Menina-moçamdagraça ferrazA jovem inocentee nua, corpo dourado,de açúcar mascavo,nadava no regatoao entardecer castanhoO corpo da menina-miúdo e tacanho-misturava-se ànatureza, na festado banho ao ar livreFoi, quando, bandode borboletas , doslados do oriente,cruzou a adolescenteA moça sentiu a cólicaaguda e ligeira no ventre,e, tão de repente, umamiúda borboleta caiuferida, em seu púbis:negra como a noitevermelha como sangueTão langue e núbil!E, logo a lua,apareceu no céu,cobriu a pele madura,com seu escuro véuE lábios sorriamserenos e flamengos-em azeite de dendê-sem saberem porquêvoltar