Anjo nu
(Fase - I)
O
orgulho vão, que os intelectuais chamam de empáfia, inexistia naquela mente
pura, mas as vezes diabólica, quando olhando em meus olhos, que se esgazeavam
ante o brilho estranho emanado, dizia: “Quero usufruir por breve instante do
prazer de sentir teus lábios nos meus, teus braços me envolvendo e mãos me
tocando com a ternura da inocência enaltecida pela magia de nosso encontro”.
Não disse aquilo para meu deleite, citava um dos seus trabalhos! Não tenho vergonha em dizer que fico úmida quando leio alguns dos seus textos mais maliciosos tais como: “Pernas”, “A boca”, “Meu pecado”, “Nosso prazer”, “Volúpia do beijo” e tantos outros.
Tamara R. Almeida
(Continua na Fase - II)
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