Sentimentos líricos
(Fase - II)
Que fiz de errado? Não bastam as vidas outras
vividas, sob o látego cortante dos mundos
profanos, quando caminhava por entre serpentes
asquerosas e outros seres também imundos?
Qual foi meu hediondo pecado?
O frescor de tua juventude não se torna lenitivo para as
sobejas e dolorosas feridas expostas às intempéries;
preciso de tua benigna experiência para acalmar
os vendavais funéreos que me cercam nesta terra estranha.
Tal qual amarga derrota, infligida pelo
destruidor dos mais puros ideais,
quebrou-se com furor simiesco
o jarro da mesa tosca de pinho,
o qual continha o melhor vinho.
Como saciar minha sede sem vinho fresco,
se o pouco néctar que me restou não pode ser utilizado?
Tornou-se acídula minha bebida predileta,
nada me empolga ante o mal que me consome.
É impossível comer e beber diante de tanta fome,
da miséria e do cruel castigo por mim herdado.
Álgido clima de meu temor consumado,
sol friíssimo que não me aquece a esperança,
infrene peleja apelidada vida, cujo halo não
mais existe, escurecendo as mundanas paixões
de um precoce, infeliz e sofrido viúvo das ilusões.
Wilson M. Pereira
Fase I
Final
Só para mulheres
Novidades
Sair
Se
entrou via URL clique aqui para ir a HOME PAGE
Seu
E-mail:
Seu Nome:
E-mail do destinatário:
Direito Autoral © 2006 - Wilson M. Pereira. Todos os direitos reservados.