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MULHER
– LUA
Em
quarto crescente
Argenteio
a noite
Disseminando
a prata
Na
terra adormecida
Em
quarto minguante
Entorpeço
sozinha
Encolho
meus arcos
Vivo
momentos parcos
Da
felicidade aparente
Na
lua nova,fagueira
Minha
alma renova altaneira
Desfaz
dissabores, percorre caminhos
Atrai
amores, distribui carinhos
Eu
, mulher-lua, quando me encho
Fico
em fase cheia (como a lua) de emoção,
O
mais puro sentimento de animação
Quanta
vibração, quanta luz a lumiar
Quanto
anseio sentido, quanto amor vivido
Eu,
mulher-lua...Tu, lua-mulher
Entramos
em conjunção...harmonia
Sob
esta união, nasce a mais pura poesia
Denise
ASSIM
QUE SOU
Como a lua, tem que tem suas fases,
Estou sempre de humor á mudar.
Sendo de um signo aquático,
Imito a água, procuro adaptar-me...
Na minha fase Nova,
Sou ativa, projeto, tento, invento.
Mesmo sabendo que nem tudo,
Sairá à contento, mas eu insisto não desisto....
Na minha fase Crescente,
Em desarmonia passageira...
Concentro minhas energias,
Muno-me de forças, sigo em frente...
Minha fase Cheia...
Sou pura sensibilidade, emoção !
Difícil, administrar tal situação.
Música, meditação é a solução!
Na fase Minguante,
Sinto-me triste, introspectiva.
Sabedora que essa fase, logo passará...
Só espero a Deusa Lua, seu ciclo completar!
31/05/2004
Praia Grande SP
Nadir
A D’Onofrio
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OLHOS
DE OCEANO
Minhas
lágrimas descem a face triste
Pois
a prisão que em ti existe
Faz
verter a água no azul do olhar
A
incompreensão com um dedo em riste
Decretou
a falência de um alegre poetar
Sobrou
uma angústia enclausurada
E
em meu rosto um imenso mar
Tropeço
em conchas, salgo a saliva
Meu
lamento é discreto, fico a esperar
Que
um mar revolto devolva tua
liberdade
Para
que voltes outra vez com letras brincar...
Denise
Severgnini
OLHO
D’ÁGUA
Camuflada, asfixiada,
Nas entranhas da terra mãe,
Decidi me rebelar e à tona aflorar.
Fui surgindo gota a gota...
Clara cristalina.
Tomo a forma de fonte,
Assim...tua sede vou saciar.
Querendo ainda agradar, virei lago!
De sentimentos represada.
Não quero viver assim...rompo as barreiras...
Jorro...sou cachoeira...
Novamente tentam, minha fúria represar,
Terei que abastecer aldeias, cidades...
Transformaram-me em simples riacho.
Sigo meu curso...cansada,
Quase sem vida...
Deságuo num grande rio,
Sinto-me mais protegida!
Busco uma força maior,
Vou rolando sobre pedras,
Até no mar desaguar...
Agora, sou vagalhão, onda, sal, espuma!
Transmutação mais que perfeita...
Para teu corpo acariciar!
Santos SP
Nadir
A D'Onofrio
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PAZ E AMOR
Busca-se
a paz
Mas
ela ausenta-se
Pela
falta de amor
Busca-se
o amor
Mas
ele retira-se
Pela
falta de compreensão
A
paz e o amor
São
irmãos siameses
Talvez
xipófagos
Que
não poderiam
Ser
separados jamais
O
que aconteceu com o homem?
Esqueceu
sua racionalidade
E
em nome de qualquer atividade
Sai
mundo à fora
Distribuindo
maldades
Deus
chora baixinho
Pois
os filhos Seus
Esqueceram
o Seu mandamento maior
AMAI-VOS
UNS AOS OUTROS
COMO
EU VOS AMEI
DENISE
ESSA
PAZ
A paz tão esperada,
Por todos, almejada!
Não depende só de nós...
Mas se cada qual, sua parte fizer,
Com inteligência argumentaremos,
Soluções encontraremos...
Viver com a mente em paz,
Colocar na vida a cor que lhe falta.
Iluminar os dias com a chama da sabedoria,
Fazer sempre, uma boa ação
Está ai, o maior remédio,
Para cura da depressão...
Se ainda queres brigar,
Que seja briga de amor.
Onde tapas sejam caricias,
As ofensas...elogios.
E os palavrões...doces beijos de amor
22/08/2004
Santos SP
Nadir A D’Onofrio
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ILUSÃO
ESQUECIDA NUM JARDIM
Ilusão é sonho sonhado acordado
É uma realidade utópica
Fantasia do irreal
Que julgamos ser verdade
Ilusão é planta que a primeira
Do inverno tenta florescer
É brisa fresca que sopra no quente
Do verão
Ilusão é passageira clandestina
Da nau onde navegam os nossos ideais
Ilusão é uma gota de orvalho que não
Deixa-se congelar ante o frio da madrugada
Mantém-se liquida para sobreviver
Ilusão como flor de duração fugaz
Resiste um instante, uma quimera
Depois fica esquecida no jardim
Até a próxima primavera!
Denise Severgnini
Novo Hamburgo
JARDIM DAS ILUSÕES
Tão fácil conceber esse jardim!
Onde as cores das flores,
Mesclam-se na suavidade de seus perfumes.
Deito-me na relva dos meus sonhos,
Metamorfoseada em linda borboleta.
Como aquela, que sempre estás admirar !
Suas asas de um azul profundo.
Parecem refletir as cores de,
Límpido céu anil!
Vôo...vôo...vôo...
De flor em flor, pousando.
Cumprindo sem consciência, o sagrado
Ritual da polinização.
Quando cansada,
Pouso suavemente, na flor preferida.
Uma exuberante orquídea de
Tonalidade, roxa branca e amarela.
Quem disse que essas cores não combinam?
Ali, fico em êxtase, admirando
Pétalas, sépalas, labelo.
Cujo brilho refletem, purpurina natural!
As nuvens, cumprem agora seu papel.
Depois de um dia de sol escaldante,
Despejam sobre a terra como bênçãos,
Gotas de água cristalina.
Abrigo-me sob uma grande folha.
Dentro do meu sonho, adormeço,
Só assim percebo...
Sou feita de carinho, emoção...
Vivendo para proporcionar,
Amor, ternura, alegria.
No ser... que é poeta!
Converto, sentimentos em ilusão,
Confundindo, realidade e fantasia!
Nadir A D'Onofrio
Santos
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