Sobre o Dipo
- Comunique-se - 12/2004
Organizações Globo pagam dívida com Quércia
Em sua coluna na Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo informa que as Organizações Globo estão prestes a quitar sua dívida com o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia. O valor é de R$ 60 milhões, referente à compra do atual Diário de S. Paulo - na época em que foi comprado, o jornal era conhecido como Diário Popular.
Ainda segundo a colunista, metade da dívida será paga em imóveis. Um deles fica na Rua Major Quedinho, onde fica a Redação do diário, que volta a ser do político e empresário.
Os R$ 30 milhões restantes serão pagos em três parcelas iguais.
Comentário
Paulo Roberto Lopes [19/12/2004 - 14:02]
(Freelancer)
Trabalhei no “Diário Popular”. Em São Paulo, foi a última das redações românticas, para o bem e para o mal. As Organizações Globo, que compraram o jornal em abril de 2001, mudaram o nome para “Diário de S. Paulo” em setembro do mesmo ano. E enterraram um título com mais de cem anos, sucumbindo à ótica de publicitários. Ótica segundo a qual o nome “popular” afastava os anunciantes, mas hoje se sabe que o “Diário de S.Paulo” está longe de ser um imã de anúncios. O velho Diário Popular, entre outros fatos históricos, destacou-se por defender a abolição dos escravos. Alberto Dines, na época da mudança do nome, escreveu: “Acabou a solenidade, jornal virou produto. O marketing é que manda, jornalista não apita. Neste ambiente de supermercado, mata-se um jornal com a mesma frieza com que se muda a embalagem do biscoito.” Matou-se o “Diário Popular” e pariu-se o “Diário de S.Paulo”, que até agora não se mostrou a que veio e tem perdido leitores para o “Agora” e o “Jornal da Tarde”. Porque deixou de ser popular.
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