SEDE
mdagraça ferraz
Há,
muita secura
na vida
Estiagem prolongada
Alma está enrrugada
Todos procuram
a fonte perdida
Lábios ardidos.
Garganta árida.
Sem seiva.
Sem chuva.
Sem sumo.
Sem rumo.
É uma sede
além da sede
Além da carne dorida
Sede sem cura,
que murcha
ferida;
Que dá calo na voz;
Que torna osso
qualquer
desejo...
Sede
que também
é fome insaciável
do manancial inesgotável
da vida
Sede imaterial
Sede da gente mesmo
e de toda
essa gente
sofrida
Sede
do sentido
da existência
e da semente do Amor
Sede de miolo...
Sede da essência
do Deus lenitivo
e definitivo
É sede,
que só tem alívio
ao beber
rosas
perfumadas-
delicadas e brancas
Rosas
que crescem
nos cemitérios
em solos estéreis
Pequenas e tímidas
cálices transparentes
brinde Tim-tim
à natalidade....
Lenços serenos
suaves acenos
para a Paz do fim
Imortalidade!!!!!
Espere por mim...!