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Estavam ausentes nesta reunião o Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa Professor
Luís Andrade e a Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos Professora Esther Luck.
DOCUMENTOS:
A reunião Iniciou-se com a entrega dos
documentos que foram solicitadas pela PMRO a UFF, são estes:
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A Folha de Pagamento dos
professores, funcionários, bolsistas e monitores contendo informações
detalhadas de quanto cada um deveria ter recebido por mês, durante todo o
primeiro semestre;
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Planilha com a proposição de
redução de despesas com o corpo docente, contendo uma análise do
quantitativo de pessoal que será necessário para ministrar todas as
disciplinas e períodos existentes no Pólo, assim como as optativas. Além
de uma projeção da necessidade da disponibilização de docentes para
Projetos de Extensão e Monitoria.
É importante frisar que esta Planilha é
apenas uma proposta que será mostrada e avaliada pelo Prefeito e pelos
departamentos, em conjunto com os professores. Com essa proposta encaminhada
pela representação da Universidade no GT, consegui-se uma redução do valor
total para pagamento de docentes em torno de 36%. Esta planilha teve um
parecer favorável do Presidente da Câmara Senhor Carlos Afonso e dos
representantes da PMRO no GT.
Cabe lembrar que esta planilha inclui os
professores necessários para os novos períodos deste semestre.
Falta para aprovar este reajuste o
parecer do Senhor Prefeito de Rio das Ostras e dos professores, conforme já
foi citado.
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Proposta de projeção orçamentária
para 2006, para o pagamento de pessoal. Esta proposta foi entregue em
duas versões: uma com a entrada dos 25 professores prometidos pelo MEC
para Rio das Ostras (via concurso público); outra feita sem a
contabilização destes professores, a fim de “nos” precaver de qualquer
eventualidade que possa ocorrer. Esta também obteve um parecer favorável
pelos representantes da PMRO.
Importante salientar que esta proposta
foi entregue, conforme solicitado, mediante a necessidade de estar previsto
no orçamento municipal para 2006, destinação de verbas para estes fins, e
que este orçamento terá que ser entregue pelo Prefeito à Câmara dos
Vereadores até dia 15 deste mês.
LABORATÓRIOS
Foi questionado pela Kátia Brandão qual
seria a real necessidade dos equipamentos solicitados, que segundo ela,
poderiam ser “diminuídos”. Exemplificou seu questionamento com o fato de
terem sido solicitados para o Pólo 06 aparelhos de “data-show”, o que seria
um exagero, pois segundo ela, a Secretaria de Educação tem apenas 03 destes.
Pediu que fosse entregue pela
Universidade um levantamento do mínimo necessário para que estes
laboratórios funcionem e atendam satisfatoriamente os alunos.
Nós alunos vendo, SEM PROFUNDIDADE, o
que estava descrito no relatório das pendências da PMRO, entregue na reunião
anterior pela Universidade, colocamos achar que as solicitações dos
equipamentos de laboratórios não estavam em exagero, contendo o NECESSÁRIO
para a ministração das aulas nestes laboratórios com qualidade.
Acrescentamos acreditar que o único que “poderia” ter a necessidade de ser
revisto seria o laboratório de física, pela questão da importação dos
trilhos de ar.
De acordo com as palavras de Carlos
Afonso, os equipamentos ali descritos pareciam ser o necessário. Disse não
ter notado nada que não seja indispensável de se solicitar. Contudo, em face
dos insistentes questionamentos da Kátia Brandão, o mesmo sugeriu que tanto
a Universidade quanto a Prefeitura fizessem suas propostas em relação a
estes equipamentos, no que tange a redimensionar as quantidades e / ou
especificações e reduzir o valor global dos laboratórios. À PMRO caberia
mostrar exatamente aquilo que julgava poder ser reavaliado e diminuído. Já a
UFF traria as planilhas demonstrando o mínimo indispensável para a
manutenção da qualidade do ensino. Mediante estas propostas, entrar-se-ia em
um acordo.
A Secretária de Ciência e Tecnologia
Kátia Brandão, não aprovou a idéia. Alegou não ser “competente” para avaliar
as necessidades especificas de equipamentos desses laboratórios.
Carlos Afonso insistiu que ela seria
“competente” (usando a mesma palavra dita por ela) para realizar essa
avaliação com relação às finanças. Disse achar possível a PMRO mostrar mais
claramente quais dúvidas tem em relação a estas solicitações e apontá-las
bastante objetivamente, a fim de agilizar o andamento das discussões.
Questionamos, nós alunos, a importância
de uma maior agilidade nas licitações destes equipamentos para que não
atrase ainda mais o retorno às aulas, principalmente dos cursos que precisam
da utilização destes laboratórios.
Depois de longa discussão sobre este
assunto, ficou acordado que a Universidade faria esta análise tentando
alcançar uma redução de 40% sobre o do valor global de todos os laboratórios
(proposição feita pela PMRO). Caso não seja possível esta redução, isso será
exposto e justificado pela UFF, com a prerrogativa da manutenção da
qualidade nas aulas laboratoriais.
Com relação ao término do prédio anexo,
perguntamos se a regularização dos documentos da empreiteira responsável por
esta obra já estava pronta. Carlos Afonso não soube responder, mas disse
achar que esta regularização já deve estar sendo concretizada. Segundo ele,
as providências para isto foram tomadas.
CAMPUS NA ZEN
Perguntamos se já havia sido novamente
apresentado à PMRO e à Secretaria de Obras o Projeto do Campus na ZEN feito
pela Universidade, pois o levantamento dos custos deve ser feito o mais
rápido possível já que o orçamento deverá ser entregue até o dia 15/10, e
caso alguma modificação tenha que ser feita, ela terá que ocorrer em tempo
hábil para esta entrega. Questionamos também como está sendo elaborada essa
destinação orçamentária.
Segundo Carlos Afonso não é necessário
ter um valor preciso para os gastos com esta construção, basta uma
estimativa, pois o importante é a rubrica para esta destinação. Caso o valor
estimado não seja suficiente, poderá ser feita uma realocação de um outro
setor para esta construção, uma vez que as verbas para a ZEN estarão
previstas em orçamento (igual foi feito este ano com a destinação que
existia para o início da construção do Campus e licitação dos equipamentos,
que foram realocados para o setor da saúde).
VESTIBULARES
Como mencionado anteriormente, a
Prefeitura tinha como proposta apresentada o retorno dos vestibulares apenas
em 2008 com a inclusão de uma turma de cada curso por ano até 2010.
Colocamos a importância do retorno e
continuidade destes vestibulares imediatamente:
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Se a PMRO quer a locação de docentes
pelo MEC, e o MEC deixou como contingência a esta complementação o número
de alunos que são matriculados no Pólo, logo os vestibulares são
fundamentais para que o MEC complete o quadro de docentes;
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O MEC só cederá professores se tiver
plena convicção que o Pólo em Rio das Ostras é um projeto viável, com
futuro garantido e com quantidade de alunos expressiva;
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Com o término de um período o
professor de 40 horas (locados pelo MEC) que estiver ministrando uma
matéria em períodos que não são seguidos de outros vão acabar ficando sem
função, uma vez que a formação dos professores é direcionada para áreas
especificas de atuação, isto é: um professor que leciona disciplinas
tipicamente de períodos iniciais, pode não ser capaz (ou mesmo
qualificado) para lecionar disciplinas do fim do curso e vice-versa;
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Os alunos destes “primeiros”
períodos, e de outros períodos, serão prejudicados caso não sejam
aprovados em uma ou mais matérias, pois poderão ficar impossibilitados de
cursar a disciplina na qual obtiveram reprovação em Rio das Ostras;
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Se a PMRO quer a garantia da
permanência da Universidade em Rio das Ostras, a mesma só alcançará isto
com a rotatividade de alunos no Pólo.
Insistimos achar extremamente
necessário que estudos sejam feitos para viabilizar o retorno dos
vestibulares e a alocação desses novos alunos, tanto no Colégio onde estamos
atualmente sediados, que suporta mais uma turma de cada curso, quanto em um
outros locais provisórios, ou ainda em uma primeira etapa do Campus a ser
construída na ZEN.
Conseguimos mostrar essa importância ao
Carlos Afonso (quem mais defendia o vestibular em 2008) que “concordou” com
nossos argumentos, e colocou a necessidade de analisarmos as possibilidades.
Devido à importância crucial, direta e
indiretamente, que os vestibulares representam para o futuro do Pólo, ficou
acordado que esta análise será feita.
CONVÊNIO
Foram entregues pela PMRO, mais
precisamente pelo Subprocurador do Município Carlos Wellington, minutas a
serem analisadas para a construção do novo Convênio.
A UFF estará providenciando o Convênio
a ser celebrado entre esta Universidade e o MEC, e analisando a proposta
apresentada para o convênio PMRO/UFF, para que um esteja vinculado ao outro.
Será estudada a possibilidade de um
Termo Aditivo ao Convênio que está em vigor, para contemplar as modificações
sofridas para a viabilização do retorno as aulas do segundo semestre de
2005, e não um novo Convênio de 6 meses como sugerido pelo Subprocurador da
PMRO na reunião anterior a esta.
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
O Procurador da UFF Dr. Luís Otávio
disse que, segundo informações colhidas, o TCE tem um parecer favorável às
respostas dos questionamentos feitos por este Tribunal a Universidade, e diz
achar que este Tribunal de Contas estará devolvendo a autonomia a Prefeitura
para decidir o que deve ser feito em relação ao repasse das verbas à UFF.
Disse também, depois de ter sido
questionado pelo Carlos Afonso, quanto à procura da Universidade em agilizar
o andamento deste processo junto ao TCE, que a UFF já está tomando as
providências cabíveis a ela, mas que a PMRO é a melhor indicada para
solicitar qualquer atitude do TCE, uma vez que foi a Prefeitura quem acionou
esta Corte para que procedesse a apuração das prestações de conta
apresentadas pela UFF.
EM RESUMO:
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Será entregue pela Universidade a
planilha dos laboratórios com as possíveis alterações nos equipamentos
acordadas com os departamentos;
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A UFF irá discutir o acordo referente
à redução do valor de pagamento de pessoal previsto no convênio com os
professores e departamentos;
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A proposta deste reajuste do valor de
pagamento de pessoal e da projeção orçamentário para pagamento de pessoal
para 2006 será levada ao Prefeito para análise;
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Será analisada a forma de viabilizar
o retorno da ocorrência dos vestibulares;
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Será feita a análise da estruturação
do novo convênio, que irá vigorar a partir de 2006.
Ficou agendada uma nova reunião para o dia 17/10/2005, na Reitoria da UFF,
porém foi desmarcada devido a falta de tempo hábil para se cumprir o que
ficou determinado pelas duas partes. Provavelmente esta irá ocorrer no dia
24/10/2005, segunda-feira.
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