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Que Fique Bem Claro
27 de maio de 1983
Figueiredo em São Paulo
No almoço que o Sindicato das
Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo
(Secovi) ofereceu ontem em São Paulo ao presidente Figueiredo, os principais
pratos foram dois: a crise econômica e a sucessão presidencial.
Os empresários, claro, preferiram a crise econômica, sobre a qual conversaram
entre um e outro gole de bom vinho.
Pelo que ouvi, ninguém responsabilizou Figueiredo pelo que está ocorrendo. Já
com relação ao ministro Delfim...
Um empresário mais descontraído --o vinho, repito, era bom-- comentou numa
rodinha de colegas: "Estou aqui porque, caso o presidente anuncie que o
Brasil vai pedir moratória, quer ser um dos primeiros a saber".
Mas Figueiredo não falou em moratória. O referido empresário deve ter ficado
frustrado.
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O ex-governador e deputado Paulo Maluf apareceu ao Clube Paineiras do
Morumbi, local do almoço, após a chegada de Figueiredo, quanto junto com
Carlos Átila, porta-voz da Presidência da República.
Maluf não perdeu a ocasião. Aos jornalistas pediu uma salva de palmas a
Átila, porque era o dia do aniversário dele. Surpreso, o porta-voz riu. E não
houve palmas.
Maluf: "Que isso, minha gente! Ninguém bate palmas para o Átila!"
Entre os jornalistas, alguém comenta: "Maluf mantém seu estilo em
forma."
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O ex-prefeito Reynaldo de Barros foi um dos últimos a chegar. Mas chegou
sorridente, mais do que é o seu habitual.
Um político deu uma possível explicação para o contentamento do ex-prefeito:
"Ontem (anteontem) o presidente jantou na casa do Reinaldo e diz que do que
mais Figueiredo gostou foi da conversa".
Detalhe: para esse jantar, Maluf não foi convidado.
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Paulo Lopes
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