número 2, janeiro-julho de 2003
Radiografia do Cérebro de Estevão Freixo
Sinceramente, durante os vários meses em que venho fazendo análise, tento me manter neutro sobre o que pensa Estevão Freixo. Eu sei que ele é um cara legal, que coopera no bem público, mas daí a tentar compreendê-lo é preciso pensar - e só se consegue pensar com cautela, frieza e prolixidade. Eu creio que suas tentativas desesperadas de não aceitar o próprio talento (deixar de ser um dos grandes guitarristas de sua geração para trabalhar como atendente do McDonald's é um exemplo que só pode ser classificado como desesperador) necessitem de um trabalho crítico de alto nível - impossível com tantos imbecis ao meu redor. O jovem Freixo é um caso. Espero que ele compreenda seu verdadeiro papel de parede na ordem das coisas e escreva uma orquestra sinfônica sobre a mesa de trabalho da sua psique.
Izesuq Kilistoq