| 25 de Julho de 1999. | Feital Home Page |
Trabalho como analista de
suporte há alguns anos, e algumas vezes preciso fazer viagens
para tentar solucionar problemas que possam estar ocorrendo em
outras localidades, geralmente nas filiais da empresa que trabalho.
Já fiz várias viagens deste tipo, e posso dizer
que sou um felizardo, pois nunca retornei sem solucionar o problema.
Na última viagem que
fiz, aconteceu novamente uma situação que me deixou
muito triste, pois já havia acontecido anteriormente e
deixei pra lá, pois poderia ter sido um fato isolado. Mas
sou obrigado a pensar que isto é comum no Rio de Janeiro:
Os taxistas insistem em tentar enganar os passageiros. Vou explicar.
Na penúltima vez que
estive lá, ao chegar no aeroporto peguei um táxi
e disse que iria para a Av. Getúlio Vargas. Como já
conhecia o lugar, sabia que não levaria mais do que dez
minutos, e tinha uma idéia de quanto custaria a viagem.
Apesar de ser rápida, acredito que a distancia seja algo
em torno de 4 quilômetros, algo não muito fácil
de fazer a pé, carregando bagagens. Chegando no meu destino,
o taxista falou: "São 9 reais". Não sei
como eu retruquei na hora, mas retruquei: "Como assim, não
pode ser !!". Ele reclamou e deixou por 5 reais, quase 40%
de desconto. Ele não tinha nem se dado ao trabalho de ligar
o taxímetro, uma afronta.
Na semana passada, já
estava vacinado contra eles, e ao chegar no aeroporto um senhor
me ofereceu o taxi, fui caminhando com ele, e perguntei se o taxi
dele era comum. Ele disse que não e disse que a viagem
custaria apenas R$10,00. Não tive dúvida, deixei-o
praticamente falando sozinho e fui pegar outro táxi. O
que acontece?. Tudo bem, exigir que todos sejam honestos é
um sonho, mas não esperava que a maioria não fosse.
Na manhã seguinte, ao sair do hotel para ir para a filial,
entrei no táxi que estava parado na frente do hotel, e
ele me disse que cobraria uma taxa de R$12,00 reais para ir até
o destino, porque blablabla, ele estava na porta do hotel, era
um serviço a mais, etc. Mais uma vez saí de dentro
do taxi e peguei outro, que me cobrou R$4,00 reais.
Acredito que isto seja uma
mal de taxistas cariocas. Ou será que os paulistas tem
cara de bobo?. O que eu sei é que eles não gastam
mais do que cinco minutos para perceber que não sou de
lá. E tentam tirar proveito da situação,
com perguntas estúpidas como "você prefere ir
pela Av Fulano, ou pela Av Fulano de Tal?". Como é
que eu vou saber qual avenida devo escolher?!?!
Acho péssimo para o
Rio de Janeiro acontecer isto, pois além de denegrir a
classe inteira dos taxistas cariocas, passa uma imagem ruim da
cidade, um estereótipo de "malandro", situação
que com certeza não ajuda em nada. O taxista é a
primeira pessoa que se conversa quando se chega em uma cidade,
é alguém que você pode conversar descontraidamente,
um cartão de visitas da cidade. A impressão que
se tem de um lugar em que a primeira pessoa que você conversa
tenta te enganar, é desanimadora, e essa impressão
fica marcada por um longo período de tempo. Azar dos cariocas,
não é mesmo?.
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