Clareiramdagraça ferrazHá uma clareirano bosque que buscoÉ cabeleira delusco-fusco dascopas dos pinheirosAo ver as franjaslivres e soltasdas louras madeixas,algo me afloracomo mágica flechaE, na mesma hora,me acho num fio da mechaque alumia o coquedas grandes frondesÉ quando no bosque,pequenos pássaroscomo alados gramposajeitam o penteadoMas para que o trato?Logo mais o crepúsculocobrirá a terra como espesso véu viúvoe nada mais se verá-exceto o brilho dos túmulose o silvo do vento a gritarcomo um pequeno músculo