MÚSICA...PALAVRAS...AMORES...EMOÇÕES A DANÇAR

Música de Fundo: Feelings _ Richard Claydermann

 

 

Musica suave...doces palavras


Palavras doces
Harmonia e paz
Meu pensamento rodopia
Com os acordes da melodia

A felicidade plena
Me invade a alma
E a poesia nasce
Enquanto as palavras dançam

Bons pensamentos fluem
E vão saindo pelo mundo
Viajando com o vento

E aproveitando este momento
Corações em tormento
Ouçam as palavras doces
Que a musica suave trás
E com emoção entregue-se ao amor

Siga o vento e dance
Dance o amor
Dance a emoção
Dance para o mundo com a felicidade

Augusta Schimidt

Campinas/São Paulo

 

 

Com está música



Com este som,
Com estas notas e esta melodia,
Fechando os olhos,
Vou até ao fim do mundo.
Banho-me em cálidas águas,
Vôo por imensos céus,
Percorre-me um arrepio de prazer.
Ninguém me prende,
Nada me tolhe,
Sou livre!

Com este som,
Com estes acordes e vibratos
Não sou mais eu,
Nem este aqui e agora
É como era há segundos atrás.
Tudo é suavidade e harmonia,
A meus pés estendem-se paisagens.
O meu olhar alcança horizontes.
Estou em harmonia
Com o Mundo!

Ilona Bastos

Lisboa/Portugal

 

 

A dança das palavras


Que as palavras dancem

E não se esgotem.

Que continuem a dançar

No meio de nós,

Junto do mar,

Em qualquer outro lugar.

Que as palavras dancem,

Dancem sem parar,

Que ao dançar,

As palavras nos façam pensar

Num jeito de bem pensar.

Que as palavras digam tudo,

Tudo que têm para dizer,

Verdades inteiras,

Palavras sem reservas,

Palavras com conteúdo,

Sem omitir,

Sem fingir...

Que as palavras dancem,

Dancem em redor de todos,

Ou em fileiras,

Mas dancem, dancem,

Que as palavras dancem músicas sonantes

E façam sorrir todos,

De alegria


Cremilde Vieira da Cruz

Lisboa/Portugal

 

 

O Saxofone

 

 

Foi através de um judeu

Que o Saxofone apareceu

Antoine-Joseph (Adolph) Sax

Inventou este instrumento de destaque

 

O seu pai tinha uma oficina com certo intento

Com madeira e metal criar alguns instrumentos

Adolphe nesta oficina de carpinteiro

Criou o sax que hoje está no mundo inteiro

 

Apesar de ser de metal, mas de certa maneira...

Ele pertence a família das madeiras

Usa boquilha como a Clarineta

E também uma simples palheta

 

Tem o corpo cônico do oboé

Tem diversas vozes como de homem ou de mulher

Tem a forma do Clarone

Mas pelo corpo de metal não é clone

 

O saxofone foi exibido pela primeira vez

Incluído no “Chant Sacre” num arranjo do coral francês

A primeira obra original para o sax apresentar

Foi a ópera  “O último rei de Judá”

 

A família do sax foi sempre evoluindo

Em Mi bemol e Fá criaram o sopranino...

Em Si bemol e Dó criaram o Sax soprano

Em Mi bemol o sax alto está  se apresentando

 

Tem o contralto em Fá, e o Tenor em Dó parece falar,

O Tenor em Si bemol na orquestra também está

Em Mi bemol tem o Barítono

Mas tem o mesmo em Fá com um som bonito

 

Tem o sax Baixo em Si bemol

E o baixo em Dó parece rouxinol

Tem o Contrabaixo em Fá

Mas em Mi bemol o mesmo há

 

O sax é uma maravilha...

Representando grande família

Incluindo quatorze variações

Em várias afinações

 

Fica uma pequena noção

Deste instrumento de precisão

Que é usado em Bandas e orquestras

Nas igrejas, comemorações e festas

 

Duas coisas importantes Deus nos deu...

E o homem ainda não agradeceu

Foi a música e a voz

Que está presente entre nós

 

O autor estudou saxofone e clarineta.  

 

Valeriano Luiz da Silva 

Anápolis Go, 23/01/05

[email protected]

www.albumdepoeta.com

 

 

 

 

 

Palavras para dançar


Danço e minhas palavras

Voam ao vento

Carregando mensagens,

Bons pensamentos


As palavras são mágicas.

Dançam em nossa memória

Contam a nossa história

Deixam-nos viver

Ou fenecer...


Falo e minhas palavras

Podem ferir

Ou fazer sorrir

Podem cortar

Como a lâmina de aço

Ou podem afagar

Como o calor de um abraço!

Às vezes,

Falo sem pensar...

Em outras,

Eu não penso para falar...

Mas, uma certeza eu tenho;

Fale eu o que eu falar

Há palavras para dançar,

Mas elas, não devem...

Nunca, machucar!!!


Denise Severgnini

Novo Hamburgo/RS

 

 

 

 

 

 

Poeminha da nada

palavras esperam
silenciosas
para serem escritas
bailam no ar
deitam na mente
nadam
nos meus vazios
pesco-as
seleciono algumas
acaricio-as
fiéis companheiras
que ajudam
a compor
os meus versos
e eles surgem
desarrumados
na tela
do monitor
refletem
o desalinho
do pensamento
de alguém
que tantas vezes
se esvazia
do vazio constante
e ainda assim
encontra
algumas poucas
fiéis palavras
desavisadas
despretensiosas
que aceitam
fazer parte
de seu
poeminha
de nada...

Maria José Zanini Tauil

Rio de Janeiro/RJ

 

 

 

A Dança do Amor


A dança do amor,
é bailada pelos corpos
quando estão amando,
ao prazer chegando...
No entrechoque dos corpos,
no entrelace das pernas,
esse bailado é a própria paixão,
acelerando o coração...
Dando vida aos sentidos,
nesses prazeres consentidos...
Palavras de amor
ao ouvido sussurradas,
dão mais ritmo à dança do amor...
Vamos a essa dança
com prazer nos entregar,
e vamos nos comprazer
com o prazer que a
dança das palavras vai proporcionar...

Marcial Salaverry
20/01/2005
Santos-SP


Palavra

pluma ou adaga
que não se paga
com bem ou mal.
Nega ou confessa
amor ou ódio
do coração.
A alma usa
nunca recusa
ouvir de alguém.
Só chora triste
se não a tem
de mais ninguém.
Palavra
às vezes má
provoca dor
destrói o amor
depois se vai.
Nasce outra vez
feita de paz
se merecer
sempre primeira
pois não repete
a vida inteira
e mesmo assim
doce mistério:
é sempre a mesma!

Terê Penhabe 11.10.2004
www.amoremversoeprosa.kit.net


 

Amo _ Rosa

Na Amazônia, eu sou tucuxi,
e nos bailes das vidas,
de danças e requebros,
onde há garotas fogosas,
sou o "boto rosa"
Que usa as palavras
com toda a emoção
como arma fatal
para a sedução
As virgens donzelas,
em mudas palavras
nas noites de encanto
dançando ao relento
na balada dos ventos
abusam e me usam
E assim, sou dançante,
o perfeito amante
do depois e do antes
que a qualquer instante
com o amor sem pudor
nas danças das ninfas
os corações invade
em palavras em transe,
e palavras de transas,
bailando, dançando,
na magia gostosa
de ser o "boto rosa" !
...


a.d.i.=alémdaimaginação
Florianópolis - SC

Dança das palavras

Anunciou-se:
Haveria uma festa só para as palavras
Prometia animação
O salão estava iluminado
Muitos poetas neste dia
Escolheriam as mais amadas
Mais animadas
Mais enfeitadas
Quem sabe até as desposariam!
Palavrinhas compraram vestido novo
Algumas estavam tímidas
Era a sua primeira Valsa
Outras eram mais maduras
Mais expostas
Arriscaram novas maquiagens
Outras andavam meio enfadonhas
Tiraram o mofo
E vieram à festa
Palavrinhas, muitas tão delicadas!
As das virtudes
Da beleza
Do amor
Das cores
Foram chegando
Elegantemente trajadas
Algumas birrentas também vieram
As invejosas ficaram em casa
Algumas mais ousadas
mais safadas
e até perfumadas
Completaram o bando
E aí tudo começou:
bailavam, rodavam
sorriam, as palavras!
Os poetas enlouqueceram
Diante de tamanho êxtase
Se quedaram a admirar
Se embebedaram de tantas
Mas não as ousaram tocar
O espetáculo nada mais carecia
Era só dança!
A dança das palavras.!

Maria Luiza Kuhn

Gramado/RS

Pé-de-valsa


Eu sonhei que estava a dançar
com você. Pelo chão flutuando.
Todo mundo ali admirando
seu vestido espetacular.

Nem sei como não atrapalhava.
Tinha mais de seis metros de pano!
Com cuidado pra não causar dano,
eu, com calma, o tecido afastava.

Sua roupa a esvoaçar
se estendia por sobre meu braço
se espalhava por todo espaço
mas seguimos assim a bailar.

A orquestra era uma beleza.
Atendia a pedidos, feliz:
de boleros a ritmos febris.
Aplaudiram a nossa destreza.

Nos rodamos por todo o salão...
Acordei com um sorriso matreiro.
Agarrado ao meu travesseiro,
não deixei nem lençol no colchão

Sérgio Serra

Aracaju/SE

 

 

 

A Prima Ballerina

 

Subiu o pano de cena.

Logo todos se calaram.

Vamos ver o último Acto,

Alguns acordes soaram.

 

Sentadas no camarote,

Ficámos as cinco à espera.

A bruma sobe do lago

A enfeitiçar a atmosfera!

 

Os cisnes, que são meninas,

Deslizam com ar tranquilo.

Parecem demais etéreas,

Belas figuras de estilo.

 

A música é muito triste,

Melancolia do drama.

Os dezasseis lindos cisnes

Rodeiam o que mais ama.

 

Sofre porque foi ferida,

Vítima do bruxo mau.

Ele serviu-se da filha,

P'ra imitá-la no sarau.

 

Assim seduzido, o príncipe

Quebrou a jura prestada.

E condenou para sempre

Ao encanto, a sua amada.

 

Perante a amarga verdade,

Célere correu p'ró lago,

A evitar a maldição.

Mas foi seguido p'lo mago!

 

Há então a grande luta

Entre o bruxo e o belo amado.

Ele venceu o feitiço,

Mas queda-se inanimado.

 

A mãozinha da Sarita

A tremer na minha mão,

Como avezinha sensível,

Perante a revelação.

 

Na pálida madrugada

Voltara a viver menina,

Debruçada sobre o Príncipe,

Nossa "Prima Ballerina".

 

E, de coração tão puro,

Segue com seu bem amado.

Partilhar um grande amor,

Eternamente a seu lado!

 

Maria da Fonseca

Lisboa/Portugal

 

 

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