Liberdade
para os meus versos
mdagraça ferraz
Neste estranho mundéu
não tente tornar cativa
a voz desta menestrel
Meus versos não pertencem
a esta terra. São do Céu!
Caso, experimentes,
meus versos esgarçam,
viram trapos de fumaça-
aguda farpa em tua mão...
Escapam, na surdina,
teimosos e tenazes,
deixando um rastro
de cor lilás- sangue
anêmico e espremido
da luta pela alforria!
Luta sem sentido!
Meus versos são
desimpedidos até
de serem bonitos...
São gagos, antigos,
cheios de calos vocais,
na marcha pela Paz...
Não tentes o direito exclusivo
sobre eles..Nem a captura!
Meus versos morrem
na torre da clausura
de qualquer monópolio...
São um produto
de suor de meu espírito...
Do cansaço do coração...
Bendita transpiração!
Deixa-os livres...
Deixa que eles se vão...
Como um soluço...
Como um esputo...
Versos de todos e de tudo;
de mim- autoria espúria...
Portanto, deixa-os
noivarem o branco papel
e terem a lua-de-mel
no dossel da internet...
Se meus verso não são de mim,
Muito menos de ti...
Começaram há muito tempo
e jamais terão fim!
Não ...eles são lá de cima,
e fingem que estão aqui!
obs - A todos, por favor,
liberdade para meus versos!!!!!
Deixem-me plantá-los
em qualquer jardim à despeito
das contendas desta vida...
Senhores latifundiários -
donos de e-groups,
preciso de terra roxa e de paz!
Senão
a mim...
Aos meus versos...