Música de Fundo: Vincent _ Don Maclean

 

 

 

 

MAÇÃ

COMO TEU FRUTO PROIBIDO
_________ nem ligo para o tal pecado
QUE SERVES EM PORÇÕES GENEROSAS
_________ que logo me atiça os sentidos


EU SORVO PEDAÇO A PEDAÇO
__________quando beijo tuas faces rosas
GULOSA
_________ inebriado.

DESENCADEIA EM MIM
_________ como um desejo, um afã,
UMA FEBRE TERÇÃ
_________ sensações adoráveis, enfim
QUANDO ME OFERTAS TUA MAÇÃ
_________ eu a degusto até o fim.

 

MAIÚSCULAS – DENISE

Minúsculas – Sérgio Serra

 

 

 

 

 

 

Lavra dor

 

O mês esvai-se
Um ano foi-se
Não tem colheita
O homem vai-se
Na roça a foice
Lavoura feita
Quem sabe a sorte
Em sua cama
Deite escondida
Até que a morte
Com sua fama
Ceife-lhe a vida
 

Sérgio Serra

 

DOR LAVRADA

 

Ceifar a vida

Na dura lida

Hora da partida

Há a colheita

A ser feita

Antes que ele deita

Tudo que o homem

Planta, os outros comem.

Poucos consomem

Vida insana

Como o colher da cana

A dor que emana

Todo dia, toda semana

 

Denise

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gauderiando


        
O que eu sabia dos pampas
Estava em livros de história
E veja que minha memória
Borracha de meia guampa
Só me falava “churrasco”...
Um quera tocava uma gaita
Eu com u’a fome baita
E medo de fazer fiasco.
Dez pila e só, na guaiaca
Imaginava a distância...
O dono daquela estância
Na cinta tinha uma faca
Olhava lá da porteira
Com o rebenque na mão
E eu que nem um lebrão
Já preparava a carreira

Foi quando olhei o piquete
E exclamei: tri-legal
Eu monto o pingo bagual
E vou parar em Alegrete.
Mas só que o pobre animal
Mais rengo que cusco velho
Nem que dissesse o evangelho
Chegava além do curral.

Então chegou-se a guria
Vestida qual uma prenda
Com laços e muita renda
Voz doce que nem chimia
E nem te conto, patrão
Passou-me a bomba e a cuia
E eu pensei “ha ha huya”
To pronto prum pelotão

E eu já me vi no fandango
Garboso, todo pilchado
Por minha prenda laçado
Dançando xotes e tangos.
E fui até a alvorada
Nesta bailanta fagueira
Deixei a prenda faceira
E a família aumentada.

Sérgio Serra

 
Em homenagem aos amigos gaúchos, incluindo os deixados em Jaguari.
Dedicado à amiga e consultora para assuntos gaudérios, Denise de

Souza Severgnini.

DENISE A GAUDERIAR

 

Nasci aqui no Rio Grande do Sul

Tenho muito orgulho do solo gaúcho

Nesta terra dou-me ao luxo

De flautear o Grêmio azul

Reverencio o Internacional

Gosto de comer churrasco

                  Não sorvo a bebida tradicional 

O que considero um grande fiasco

 

Carrego dez patacas na bolsinha

Por que mais não sobrou no mês

Nem deu pra pagar o curso de inglês

Em tal a situação fui apostar na rinha

Mas o patrão desta estância

Olhando para mim, uma mulher

Disse aqui tu não mete a colher

                       Fazendo eu tomar distância

 

Com o rabo entre as pernas

Em companhia do fiel cusquinho

Rumei logo por outro caminho

A buscar companhias mais ternas

Lá pras bandas do Alegrete

Campeie viventes de montão

Festejando com carreteiro e chimarrão

Gineteando num baita piquete

 

 

 

 

Agitando num baita entrevero

Aproximou-se um gaudério

Que resolveu me tirar do sério

Fiquei mais braba que piá em cueiro

Mais ardida do que pimenta

Fui mostrar pro tal quera

Que descendo de Ana Terra

E tenho cabelo nas ventas

 

Então se chegou o gaúcho

Todo pilchado e bagual

Meu coração- potro infernal

Não agüentou o repuxo

Vesti-me então de prenda

fandangueie como diabo gosta

Mais faceira que laranja de amostra

E por nove meses carreguei a encomenda

 

Denise

 

Esta é a versão feminina do poema

               GAUDERIANDO de Sérgio Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em matéria de cores ...QUEM DÁ AS TINTAS É O PINTOR

 

 

~~~~~BLACK Sabbath

 

HEAVY METAL

VIOLÊNCIA ANIMAL

CORES INSONES

GRIS DE PANE


James BROWN~~~~~~

 

EM MR DINAMITE

A GUITARRA PERMITE

COR ANIMADA

TERRA DE  SIENA QUEIMADA


Deep PURPLE~~~~~~~

 

 

ROCK CULT, NATURAL

FORTE, NA REAL

COR NÃO VIOLENTA

VERMELHO MAGENTA

 

 


~~~~~BLUE Magic~~~

 

BALADA LEVE

TÃO SUAVE

COR DE ASTÚCIA

AZUL DA PRÚSSIA

 


~~~Al GREEN~~~~~~~

 

 

LET´S STAY TOGETHER (NO MURO)

CALL ME COME BACK HOME (EM DISPARADA)

COLORIR MATIZES DE VERDE, ESCURO

VERDE INGLÊS, VERDE ESMERALDA

 

 


~Simply RED~~~~~~~

 

ROMÂNTICAS CANÇÕES

BALADAS COM EMOÇÕES

COM MATIZ DE AMAR

AZUL ULTRAMAR

 


~~~~PINK Floyd~~~~

 

 

MAS PAREDES

AMARRO REDES

CURTO O SOM

EM VERDE TOM

 


~~~YELLOW Card~~~

 

ACORDES DE VIOLINOS

ENTOAM-SE COMO HINOS

PARA TONS AGRESTES

USAMOS AZUES CELESTES

 

 


Barry WHITE~~~~~~~

NEGRO DA VOZ EMPOSTADA

COMPANHEIRO DE MADRUGADA

PINTO NO TOM ERRÔNEO

DO BLANCO DE TITANEO

 

 


~~~~~~~~~~~~Sou mais a \\\"Aquarela do Brasil\\\"...

 

           

              PINTORA DE EMOÇÕES

             USO TODOS OS MATIZES

             COLORINDO CORAÇÕES

             COM AS CORES DO ARCO-ÍRES

             E DESTE PAÍS VARONIL

             VERDE, AMARELO, BRANCO E ANIL

Sérgio Serra= minúsculas

Denise = MAIÚSCULAS

 

 

 

 

Ahh, mar... AMAR

~~~

Mar, oh filha,

VEJO A IMENSIDÃO DO MAR

Não tem só uma cor.

CONTRASTES MULTICORES

Do amanhecer ao sol se por

DESENHAM-SE DIANTE DO OLHAR

É verde, azul,

LEVE ESMERALDA, SUAVE CÉU

Branco, marrom...

ALVA NUVEM, TERRA LAVRADA

Norte ou sul,

TU E EU, EU E TU

Eta mar bom!

PARA JUNTOS AMAR

 

~~~

Mar da Ilha. 

DE ENCANTAMENTO E SONHO

É coração que não para.

SE PARAR EU MORRO

Ora pulsa, ora dispara.

PARA TE VER,EU CORRO

Longe, perto...

DE TI,ESTAR PROPONHO

Frio, morno...

A MESCLA É BOA

No fim, decerto

O AMOR PERDOA

Enseja retorno

À LINDA ILHA

 

~~~

Maravilha

AH! MAR...AMAR

 

Minúsculas = Sérgio Serra

MAIÚSCULAS= DENISE SEVERGNINI

 

 

 

VOLTA


Por que me abandonas assim,
Sem beijo e sem despedida,
Sem dar uma palavra enfim,
De forma tão definitiva ?

Será que não pensas em mim!
Que mais eu farei nesta vida?
No enredo que chega ao fim
Tu foste sempre minha diva.

Se os céus levam meu querubim
Que deixam como alternativa?
Então... Não me dás o teu sim?
Cancela logo esta partida...

A rosa deste meu jardim
Quem dera fosse sempre-viva...



SÉRGIO DE MESQUITA SERRA


VOLTAREI...



Como dizes que eu te abandono

Se meus pensamentos são teus

Se os versos sempre que escrevo

São fartos dos lamentos meus



Eu penso em ti, a toda a hora

Mais que em mim mesma, amor

O enredo não chegou ao fim

Deu apenas um tempo...adormeceu


Nos céus, hás tu, anjo alado

Que te alias ao querubim

Deixaram como alternativa

Esta visão contemplativa...

 



No jardim, existem sementes

Em latência...quietinhas...

Espera...voltarei em breve

DENISE SEVERGNINI

 

 

 

MOSTRAR A ALMA

 

Poeta é passageiro clandestino

Das emoções do momento

Deixa o coração bater em desatino

Provocando bolhas no pensamento

(Denise)

 

 

E uma a uma as bolhas estouram

E escorrem sentimentos pelos poros

Nem a boca, nem o pensamento

Calam o que a alma sente no momento

(Vestida de água)

 

 

E o poeta em sua nudez de alma

Arranha o cerne da bandida vida

E evoca deuses em céus longínquos

gestando os versos com toda primazia..

(Vestida de água)

 

 

Cada linha do poema

Vem do seu pensamento?

\"Não, eu temo que não\"

Cada verso é um rebento

Que rouba pra si a cena,

E nasce do coração...

(Sergio Serra)

 

o poeta paridor de emoções latentes

Vê este mundo com outras lentes

Vagueia na imensidão do mundo

Suspenso por fios de amor

Levita num navegar profundo

Querendo aos poucos tocar a flor

(Denise)

 

 

Morre aos poucos em cada verso

Mostrando a alma aos diversos

Infinitos , grandiosos resplandecentes

Que de tão lindos cativam a gente

(Denise)

 

 

E ao morrer ressuscita o elo

Que se perdeu entre o absurdo e o belo

Volta a alma ao corpo flamejante

E o Poeta mostra as lágrimas no instante!

 

(Vestida de água)

 

 

 

VOLTAR A DUETOS

Hosted by www.Geocities.ws

1