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Jornal Primeira Hora

Estudantes pela continuidade dos cursos - Leonor Bianchi

14/12/2005

Acampados desde o final da tarde, da segunda-feira última (12), na sede do PURO, onde funciona o campus avançado da Universidade Federal Fluminense - UFF, em Rio das Ostras, cerca de 30 alunos da instituição protestam contra a falta de aula da Universidade, no Município, e afirmam que só saem do prédio, quando alguma resposta oficial for dada pelo prefeito Carlos Augusto.
Isabela Gregório, aluna do 4º período do curso de Serviço Social, diz que a reivindicação é para impor uma resposta das autoridades com relação ao futuro da UFF em Rio das Ostras. “Estamos sem resposta nenhuma. Já completa-mos quatro meses sem aula, e estamos sem perspectiva de retorno das aulas. Precisamos definir a situação da UFF aqui em Rio das Ostras”, argumentou.

No dia 12, após a chegada dos estudantes no campus, um o coordenador do Pólo Universitário de Rio das Ostras, o PURO, Paulo Monteiro, informou que a UFF já está resolvendo o problema com a Prefeitura. Segundo ele, o convênio foi reduzido de R$ 52 milhões para 24 milhões. A UFF já recebeu do MEC R$ 11 milhões, para serem destinados para o Pólo, dos quais já estariam depositados na conta da UFF, R$ 4,7 milhões. Monteiro disse, ainda, que a construção do campus da UFF na Zona Especial de Negócios não será mais realizada pela Universidade e, sim, pela Prefeitura de Rio das Ostras. Dentro dos R$ 24 milhões, estarão incluídas as obras do prédio da UFF na ZEN e a realocação de recursos para o pa-gamento dos docentes, que tiveram seus vencimentos reduzidos e estão sem os salários do primeiro semestre deste ano. Segundo a secretária de Ciência e Tecnologia de Rio das Ostras, Kátia Brandão, em função das reprovações das prestações de contas da UFF, no início do ano, os repasses de verba pela Prefeitura foram interrompidos. Kátia afirma que o convênio entre a uni-versidade e a Prefeitura prevê que sejam suspensos os repasses, uma vez que a medida foi determinada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Os alunos, que tiveram aulas este ano apenas no primeiro semestre, quando os docentes não foram remunerados, reivindicam ainda, o aumento das bolsas treinamento para os estudantes do campus.

 http://www.jornalprimeirahora.com.br/educacao/noticias.asp?idn=1409

 
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