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VESTIDA
DE ÁGUA
Cubro-me de água...
Gotas que deslizam para os pés!
E me desnudam!
Sinto-me sereia...
Metade previsível da metade imprevisível!
E mergulho!
Vou ao fundo...
Separo o tesouro e o escondo do mundo!
Viro concha descartada
da metade esperada
e do descaso na procura!
Volto à tona!
Deixo que as ondas me lancem
Com fúria às pedras geladas!
E me abro...
Vestida de água me mostro inteira!
Do tesouro.. só o brilho!
Que o sol castiga!
E a lua ... acaricia!
Vestida de água entendo a vida!
E não lamento a ausência!
Busco a essência, preencho a carência,
percebo a impotência
e... teimosa
Explodo-me em magia!!!!
Vestida de água... aceito a vida!!!
Dôra Leal _ Vestidadeágua
Belo Horizonte/MG
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VESTIDA
DE AGUA
Vestida de agua, llovida de manantiales, de rocíos mañaneros,
vengo destilando amores, vengo atravesando puentes,
vengo llegando del espejismo de las imágenes nunca antes vistas.
Vestida de agua, de sol o de penumbra, de alba o de ocaso,
llego al lar de las ilusiones mías, llego al romero,
llego a la neblina que envuelve a mi memoria haciéndola olvido.
Vestida de agua, atravieso puentes, me hago río, fuente y mar,
me elevo a las nubes que el viento acaricia, me lleno de noche,
me hago tormenta en la manera de amar.
Vestida de agua, me escurro en la vida queriendo vivir.
Migdalia B. Mansilla Rojjas
Merida/Venezuela |






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RESPINGOS...
Água banha meu rosto
Nem sei se é chuva
Ou são lágrimas
Pela imensa alegria
De ver de volta
Quem um dia
Partia!!
Se é chuva ou lágrimas
Eu não sei
Sei agora,
Que a espera acabou
A chuva te trouxe de volta
E a lágrima corre leve, solta
Rola pelo meu rosto
Morre na minha saudade
Você voltou
Bendita água
Respingos no meu rosto
Finjo que são da chuva
Que cai fininha
Insistente
E me trouxe
Você, de Presente...
Edna Berta
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VEM
SER ÁGUA
No deserto da vida
preciso de água
preciso do teu abraço
preciso do teu carinho
És o manancial
que sacia minha sede
Quando chegares
serei também água
banhando-te
com meu amor
sentirei tua pele
te carimbarei de beijos
me tatuarei em ti
Vem que já sou rio
que corre no corpo
e se consome em fogo
Vem com teu mar
me afogue nas ondas
mergulhe em mim
Depois, deixe-me
boiar, saciada,
ao teu lado...
Maria José Tauil
Rio de Janeiro/RJ |