena não conta dias e sim momentos,
por isto eternos, por vezes findos,
recomeçados se preciso,
se não,
espero e te sigo,
dirás soletrando, balbuciando, um dia dirás tudo,
e voarás como agora , onde só os que amam voam,
onde toda verdade mora.


Shoane

Curitiba, inverno de 99

 

 

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fusus kruptesqai filei heráclito

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controle

 

Nascimento controlado,

papéis burocráticos,

casa alugada,

roupa da moda,

pão sem trigo,

ônibus ensardinhado,

trabalho mal pago,

pessoas automatizadas,

tempo racionado,

computadores humanizados,

sola de sapato,

escola que não ensina.

  

Cultura importada,

Dia-a-dia que nos mata,

jogo do Corinthians,

farsa nas caras,

amor que não se avizinha,

lutas contra o nada,

reclames na TV.

Desculpas incoerentes,

preguiça disfarçada,

ambição, o velho pote de ouro,

e a destruição ecológica de nada adianta.

Bomba nuclear.

Perguntas. E as respostas?

  

Infância frustrada,

juventude posta de lado,

adultos materializados,

velhos acomodados.

Até a morte é negociada!.

 

Somos cada vez mais dependentes

desse mundo descrente,

dessa vida escravizada,

dessa nossa resignação.  

 

    Raquel Moraes     

Santo André, 1978


Tribo Ethnos

 

   grito          grito         grito         grito          grito         grito              

    grito         grito          grito           grito         grito          grito      

grito por ti,

pela tua dor.

Por esta sede de esperança

presente em cada passo compassado

no reinado da tua altivez.

Por isto eu choro,

na tua garganta,

os traumas reprimidos pelo teu martírio.

      sim         sim          sim           sim         sim          sim      

 eu canto o mais alto que puder,

 o mais forte que minha sensatez

possa te mostrar.

Na tua beleza rouca,

na tua paixão pura,

no teu sofrer carente.

 

Sou um espectro do teu desespero,

um pedaço da tua revolta,

uma centelha da tua liberdade.

   Não          Não          Não         Não          Não          Não      

eu não posso mais esperar por este sacrifício.

Já não quero mais este riso alucinado

nem este delírio alienado neste prazer.

       Quero          Quero          Quero          Quero         Quero          Quero          Quero          Quero       

é encontrar

no corpo da tua voz

o ritmo da tua alegria

na fresta da inocência do teu ser.

   

Raquel Moraes

Santo André, 1978.

 

 

 

 

 

                                                                                  /\

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