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MÚSICA DE FUNDO: Ciranda da Rosa Vermelha _Elba Ramalho |
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ILUSÃO
ESQUECIDA NUM JARDIM
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JARDIM
DA SAUDADE Tarcísio
R. Costa
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O
JARDIM
Ontem escrevi poemas
Nos canteiros do meu jardim.
Animada, afogueada, em alvoroço,
Abraçada a vasos, folhas e pétalas,
Inspirada ao aspirar o aroma silvestre
Das flores, das plantas, da seiva,
Declinei o lápis sedutor e o papel,
Tomei a terra, o ancinho e a colher,
Decidida, quebrei ressequidas ramagens,
Exaltada, daninhas ervas arranquei,
Ao solo me lancei, confiante, e mergulhei
Minhas mãos, na terra fértil e gentil.
Tirei pedras e raízes, desenhei linhas
De promissores bolbos, enterrados
Sob o húmus revolvido e alisado.
Sementes lancei, em métrica cuidada.
Azáleas rimei com admiráveis ciclamens.
Margaridas de fogosas vestes combinei
Com amarelos narcisos em sono recatado.
Confortei o cândido limoeiro e ergui, por fim,
Para o céu, o corpo cansado e feliz,
As faces coradas, o cabelo em desalinho,
Acompanhando a aragem e o sol alaranjado -
Chave de ouro de outonal entardecer -
No
caminho luminoso do Poente. Ilona
Bastos Lisboa – Portugal
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ILUSÃO Cai
a noite no Estoril, Rescende
ainda o jardim. Uma
doce sensação
Existe dentro de mim. Dois
lindos astros suspensos Brilham
num azul sem par. A
Lua está no crescente E
Vénus a acompanhar. Eis
a estrela vespertina Em
tão bela conjunção! Dispôs-se
melhor no céu A
dar-nos esta ilusão. Para
afastar os meus olhos, Deus
não dá essa coragem. Sinto
que o momento é breve, Quero
reter sua imagem. Amanhã
vem outro dia. E
a posição aparente Destes
dois corpos celestes Será
outra, certamente. Uma
tão grande beleza Canto
aqui em pobre verso. Senhor,
como Vos dou graças Pelos Dons do Universo. Maria da Fonseca Lisboa - Portugal |
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FIM DE DIA O
sol desce. A
ave acomoda-se. Sem
qualquer definição Tinjo
de azul um espaço branco Sem
saber porque o faço. Acho
que o azul me preenche a memória. Neste
mar de rochas negras De
prata dourada à volta, Há
ondas de cristas altas, azuis E
o firmamento apresenta-se-me azul. Regalo-me
a olhar o firmamento Dependurado
em nuvens brancas, Macias
como veludo. As
flores à roda do jardim São
o descanso para meus olhos, Sobretudo
se me debruço no lago Onde
os nenúfares emergem E
me saúdam. Não
falarei do tempo maravilhoso Nem
de tua passagem efémera, Porque
esses Guardo-os
bem fundo no peito. Não
pretendo citar coisa nenhuma, Porque
sei apenas sentir. Abro
uma nesga da janela E,
de repente, O
vento rasga a hora Neste
crepúsculo de olhos azuis, Cabelos
alvoroçados, Na
noite grávida de sonhos. Sinto-me
perdida, Não
sei onde Nem
porquê. Se
apreciasses a cena De
olhar um retrato Apertar
ao peito um objecto Chamar-lhe... É
um símbolo, Silhueta
desenhada insensível. Se
apreciasses meu semblante Ao
ficar sem o relógio... Também
ele emudeceu. Tão
severamente desgastante a hora, A
lua escondida, A
noite escura!... Cremilde
Vieira da Cruz LISBOA/PORTUGAL
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FLORESCER Era então a manhã de nossa vida
e crescíamos juntos, lado a lado.
Com teus brotos vivias envolvida,
e eu ali, simplesmente apaixonado.
Veio a tarde. A mãe enternecida
vê seus frutos vistosos, sazonados.
Cada um, qual semente escolhida,
repetindo os passos ensinados.
A velhice, decerto, em seguida,
ceifará outros ramos já murchados
nessa noite de copa ressequida.
No canteiro de verde orvalhado
restará a lembrança embevecida
na
presença do amor disseminado. Sérgio
Serra Aracaju
– Sergipe
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JARDIM
DA FELICIDADE Felicidade
é acreditar Que
ainda há esperança E
que a felicidade existe É
acordar com um sorriso nos lábios Com
o pensamento voltado a Deus Confiando
que venceremos Os
obstáculos Felicidade
é não desanimar Facilmente
com os problemas Que
a vida nos traz É
fazer tudo para ser feliz! É
admirar a natureza Que
com sua beleza Nos
sorri através das flores E
dos verdes campos, É
observar as cores do jardim... Felicidade
é escutar o cantar dos
pássaros com atenção E
olhar as estrelas com admiração É
compartilhar com todos O
poder a força do amor É
lutar sempre com otimismo e persistência Para
um novo amanhã no jardim da felicidade Magdalena
Francisca de Souza Severgnini Porto Alegre - RS
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AMOR
NO JARDIM Marcial
Salaverry Estavas
tão linda... Despertastes
uma ternura infinda... Naquele
gramado sentada... Olhando-me,
apaixonada... A
Natureza, sempre inspira amores... Tão
belas as flores, exalando
exóticos odores... Inspiraram
nosso amor... Beijei-te
com fervor... Nossos
corpos enlaçados, em
carinhos apaixonados, iniciaram
o bailado da paixão, à
qual nos entregamos, com emoção... Livres
das roupas, juntamo-nos, e
em frenéticos movimentos, amamo-nos... Depois
do amor, deitados, languidamente
abraçados, aspiramos
o perfume das flores, misturado
a nossos odores... O
odor do amor... O
perfume da flor... Beijos
trocados com calor... ...
e a doce continuação do amor... Marcial
Salaverry Santos-SP |
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JARDIM DAS ILUSÕES Num
jardim de margaridas, Violetas
e jasmins Sempre
acontece o encontro De
raras belezas desse universo sem fim. E
a bela borboleta Feliz
baila entre as flores Presenteando
a natureza Com
seus matizes de cores. A
música suave, Que
é tocada pelo vento Segue
alegre o seu rumo Levando
a ilusão desse momento Aos
corações em tormento. Augusta Schimidt/ 25/01/2005 Campinas / SP
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