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MEMBROS PRESENTES
Pela PMRO: Senhor Carlos Afonso, Presidente da Câmara dos Vereadores e
também Presidente do GT e o Sub-Procurador da Prefeitura Wellington.
Pela UFF: Esther Lück, Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos, Luís Antônio
Andrade, Pró-Reitor de Extensão e Hiram Fernandes, Pró-Reitor de
Planejamento.
E
a representação estudantil Aline Monzato, Emanuela Nunes e Marcello
Willians.
ANDAMENTO DA REUNIÃO
Esther deu início à reunião falando sobre o ofício enviado pelo Prefeito de
R.O. ao Reitor. Expôs a surpresa dos membros do GT representantes da UFF,
quando tiveram conhecimento do que compunha o determinado ofício.
Principalmente pelo fato do ofício conter uma proposta da Prefeitura que,
segundo está descrito neste ofício, foi feita em cima do que já havia sido
tratado nas reuniões do GT, todavia existem pontos que não foram acordados e
que estavam como itens desta proposta.
Segundo Carlos Afonso, a intenção não era que o documento parecesse como
proposta final do GT, mas uma proposta partida da Prefeitura.
Os
representantes da UFF colocam a importância de se acertar o passivo
trabalhista dos docentes funcionários e bolsistas, visto que isso é um dos
pontos preliminares para que os professores voltem a pensar em dar aulas em
Rio das Ostras e isso abriria um novo patamar para as negociações, uma vez
que demonstraria a comunidade acadêmica que as negociações estão
progredindo.
Carlos Afonso alega que levando ao TCE uma proposta de repactuação do
convênio, mostrando que as partes têm interesses em comum, o Tribunal
autorizaria a Prefeitura a realizar o repasse de verbas. Acrescenta que esse
pagamento será mediante o fechamento de um novo convênio, com o
redimensionamento dos valores do convênio, visto que o anterior “estaria na
gaveta”. Diz que chegou a hora da Prefeitura dizer o que pode arcar
financeiramente e a UFF responder se o valor é viável ou fazer uma
contraproposta.
Esther insiste que o não pagamento do retroativo vai impossibilitar o avanço
dos trabalhos do Grupo e que a confecção de um novo convênio poderia demorar
muito tempo, inviabilizando um retorno rápido das aulas.
Carlos Afonso diz que o objetivo do Grupo de Trabalho é facilitar os
entendimentos do Reitor com o Prefeito e criar dados que subsidiem suas
respectivas ações. Acrescenta que se o Grupo não tiver mais propostas claras
para trabalhar ou se não houver entendimentos entre os dirigentes (Reitor e
Prefeito), o Grupo não tem mais o que fazer e não se pode continuar nesse
impasse.
Luís Andrade explica que há uma diferença entre as negociações dos membros
do GT por parte da Prefeitura e os por parte da UFF. Os primeiros têm que se
reportar a uma pessoa (Prefeito), enquanto os segundos têm que se reportar a
uma grande comunidade, composta por vários departamentos e professores. Com
isso ele explica a necessidade do pagamento de 2005/1, já que a comunidade
acadêmica está encarando com descrença qualquer proposta a ela encaminhada,
tornando-se necessária uma efetiva demonstração de boa-vontade por parte da
PMRO.
Ainda sobre a questão do Pagamento de 2005/1, Carlos Afonso reitera que ao
TCE basta apresentar uma proposta de repactuação do convênio, onde fique
explícito os novos valores renegociados e a intenção de ambas as partes em
dar prosseguimento ao Projeto do Pólo. Diz que não há problemas em o Reitor
e o Prefeito se reunirem para fazer uma consulta ao TCE.
Luiz Andrade diz achar que o GT está trabalhando em círculos e que algumas
ações efetivas poderiam dar maiores andamentos aos trabalhos. Sugere que o
Reitor e o Prefeito se encontrem e redijam um ofício ao TCE explicando que
se está repactuando o convênio e solicitando a liberação do pagamento do
passivo trabalhista.
Após alguma discussão, Carlos Afonso expõe a posição da Prefeitura que seria
a cessão de cerca de 23 milhões de reais para a execução de todo o convênio,
visto que, segundo ele, o que cabe a Prefeitura é somente a parte
financeira. A UFF então irá estudar essa proposta, emitindo sua aceitação ou
uma contraproposta.
Hiram questiona se nessa proposta os custos de manutenção predial,
segurança, pagamentos de contas, entre outros ainda seriam por parte da
PMRO. Carlos Afonso responde afirmativamente.
Sobre a questão do Curso Pré-Vestibular, a Prof. Esther esclarece que a UFF
não mantém, e nem pode realizar, esses cursos. O que ocorre é um apoio às
iniciativas dos professores, alunos e\ou Diretórios que promovem essas
atividades como Projetos de Extensão. O Prof. Luis Andrade diz que a UFF não
pode conceder uma “entrada privilegiada” para alunos indicados pela
Prefeitura.
Carlos Afonso, a fim de desfazer quaisquer dúvidas, esclarece que a proposta
encaminhada por ofício a UFF era exclusiva da Prefeitura e não do GT e
lamenta que os membros representantes da PMRO no GT tenham também assinado o
documento junto ao Prefeito, pois acabou gerando uma interpretação
equivocada do documento.
Durante a abordagem da contrapartida social que a UFF poderia trazer a Rio
das Ostras, o Prof. Luís Andrade cita um exemplo de projeto de extensão que
a UFF realiza em Niterói, chamado “Cidade Digital”, e que este poderia ser
facilmente implementado em Rio das Ostras, bem como muitos outros.
Acrescenta que já ouve uma procura por parte da PMRO para a implantação
dessa “Cidade Digital”, porém o diretor, que é professor da Universidade,
desse projeto está receoso em efetuar essa implantação visto a problemática
que a UFF vem passando em Rio das Ostras.
O
Prof. Hiram propõe que o Grupo encaminhe essa proposta ao Reitor e que o
mesmo se manifeste por escrito.
A
Prof. Esther, aproveitando a discussão em andamento e as propostas, começa a
tomar notas de alguns pontos principais para já formalizar uma Ata para esta
Reunião.
Carlos Afonso sugere que neste documento, esteja explícita a posição de que
o Grupo não tem mais em que avançar, visto que o Grupo não tem poder de
decisões, cabendo apenas ao Reitor e ao Prefeito tomá-las. E que é chegada a
hora de ambos conversarem mais objetivamente, visto que a PMRO já acenou
qual é sua proposta de valor para execução do convênio.
Os
alunos questionam como se dará a discussão dos detalhes do novo convênio,
caso os trabalhos do GT se encerrem nessa reunião. Carlos Afonso responde
que após as condições gerais aceitas pelo Prefeito e pelo Reitor, o grupo
pode voltar a trabalhar, inclusive com outras pessoas, para cuidar de áreas
mais específicas.
Também foi abordada a questão das reportagens que estavam sendo veiculadas
nos jornais da cidade e região. Os alunos questionaram sobre a veracidade do
que estava escrito nessas reportagens, pois segundo o descrito, o Prefeito
disse que a UFF (o Reitor) não havia aceitado a proposta feita pela PMRO.
Além de estar explicitando que a proposta tinha sido de um resultado final
do GT.
Carlos Afonso responde que não é verídica a informação veiculada nesses
jornais concernentes as palavras do Prefeito.
A
pedido de outros estudantes do PURO, os alunos solicitam que a Prefeitura se
manifestasse sobre a matéria do jornal, em especial a do “Jornal Razão”.
Carlos Afonso disse que leu o ofício em audiência na Câmara Municipal e que
na ocasião vários jornalistas pediram cópia do mesmo, que foi negada.
Acrescenta achar que foi um erro a leitura desse documento em público.
Os
alunos sugerem que o mínimo que pode ser feito, em respeito a todos os
estudantes do Pólo,é que a reunião do Prefeito com o Reitor ocorra, em Rio
das Ostras, preferencialmente no PURO, e que, após a mesma, ocorra uma
explanação aos alunos, professores e demais presentes sobre o que foi
decidido entre os dois.
Na
oportunidade, sugerem que o documento que irá sair do GT, aponte essa
solicitação independente do que o Prefeito avaliar sobre a contraproposta
da UFF.
O
aluno Marcello Willians questiona sobre as atas das últimas duas reuniões,
que ainda não foram aprovadas. Carlos Afonso responde que acabou trazendo a
pasta errada e que as encaminhará assim que possível, a fim de serem
aprovadas pelos membros.
O
Sub-procurador da Prefeitura manifesta sua preocupação em confeccionar um
documento formal que possibilite a Prefeitura pagar 2005/1 e 2005/2. Diz
achar que um acordo não é suficiente para que o TCE libere o repasse, nem é
instrumento legal que permita a Prefeitura realizar esse pagamento.
Após alguma discussão, e para atender aos preceitos legais levantados pelo
Sub-Procurador, fica acordado que, após a concordância de ambas as partes
sobre as diretrizes gerais do novo convênio, o mesmo será firmado o mais
rápido possível e abordará apenas questões gerais do pacto, como por
exemplo, o valor global do mesmo. No novo convênio constará ainda, que os
detalhamentos serão feitos posteriormente por meio de termo aditivo. Isto
possibilitará uma maior rapidez na formalização do mesmo.
RESUMINDO:
-> A PMRO ressalta que a proposta
feita por ela ainda está em validade;
-> A Universidade (o Reitor)
emitirá uma resposta à proposta da PMRO, onde constará sua concordância ou
uma contraproposta;
-> Após o envio da resposta da
Universidade, será marcada uma reunião entre os Dirigentes (Prefeito e
Reitor) para discutirem as propostas, e então tomarem uma decisão sobre o
futuro do Pólo Universitário de Rio das Ostras;
-> Como solicitação dos alunos: ser
feita, logo após essa reunião, uma explanação a todos os estudantes do Pólo
do que foi acordado entre o Prefeito e o Reitor, sendo esta na sede do PURO
contando com a participação dos dois dirigentes;
-> Caso a conclusão desta reunião
seja positiva à permanência do Pólo, será feito um Convênio a fim de
formalizar a repactuação;
-> Este será encaminhado ao TCE por
ambos os dirigentes, para possibilitar a concessão deste Tribunal na
realização dos repasses; |