Aquenáton

Entre muitos estudos sobre Aquenáton, o enfrentamento do desconhecido nos leva a
diversas interpretações das pistas que a história nos deixou sobre tão diferente
figura. São tão desafiadoras as perguntas que ha quem o tenha como uma prova
histórica, não apenas do contato da civilização egipcia com alienígenas, sendo o
próprio Aquenáton um ser híbrido de extraterrestres e humanos, como também que,
nada disso tendo sentido, séria o rei portador de uma doença hoje bastante
conhecida: A síndrome de Marfan.
Por BBC
15/07/2017 15h32 Atualizado
há 19 horas
Desde o início de seu reinado, o faraó Aquenáton
e sua mulher Nefertiti decidiram desafiar todo o sistema religioso do Antigo
Egito. Dispostos a sacudir as bases de sua sociedade, eles criaram ideias que
levariam o império à beira do abismo.
O casal começou a reinar durante os anos dourados
da civilização egípcia, por volta de 1.353 a. C., quando o império era o mais
rico e poderoso do mundo —as colheitas eram abundantes, a população, bem
alimentada, os templos e palácios reais estavam cheios de tesouros e o exército
obtia inúmeras vitórias contra todos os inimigos. Todos acreditavam que o
sucesso vinha por conseguirem manter os deuses felizes.
Foi então que Aquenáton chegou ao trono com o
ímpeto de modificar uma religião de 1,5 mil anos de idade.
Somente o sol
A ideia era revolucionária: pela primeira vez na
história, um faraó queria substituir o panteão de deuses egípcios por uma única
divindade — o deus Sol, ou Atón, o criador de todos.
A proposta era considerada uma heresia. Mas como
o faraó era considerado um deus na terra, tinha poderes ilimitados para
modificar o que quisesse. Ele decretou que os 2 mil deuses que eram adorados no
Egito havia mais de um milênio estavam extintos. Suas aparências humanas e
animalescas foram substituídas pela forma abstrata do Sol e de seus raios.
Para os poderosos sacerdores tradicionais, que
haviam dedicado suas vidas inteiras aos deuses antigos, a mudança de doutrina
era uma catástrofe. Eles praticamente haviam governado o Egito, agora eram
dispensáveis — e formavam um grupo perigoso de inimigos para Aquenáton.
No quinto ano de seu reinado, o faraó decidiu que
deixaria a cidade de Tebas e se instalaria ao norte do rio Nilo.

Gravuras que retratam a vida íntima da família real eram uma novidade (Foto:
BBC)
Rumo ao futuro
Àquela altura, era evidente que Aquenáton queria
romper com o passado. Ele deu a Nefertiti igualdade de poderes e o título de
Grande Esposa Real. Juntos eles viajam 320 quilômetros e mandaram construir uma
cidade no local onde hoje fica o município de Amarna.
Sobre uma rocha que ainda existe nas colinas da
região, está escrita uma proclamação pública composta por Aquenáton que explica
o motivo que o levou a escolher precisamente aquele lugar. Ele teria sido
comandado pelo próprio deus Sol, que o mandava edificar ali.
A comunicação teria sido feita por meio de um
sinal: a região é cercada de colinas, e em certas épocas do ano o Sol se põe
entre elas, criando a forma do hieróglifo do horizonte. Aquenáton interpretou
isso como um sinal.

Sol se pondo entre colinas e formando o símbolo do horizonte (Foto: BBC)
Horizonte de Atón
Millhares de pessoas de Tebas foram trazidas para
construir, decorar e administrar a nova capital, que chegou a ter população de
50 mil pessoas.
A cidade tinha poços, árvores e jardins
florescendo no meio do deserto. Casas, palácios e templos ao deus único foram
criados em tempo recorde.
O local foi batizado de Ajetatón —horizonte de
Aton— e se tornou o novo coração político e religioso do império, e o centro de
um novo culto.
Não só a capital e a religião mudaram. A
revolução iniciada pelo casal real trouxe outras novidades: nos costumes.
Gravuras cheias de detalhes encontradas em Amarna
mostram momentos íntimos da vida da família real, como Aquenáton e Nefertiti
abraçando suas filhas. Até então, nenhuma família real egípcia havia sito
retratada em demonstrações de carinho.
São obras espontâneas e cheias de vida se
comparadas com a arte egípcia anterior, que tende a ser mais estática e
monumental.
As estátuas do faraó que ainda existem possuem as
mesmas qualidades. A sua postura, de pé, com os braços cruzados sustentando
insígnias reais, é comum. Mas sua fisionomia é completamente diferente da dos
soberanos que vieram antes e depois, que costumam ter semblantes fortes e viris.
Aquenáton, ao contrário, tem um rosto comprido,
com um nariz grande que aponta para sua barba. Seus inusitados lábios carnudos,
seus quadris largos e sua barriga um pouco proeminente remetem a uma
sensualidade feminina.
Oração ao ar livre
A arquitetura do período também demonstra um
desejo de romper com o passado. Os templos tradicionalmente fechados se
afunilavam, com o piso levemente levantado e o teto caído, e pouquíssima entrada
de luz.
O culto ao Sol trouxe santuários ao ar livre,
algo que nunca havia sido feito em grande escala.
Em certo momento, os únicos fiéis autorizados a
entrar nos templos eram o faraó e sua mulher. A partir de textos encontrados nos
dias de hoje, os estudiosos teorizam que Aquenáton e Nefertiti passaram a
acreditar que somente eles podiam se comunicar com Aton. O faraó seria filho de
Deus e Nefertiti também seria divina - os súditos deveriam adorá-los.
Foi o ápice de sua revolução religiosa.
Queda
No entanto, as coisas começaram a desandar. Os
súditos não haviam de fato abandonado a adoração aos outros deuses, então
Aquenáton ordenou que todas as imagens dos deuses antigos fossem destruídas,
especialmente as do deus maior do panteão, Amon-Rá.
Também mandou seus soldados apagarem a memória de
todos os deuses em suas terras. No fim de seu reinado, sua revolução se
enfraqueceu - como ele se recusava a sair da nova cidade, era visto como fraco e
o império como vunerável a invasões.

Tábuas de argila encontradas em Amarna revelam a natureza do problema enfrentado
pelo faraó (Foto: BBC)
Tábuas de argila encontradas em Amarna mostram o
estado em que se encontrava o império. Uma delas foi enviada pelo governante de
um dos países vizinhos protegidos pelo faraó. Ele pedia que o Egito enviasse
tropas para ajudá-lo a manter os hititas, inimigos do império, sob controle.
"Já pedi, mas não fui respondido. Não me enviaram
a ajuda de que preciso", se queixava o governante. Aquenáton nunca enviou tropas
e o Estado vizinho caiu nas mãos dos hititas — o exército estava tão ocupado em
missões de perseguição religiosa que o Egito perdeu territórios, poder, posses e
status no continente.
Muitas tragédias
Nas paredes do túmulo de Aquenáton está gravado o
drama da família.
Apesar de estar muito danificada, é possível ver
uma cena de luto. Umas das princesas morreu e seus pais aparecem chorando - algo
sem precedentes, já que as famílias reais jamais demonstravam emoções em
público.
Outras evidências indicam que Aquenáton perdeu
mais de uma filha, provavelmente por causa da peste, que arrasava a região na
época.
Epidemias do tipo podiam matar até 40% da
população, e, como era faraó, Aquenáton era considerado pessoalmente responsável
pela desgraça. Para os súditos, a catástrofe era resultado de uma ofensa feita
aos antigos deuses.
No pico da crise, a rainha Nefertiti morreu e o
soberano perdeu a mulher que o havia acompanhado desde o princípio.
Paraíso perdido
O paraíso de Aquenáton estava à beira do colapso.
O Egito estava perdendo sua riqueza e poder.
Treze anos depois da fundação de sua cidade,
Aquenáton morrreu. Há quem acredite que ele tenha sido assassinado para que seu
reinado terminasse.
A cidade foi abandonada e, mais tarde,
sistematicamente destruída e apagada dos registros. Também foram esquecidos o
culto à Atón e o próprio Aquenáton, que durante muito tempo só foi lembrado por
ser, segundo indicam os registros, o pai do grande Tutancâmon, seu sucessor.
Foi Tutancâmon quem resgatou os antigos deuses e
restaurou o poder e a prosperidade do Egito. Os sacerdotes voltaram a ter seu
antigo poder, e a vida voltou à normalidade.
Nenhum outro faraó egípcio voltou a tentar mudar
a ordem estabelecida e desafiar a religião tradicional. Os que vieram após
Aquenáton se esforçaram por destruir todos os registros de seu culto herege.
Suas estátuas foram derrubadas e as pedras dos
templos usadas como material para a construção de novos prédios. As rochas
esculpidas foram escondidas que ninguém voltasse a vê-las.
Isso acabou preservando-as para a posteridade: na
década de 1920, elas começaram a reaparecer. Muito do que sabemos de Aquenáton e
do culto a Atón vem delas.
globo.com
Globo Notícias
Além dessa reportagem da BBC, o
blog Fato e Farsa publicou o interessante estudo abaixo:
Akhenaton: o faraó alienígena. Fato ou farsa?!
Hoje vamos falar um pouco sobre um personagem controverso da História
Antiga, mas que tem deixado cada vez mais a história do tempo presente
controversa e cheia de perguntas e questionamentos sem resposta, demandando
cada vez mais pesquisas. Akhenaton, conhecido como “
faraó louco”, ou
“
faraó alien”, ou “
faraó extraterrestre”, já foi tema de
muitos programas sensacionalistas e é um dos personagens principais da
teoria dos deuses astronautas.
Akhenaton, cujo nome de nascimento era Amen-hotep IV (ou Amenóphis, em
grego) foi um faraó egípcio da 18ª Dinastia, governando por dezesseis anos,
entre 1352 e 1336 antes de Cristo. Foi muito importante para a história do
Egito, pois durante seu reinado tentou realizar diversas mudanças na cultura
local, envolvendo sociedade, política, trabalho, religião etc.
Akhenaton mudou a capital do Antigo Egito de Tebas para uma nova cidade que
mandou erguer à qual colocou o mesmo nome que o seu. Alguns egiptólogos
afirmam que a cidade não se chamava Akhenaton, mas Amarna; acabou ganhando
esse erro porque muitos a chamavam de “
cidade de Akhenaton”.
Porém a mudança mais marcante realizada por este faraó foi na parte
religiosa, quando destituiu o culto ao deus Amon e privilegiou o culto ao
deus Aton, assim também tentando empregar uma cultura religiosa monoteísta.
Isso acabou sendo um duro golpe na cultura daquela época, pois fica muito
difícil para uma sociedade conceber, do nada, uma nova religião com
preceitos variados e totalmente diferentes daqueles já praticados.
Akhenaton também mudou a arte egípcia. O seu reinado assistiu à emergência
da chamada “
arte amarniana”
(fotos abaixo), que se
caracteriza por um lado pelo naturalismo (abundância de plantas, flores e
pássaros) e pela convivência familiar do faraó e por outro lado, por uma
representação mais realista das personagens (até então os faraós eram sempre
representados como figuras esbeltas e de ombros largos, verdadeiras
divindades entre os humanos, mas na arte amarniana o faraó era representado
com formas mais realistas), por vezes as representações atingiam o ponto da
caricatura. A arte oficial apresenta o rei com uma fisionomia andrógina, com
um crânio alongado, lábios grossos, ancas largas e ventre proeminente.


Akhenaton declarou-se o seu único sacerdote e profeta, escrevendo um hino no
qual proclamava a grandeza do Sol como criador de todas as coisas, e a
igualdade entre todos os homens. A semelhança desse hino com o Salmo 104, do
Antigo Testamento, faz pensar que ambas as religiões compartilharam as suas
ideias sobre o monoteísmo em um momento de sincretismo. O Hino de Aton pode
ser encontrado na internet, bem como o Salmo 104 – para quem não tem uma
Bíblia em casa.
A história do crânio alongado do faraó e sua ligação alien...
O reinado de Akhenaton foi curto, mas muito importante e envolto de muitos
mistérios, talvez pelo excesso de mudanças na cultura egípcia que ele impôs.
Assim como em diversas culturas antigas, na cultura egípcia também foram
encontrados crânios deformados e/ou alongados. Akhenaton, por exemplo, teria
a cabeça estranhamente alongada – pelo menos é assim que ele sempre é
retratado nas artes estatuárias, além de sua aparência longilínea, esbelta,
parecendo com um “
grey”.
Os antigos faraós diziam proceder da linhagem direta dos deuses, e essa
seria uma das evidências físicas dessa descendência divina, no caso de
Akhenaton. Da mesma forma que Akhenaton, sua esposa Nefertiti tinha um
crânio estranhamente alongado, fruto de sua herança genética.
O faraó possuía outras características físicas estranhas, tinha um corpo
afeminado. Ele é considerado um ser andrógino por aqueles que defendem a
teoria de que Akhenaton seria um descendente direto dos deuses, ou melhor
dizendo, dos deuses astronautas. Segundo os teóricos dos deuses astronautas,
os cientistas não puderam explicar exatamente o fato de o faraó ter essas
características, então tentam encaixar Akhenaton numa síndrome chamada “
Marfan”.
Esta síndrome tem por características o alargamento das feições e do crânio,
características femininas e uma clara infertilidade. Entretanto, sabe-se que
o faraó teve diversos filhos (inclusive Tutankhamon), portanto essa seria a
lacuna para a teoria da síndrome de Marfan
(fotos abaixo), que
não encaixa na teoria dos cientistas.
Continuando a investigação...
Uma das maiores controversas teológicas envolvendo a figura deste faraó diz
respeito à própria história. Akhenaton teria sido o primeiro governante a
implantar um credo religioso em um único deus (monoteísmo), antes mesmo de o
Judaísmo nascer das sombras das religiões mesopotâmicas proclamando-se a
primeira religião a cultuar um Deus uno. A reforma religiosa de Akhenaton
mudou muitos aspectos do espaço, do tempo e da sociedade do Antigo Egito ao
falar que somente o Sol era o deus de todo mundo – alguns séculos antes de
Moisés, Abraão e todos os patriarcas do monoteísmo judaico.
De acordo com os historiadores e egiptólogos, o faraó ao propor o monoteísmo
estaria interessado nas riquezas do clero dedicado a Amon, por isso mudou a
estrutura religiosa e adquiriu para si essas extensas posses. Os teóricos
dos deuses astronautas não pensam da mesma forma. Para eles as mudanças
religiosas propostas pelo faraó estavam motivadas numa possível origem
extraterrestre de Akhenaton.
O fato de ele mudar toda a estrutura religiosa e comprar uma grande briga
com o poderoso clero gerou revolta desse setor da sociedade egípcia. Mesmo o
faraó precisaria do apoio desses nobres, então por que comprar essa briga?
Que benefícios essa mudança traria? Os teóricos dos antigos deuses acreditam
que não haveria benefícios para o faraó nessa briga comprada por Akhenaton.
Assim, ele fez isso por de fato ser um ser de outro mundo, e tal ato seria
importante para ele espalhar a sua mensagem.
Já os céticos têm uma posição contrária sobre essa querela entre grupos
religiosos e o faraó no caso da mudança de credo. Quando Akhenaton instituiu
o monoteísmo e se proclamou descendente direto do deus Aton, ele deu a si
mesmo o status de único sacerdote, status esse que acompanharia sua prole,
afinal eles também seriam descendentes diretos de Aton. Sendo o único
sacerdote, Akhenaton teria todos os poderes do Estado. Essa é uma vantagem
significativa para se comprar uma briga com a nobreza religiosa.
Mesmo com tantas provas controversas e tantas análises de historiadores,
arqueólogos, ufólogos, paleontólogos, egiptólogos, céticos em geral e
crédulos em geral, as figuras de Akhenaton e da sua esposa Nefertiti sempre
estarão escondidas sob uma densa bruma de mistério em que não saberemos
dizer ao certo quem era aquele faraó tão radical a ponto de mudar toda uma
cultura e toda uma religião, com um corpo estranho e aparência andrógina.
Além desses interessantes
textos, você, caro visitante, pode assitir em nosso canal do YOU TUBE um
interesante documentário sobre o rei Aquenáton. Para ir direto na página do
canal, clique aqui.
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