
Nua, carente e indefesa.
(Fase - I)
Diante do espelho, em meu quarto, ouvindo uma música suave e envolvente, estou nua! Faço uma fantasia doida! Imagino que ele está por trás de mim, mordendo minha nuca, alisando meu ventre, fazendo-me gemer baixinho, deixando-me louca.
Sinto sua ereção progressiva, suas mãos ligeiras, os dentes mordiscando-me e sua língua faceira; asperge de sua boca um hálito tal qual essência de flores, perfumado, quente; umedecendo meu pescoço fino, sequioso por uma mordida mais forte, capaz de me fazer gritar de desejo, de vontade de senti-lo crescendo, agigantando-se dentro de mim, fazendo-me explodir em um gozo contínuo, demorado e verdadeiro.
Tamara R. Almeida
(Continua na Fase - II)
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