Seu rosto
Seu rosto
tem a solidez
do rochedo.
Enigmático!
Impassível!
Cheio de segredos!
Possui a apatia
de um gárgula
e a magia
das fábulas
infantis...
Mas, de repente,
em meio às
suas ilhas,
rasga-se à
sangue frio
uma trilha
em desvario...
E teus
cílios
batem asas
como tímidas
gaivotas,
livres do exílio,
de volta à rota
do retiro em mim...
E com salva e
clarins,
na minha muda
aceitação,
sua amargura
se faz amor
e seu poder,
ternura...
Seus olhos
pousam serenos
como aves de
arribação,
e plenos de
comoção,
estão a dizer:
Amo você...
É verão!