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No dia 26/10/2005 ocorreu uma reunião
com os Coordenadores e Sub-Coordenadores dos cursos presentes no Pólo
Universitário de Rio das Ostras, convocada pela Pró-reitora de Assuntos
Acadêmicos Esther Luck. Esta reunião também contou com a presença da
Professora Marília, Gestora do Pólo, Paulo Monteiro, secretário, e alguns
alunos do PURO (Aline Monzato, Daniel Ribeiro, Marcello Willians, Sharla
Andréa e Vinícius Gregório).
Importante frisar que todos os seis
cursos, existentes neste Pólo, estavam lá representados.
Esta reunião já vinha sendo pleiteada
por nós estudantes há muito tempo. O motivo principal era a apresentação
formal da proposta encaminhada pelos representantes da UFF no GT, e
posterior discussão, concernente ao reajuste nos valores destinados ao
pagamento de Docentes no PURO. Contudo o foco dessa reunião acabou sendo
alterado, na última hora, devido a um ofício que a PMRO encaminhou a UFF dia
21/10/2005, sexta-feira.
Neste ofício a PMRO apresenta alguns
termos para repactuação do convênio que “teriam” sido apontados pelo GT.
Todavia a maioria dos pontos levantados neste ofício, não foi acordada ou ao
menos discutida no GT, em outro momento encontravam-se “distorcidos” do que
realmente foi levantado.
Exemplo 1: a redução de custo no plano
de trabalho pela metade, sendo que a proposta do GT seria tentar viabilizar,
junto aos departamentos da Universidade, uma redução de 40% no valor total
dos equipamentos dos laboratórios.
Exemplo 2: apresenta a condição de a
UFF implantar no município um curso pré-vestibular com atendimento, no
mínimo para 60 alunos, sendo estes escolhidos pelo município. Esse último
ponto é completamente novo nas discussões, visto que sequer foi tratado no
GT.
A reunião iniciou com entrega de cópias
desse ofício aos representantes dos cursos presentes. A Esther procedeu a
leitura do mesmo apontando suas questões pontuais e gerais citadas acima.
Explicou que o primeiro ponto levantado
por este ofício (Convênio tripartite – MEC, UFF, PMRO) seria inviável, pois
o MEC não realiza convênios tripartites, ou seja, no caso de Rio das Ostras,
a UFF teria que realizar um convênio com o MEC, o qual garantiria a alocação
de professores através de concurso público, e vincular a este o convênio
entre a UFF e a PMRO, logo seriam dois convênios atrelados. Acrescentou que
isto já tinha sido discutido e explicado na reunião do dia 10 de setembro,
que contava com a participação do Secretário de Ensino Superior Nelson
Maculan.
Sobre a questão do Pré-Vestibular,
ainda foi dito que os que ocorrem em Niterói não são promovidos diretamente
pela UFF. São projetos de extensão apoiados por ela, muitas vezes com
iniciativa dos Diretórios Acadêmicos e demais alunos. Segundo a Pró-Reitora
e mesmo os Coordenadores e Sub-Coordenadores a Universidade não pode
executar projetos desse tipo diretamente.
Em resposta, os representantes da UFF
no GT encaminharam um ofício ao Magnífico Reitor explicando-lhe o que
realmente fora discutido pelo GT. A UFF, na pessoa do Reitor, também
encaminhou um ofício a PMRO retrucando as proposições apresentadas e
exaltando que existem pontos não discutidos e nem acordados.
Após discussão inicial sobre o Ofício
da PMRO, a Esther deu a palavra aos Professores dos respectivos cursos para
que colocassem o que está sendo discutido internamente. Também foi entregue
aos cursos as Planilhas apresentadas ao GT referentes a Proposta de
Pagamento de Docentes para o 2° Semestre de 2005 e Previsão de Pagamentos
para 1° e 2° Semestres de 2006, nas quais está especificado o “novo” regime
de 10h.
O Professor Dante Corbucci, pelo curso
de Ciência da Computação, expõe que em nenhum momento ficou claro para o
curso que os professores teriam que dar mais de uma disciplina no Pólo e
acrescentou que a questão de 20h era apenas uma base de cálculo para o valor
das bolsas. Expõe que em reunião ampliada do Colegiado de Computação esse
foi o posicionamento tirado e que dificilmente um professor daria aulas em
Rio das Ostras recebendo metade do que receberia e ainda tendo que se
dedicar mais tempo ao Pólo. O Professor Maurício Kish, ainda pela
Computação, complementa que a “duplicação” da carga horária dos docentes
implicaria em um impacto no quadro dos departamentos, dificultando ainda
mais o atendimento aos alunos.
Contrapondo os argumentos apresentados
pela Computação, a Esther diz que em reunião do Conselho de Ensino e
Pesquisa esse assunto foi debatido e o que foi aprovado é que o professor
alocado no Pólo deveria cumprir as 20h a fim de articular o ensino, a
pesquisa e a extensão. Acrescenta que isso não vinha sendo feito, pois o
Pólo ainda não está em pleno funcionamento, visto que apresenta poucas
disciplinas, ainda em seus períodos iniciais. Contudo como o Pólo está
passando por um novo momento, essa diferenciação de 10h e 20h é encarda como
uma proposta viável, visto que não fere a idéia inicial do convênio que
seria de ter o professor presente no Pólo. Mais ainda, cria uma brecha para
os departamentos que não conseguirem, ou não quiserem, ou não necessitarem
de professores alocados 20h no PURO, podendo alocá-los em 10h.
Pela Enfermagem, a Professora Donizete
diz que após essa reunião, haverá um Colegiado de Curso da Enfermagem, onde
será tratado um Estudo para verificar a viabilidade de absorção dos alunos
de Rio das Ostras do curso de Enfermagem, em Niterói. Também diz não saber
como foi feito o estudo de redução das bolsas de professores e que o mesmo
não foi feito em conjunto com os departamentos competentes. O Professor
Carlos ressalta as especificidades do curso de Enfermagem no que diz
respeito às aulas práticas e visitas às Unidades de Saúde do Município.
Pelo Serviço Social, a Professora
Ângela diz achar um problema o encaminhamento de um documento oficial da
Universidade (Planilha das bolsas) sem ao menos isso ter sido levado aos
Coordenadores ou Sub-Coordenadores dos cursos. Acrescenta que uma provável
revisão dessa planilha causaria um desgaste grande, frente os atuais rumos
das negociações. Reitera que isso será discutido na próxima planária com os
professores de Serviço Social.
A Enfermagem expõe que umas das
condições ou possibilidades para acolhimento dos alunos do PURO na Sede,
seria uma redução de vagas já no próximo vestibular.
Essa questão de modificação do edital
do vestibular 2006 foi discutida por todos, tendo seus prós e contras
pesados. O Professor Dante diz que deve ser feito um encontro de todos os
Departamentos envolvidos para que seja estudados as medidas que serão
tomadas, dentre elas o possível acolhimento dos alunos na Sede.
Pela Engenharia de Produção, a
Professora Maria Helena expõe a angústia dos alunos que a procuram.
Acrescenta que o curso está em uma posição bastante confortável no caso de
ter que se trazerem os alunos do PURO para a Sede, por este serem poucos e
pelo curso não ter muitas reprovações nos períodos iniciais. Diz achar que o
tempo de negociações está muito alongado e que isso prejudica os alunos,
tanto emocional quanto academicamente. Fala ainda que nas reuniões com a
Gestão do Pólo durante a elaboração do projeto de implantação do curso em
Rio das Ostras, sempre ficou claro a questão da permanência do professor no
Pólo, que o projeto seria diferenciado das outras interiorizações. Apresenta
algumas propostas de redução de custos, como por exemplo a unificação de
turmas de Computação e Engenharia de Produção em algumas disciplinas; o
compartilhamento de recursos comuns entre os cursos.
Após consulta ao Procurador Luiz
Otávio, Esther expõe que a idéia de redução de vagas no vestibular 2006 é
bastante complicada, pois quem se inscreveu no concurso, o fez por base na
quantidade vagas divulgadas e pode ter deixado de se inscrever em outro.
O Professor Dante diz achar que isso
geraria uma situação complicada, já que iríamos propagar um problema para
cima de outro, acabando com um problema ainda maior. Reitera que se convoque
uma reunião com todos os professores e Departamentos envolvidos com Rio das
Ostras para que seja tirado um posicionamento e que se esclarecida como vai
ser tratada a questão das bolsas. Pede que essa reunião seja feita o quanto
antes.
A professora Ângela propõe que todos os
cursos façam seus estudos de absorção dos alunos, e que analisem a
possibilidade de oferecer algumas disciplinas “optativas” em Niterói aos
alunos de Rio das Ostras.
A aluna Aline Monzato diz que tem que
se pensar nos alunos que não podem vir para a Sede. Questiona o que será
feito com esses alunos. A aluna acrescenta que a UFF tem que assumir uma
posição mais firme, o que ela já deveria ter feito a muito tempo, que pare
de ficar respondendo cada questionamento que a PMRO faça uma resposta em
definitivo, já em acordo com os representantes dos seis cursos que há no
Pólo, no que tange a todos os pontos levantados e os que podem vir a ser
levantados pela PMRO (Laboratórios, professores locados pelo MEC, TCE,
Reajuste no valor total das bolsas dos professores, Convênio, etc.), diz que
a Universidade tem que dar passos mais concretos. Indaga que todas as
proposições colocadas nesta reunião, assim como o pedido de análise de
viabilidade levar os alunos para a Sede, já foram levantadas há muito tempo,
e que as mesmas já deveriam estar prontas, com exceção a planilha das
propostas entregue ao GT.
Esther diz que uma possível absorção
terá também que ser subsidiada pela Prefeitura, seja através de transporte,
bolsas de ajuda, ou outras formas que viabilizem condições de manutenção do
aluno em Niterói.
O Professor Dante esclarece que na
penúltima reunião do Colegiado do Pólo, a Professora Anna citou as
quantidades de professores e equipamentos de uso para laboratórios que
seriam necessários, nas diversas áreas, para que os alunos de Computação do
PURO fossem acolhidos em Niterói.
A Professora Ângela questiona se nas
reuniões do GT já foi discutida a possibilidade da vinda dos alunos para
Niterói e se a PMRO está ciente dos ônus desse processo. Esther responde que
esse assunto não foi tratado no GT.
Foi discutida a melhor forma de se
realizar a discussão com os professores acerca dos assuntos tratados nesta
reunião, com o intuito de se estabelecer a posição de cada curso
individualmente ou em conjunto. Surgiram propostas de se realizar uma grande
assembléia com todos os professores, ou de cada curso promover os
entendimentos com seus departamentos e professores.
Os alunos pediram que isso seja
discutido o mais rápido possível e antes da próxima reunião do GT, até para
ter uma posição concreta para apresentar e defender. Esther reitera que o
fluxo de trabalho do GT vai continuar e que fazer uma reunião de Colegiado
em pouco tempo é difícil, visto que, grande parte dos cursos está em greve.
Esther diz não achar muito problemática
a questão das bolsas dos professores e que esse estudo é coerente com os
parâmetros que vinham sendo exercidos. Acrescenta que uma grande reunião,
com todos os professores, seria impraticável e não levaria a nenhuma
conclusão.
Os alunos questionam se todos os
Sub-Coordenadores acham a Planilha de Bolsas coerente e viável e se somente
Computação é contrária, pois se não há um consenso entre os seis cursos,
logo essa questão torna-se problemática e deve ser rediscutidas entre eles.
Alguns Professores alegaram que ainda não tinham analisado essa Planilha com
seus cursos e por isso não poderiam tomar uma posição no momento.
Ficou definido que os assuntos tratados
nesta reunião seriam tratados individualmente em reuniões dos Colegiados dos
respectivos cursos e que no dia 16/11/2005, após a Semana Acadêmica, haveria
uma outra reunião com os Coordenadores e Sub-Coordenadores para avaliar os
casos e as posições definidas por cada curso. |