Maria da Gra�a Ferraz�

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Maria da Gra�a Ferraz

�Assino mdagra�a ferraz
N�o uso nick - acho meu nome m�gico: " gra�a"
Nasci em 7 de abril de 1956 em Porto Alegre - RS
Minha primeira inf�ncia passei em Bel�m do Par�, depois meu pai - militar da aeron�utica foi transferido para o RJ- onde morei dos 8 anos at� os 28 anos quando me mudei para Campo Grande- Mato Grosso do Sul...Rodei o pa�s nos quatro pontos cardeais: sul - norte- leste- oeste ( ali�s o trajeto oposto ao de Jos� e Maria em sua peregrina��o pelo deserto)
Escrevo desde a inf�ncia - Aos 13 anos, ganhei o concurso do col�gio com o conto - CHICO FORMIGA
Sou m�dica gineco- obstetra e professora de Anatomia Humana
Perten�o � Teosofia do prof JHS - Eubiose



Confiss�es


" Recebi de meus pais um universo imagin�rio muito rico. Minha m�e era vidente e meu pai - um indiv�duo muito culto que me presenteava com muitos livros...O chamado " fant�stico" sempre me foi dom�stico..."



" Minha fam�lia nunca levou a s�rio o fato de eu escrever. Muito menos meus amigos. Meu irm�o e meus sobrinhos nunca leram um s� poema escrito por mim.Vivo num mundo onde a utilidade e o pragmatismo substitu�ram todos os outros valores..."



" Escrevo por puls�o...Algo estranho e incompreens�vel...Escrevo porque � esta a forma me expressar - acho que estou aqui para isto! Evito discutir processo de cria��o com te�ricos ...Eles jamais poderiam entender toda a riqueza do invis�vel imanifesto"



" Sofro por todos. Sorrio por todos. De uma forma ou de outra, me sinto intimamente ligada a todas as pessoas da Terra...E, talvez, de outras Terras..."



" H� poemas meus que nasceram prontos, como se tivessem sido "soprados" - costumo dizer: s�o os meus melhores poemas..Nasceram na cad�ncia, na rima, na perfei��o. H� outros poemas onde h� a lapida��o - algo mais dif�cil e mais doloroso."



" Escrevo de v�rias formas mas tenho um estilo. Acho que todo autor deveria procurar isto: ter um estilo, ou seja, ser ele mesmo...Hoje, h� muita reprodu��o...recria��es sem ousadia..."



" Quero romper a forma. Procuro uma nova forma. At� agora, penso que me exercitei...estou rascunhando...experimentando...N�o atingi meu �pice- Sou uma escritora que n�o est� pronta!"



" A net me possibilitou o encontro com a imagem e com o som...Adoro formatar meus poemas...Acho que sou uma das poucas poetas que sente fasc�nio tamb�m pela formata��o...Escrevo o poema para a imagem..Seleciono a imagem - guardo-a, incubo-a, gesto-a - algo assim..."



" Hoje, h� muita confus�o na literatura. Considero o escritor como um criador e basta! apenas isto! H� muita mesmice por a�. Muito tiro no vazio. A literatura, como o mundo, vive um per�odo med�ocre onde poucos se salvam..."



" Escrever � transcender - ultrapassar - ir al�m de si- e nada mais posso falar sen�o isto pq daqui a pouco v�o� dizer que sou louca"



" Sucesso? � simples: tenha dinheiro, escreva com " f�rmulas Pessoais" e mais nada! Mais nada! H� poetas, hoje, que s�o xerox terr�veis de poetas do passado. Coitada de Cec�lia...por exemplo"



" N�o gosto de falar sobre mim. Nada mais quero escrever sobre mim. Detesto discutir literatura. N�o sei e n�o desejo saber nada sobre teoria liter�ria. Quero - repito: escrever ; deixo ao resto do mundo que fa�am seus trabalhos de pesquisa e, se poss�vel, que me leiam - risos"



" Tive uma educa��o cr�tica e exigente...E amigos cr�ticos ferozes e contumazes, mas nada disto impediu o desejo sempre absurdo e crescente de querer me recontar..."



" Nem sei para que serve o que fa�o...Ainda n�o! Um dia espero saber...N�o sou confessional- raramente sou! mesmo quando pare�a ser"



" Ao escrever n�o tenho credo, ra�a, sexo...Morre a Maria e nasce a Gra�a...uma met�stase perdida no vazio do papel .."



" Cada poema meu � um indiv�duo. Guardo milh�es de seres dentro de mim e intermin�veis vozes....Sou uma tribuna, deixo-me atravessar...escrever � uma forma de fazer sexo com voc� mesmo...voc� se auto-penetra e se auto-preenche e depois, gera-se"



" O que querem as editoras? GRANA! o cara pode ser uma babaca mas teve dinheiro, pimba! tem edi��o e divulga��o. H� gente boa na net que ningu�m percebe e um bando de assombra��o publicando livros.."



" O Brasil teve grandes escritores...Muitos! � um pa�s de extensa e cont�nua cria��o pela riqueza da miscigena��o de seu povo"



" O que penso do poetrix? prefiro duas trovas e dois poetrix...O poetrix n�o me atrai..nem me captura, exceto se um dia eu comprasse um caminh�o e desejasse enfeitar o p�ra-choque"



" Raramente descrevo minha pr�pria dor. Ali�s, o que vem a ser minha pr�pria dor? Escrevo no limite do transbordo..Algo al�m de mim - mais universal...Escrevo a dor que ningu�m viu ou sentiu mas est� presente em cada homem . Falo sobre o sentimento primordial - ancestral � qualquer outra dor ou coisa que o valha"



" O meu processo de cria��o me levou � an�lise...� buscas constantes... s� me expliquei ao ler a Teosofia- a Ci�ncia Oculta de todas as Idades...Hoje sei que meu "eu" - como o de todos- � algo al�m do conceito do eu - ego personal�stico....S� que, no meu caso, eu o anulei...expandi....enfrentei a caverna...as profundezas de mim...e o mais doloroso � saber que tudo que sei , jamais ser� compreendido no meu tempo"



" Se sou uma poeta? n�o sei...Escrevo, apenas isto! Busco um caminho para auto-express�o e auto-realiza��o, sem me preocupar com r�tulos. Sou um esp�rito que deseja falar...Mas est� morto na mat�ria - injuriado � ilus�o do anti-ser."



" Acredito que o ar seja muito s�bio - h� ondas invis�veis no ar- todo conhecimento est� no ar...O homem deve aprender o sentido de respirar-se al�m do nariz"


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